Em cinco dias, fiscalização na BR-155 flagrou cinco condutores alcoolizados e recuperou moto roubada; um deles marcou 1,57 mg/l
A PRF Operação Expoama Marabá terminou com cinco motoristas encaminhados à delegacia por embriaguez ao volante. Além disso, os agentes recuperaram uma motocicleta com registro de roubo. As ocorrências aconteceram entre os dias 16 e 20 de setembro, todas na BR-155, na altura do quilômetro 342 ao 344.
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) reforçou a fiscalização nas rodovias federais que cortam o município durante a Expoama, a exposição agropecuária de Marabá. O evento reúne milhares de pessoas à noite. Por isso, as equipes montaram comandos de alcoolemia na saída da festa, sobretudo de madrugada.
Moto roubada foi o primeiro flagrante
A primeira ocorrência foi registrada na madrugada do dia 16, às 00h30, no km 342. Os agentes abordaram uma Yamaha Fazer YS250 vermelha que circulava sem placa. Em seguida, fizeram o procedimento de identificação veicular e consultaram os sistemas. O resultado apontou registro de roubo ou furto. Assim, o condutor e a moto seguiram para a Polícia Civil.
Na madrugada seguinte, dia 17, às 2h50, o comando de alcoolemia parou uma Honda Bros 160 no mesmo trecho. O condutor fez o teste do etilômetro e marcou 0,57 mg/l de álcool por litro de ar. Esse índice já configura crime de trânsito. Logo, o homem foi levado à delegacia.
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Três casos em uma única madrugada
O dia 19 concentrou dois flagrantes em menos de uma hora. Às 2h50, a equipe parou uma Honda Pop 110i no km 342. Segundo a PRF, o condutor tinha fala arrastada, odor etílico e roupas em desordem. O teste confirmou a suspeita com 0,74 mg/l. Ele também foi conduzido à autoridade policial.
Às 3h30, no km 344, outra Honda Pop 110i foi abordada. O motociclista levava uma passageira sem capacete. Além disso, ele apresentava sinais visíveis de embriaguez e se recusou a soprar o bafômetro. Nesse caso, a equipe lavrou o Termo de Constatação de Sinais de Alteração da Capacidade Psicomotora. A recusa não livrou o condutor: ele foi encaminhado à delegacia da mesma forma.
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Motorista furou bloqueio e outro bateu em caminhão
Na madrugada do dia 20, às 00h44, uma condutora de Honda Pop 110i furou o bloqueio policial no km 343. Ela desobedeceu às ordens de parada e foi alcançada mais à frente. De acordo com a PRF, a motorista K.L.S.R. apresentava sinais evidentes de alteração psicomotora. O etilômetro registrou 0,47 mg/l e ela foi conduzida à Polícia Civil.
O caso mais grave veio uma hora depois, às 1h40, no km 344. A equipe atendeu a um acidente entre um veículo de carga e um VW Polo. O motorista do carro, identificado pelas iniciais S.A.M., estava visivelmente embriagado. Submetido ao teste, o aparelho marcou 1,57 mg/l, mais de quatro vezes o limite que caracteriza crime. Consequentemente, ele foi preso em flagrante e levado à delegacia.
O que diz a Lei Seca
No Brasil, a Lei 11.705/2008 estabelece tolerância zero para álcool ao volante. Não existe nível permitido no sangue ou no ar expirado. A margem de até 0,04 mg/l no etilômetro serve apenas para cobrir o erro do aparelho, conforme o Inmetro.
Entre 0,05 e 0,33 mg/l, o condutor comete infração gravíssima, prevista no artigo 165 do Código de Trânsito Brasileiro. A multa é de R$ 2.934,70, com suspensão da habilitação por 12 meses, recolhimento da CNH e retenção do veículo. Em caso de reincidência em um ano, o valor dobra para R$ 5.869,40. Vale destacar que a recusa ao teste, prevista no artigo 165-A, gera as mesmas punições.
A partir de 0,34 mg/l, ou quando a autoridade constata sinais claros de embriaguez, o caso vira crime de trânsito. O artigo 306 do CTB prevê detenção de seis meses a três anos, multa e suspensão ou proibição de obter a habilitação. Portanto, todos os cinco condutores flagrados em Marabá se enquadram nessa faixa: quatro pelo índice medido e um pela recusa somada aos sinais de embriaguez.
Como evitar a blitz
A resposta é simples: quem bebe não dirige. O organismo leva, em média, de 8 a 12 horas para eliminar o álcool. Por isso, dirigir na manhã seguinte a uma noite de consumo elevado ainda pode dar teste positivo.
Quem vai à Expoama tem alternativas seguras. É possível combinar um motorista da vez, que não bebe. Também dá para usar táxi, transporte por aplicativo ou carona planejada. Em resumo, o custo de uma corrida é muito menor que uma multa de quase R$ 3 mil ou uma prisão em flagrante.
A PRF informou que a fiscalização continua nas rodovias de Marabá enquanto durar a Expoama. O portal segue acompanhando os desdobramentos das ocorrências e aguarda informações da Polícia Civil sobre os encaminhamentos.
