PRF, PF e Receita Federal acharam 512,2 kg da droga sob os grãos; motorista foi preso em flagrante
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu 512,2 quilos de cocaína em Xinguara, no sul do Pará. A droga estava escondida sob uma carga de milho. O flagrante aconteceu por volta das 22h30 da noite de sexta-feira (28). Dessa forma, a cocaína apreendida em Xinguara saiu de uma operação conjunta entre três órgãos federais.
Além da PRF, participaram a Polícia Federal (PF) e a Receita Federal. Segundo a PRF, a ação nasceu de um trabalho de inteligência. As equipes acompanhavam informações levantadas em conjunto pelos três órgãos. Por isso, a abordagem não foi obra do acaso.
Documento em ordem, carga irregular
Os agentes pararam um caminhão bitrem carregado de milho. De acordo com a PRF, o motorista apresentou documentação fiscal compatível com o transporte do produto agrícola. Ou seja, no papel, o carregamento parecia comum.
No entanto, os setores de inteligência já tinham informações sobre o veículo. Por isso, as equipes fizeram uma inspeção detalhada no compartimento de carga. Em seguida, encontraram diversos fardos escondidos sob os grãos. A pesagem apontou 512,2 quilos.
O milho funciona como camada de disfarce. Assim, o produto agrícola esconde o volume e dificulta a inspeção visual. Além disso, a carga a granel exige tempo e equipe para ser vistoriada. Por isso, a checagem só avança quando existe informação prévia.

Três estados na mesma operação
A operação reuniu equipes da PRF do Pará, de Goiás e do Mato Grosso. Além disso, participaram policiais federais do Pará e do Mato Grosso. Servidores da Receita Federal também integraram a ação.
O trecho fica sob responsabilidade da Delegacia da PRF em Marabá. Portanto, o acompanhamento do caso ficou com a unidade regional. Segundo a corporação, a troca de informações entre os estados orientou a inspeção.
Cada órgão entra com uma atribuição diferente. A PRF fiscaliza as rodovias federais. Já a PF conduz o inquérito sobre o comércio ilegal de entorpecentes. Por outro lado, a Receita Federal atua sobre a carga e a documentação fiscal.
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Motorista preso em flagrante
Os policiais prenderam o condutor do caminhão em flagrante. Em seguida, o levaram para a sede da Polícia Federal. O veículo e a carga seguiram junto. No local, ele prestou depoimento.
A PRF não divulgou a identidade do motorista. Assim, ainda não há informação pública sobre quem contratou o transporte. As investigações continuam. Os federais querem apurar a origem e o destino da droga, bem como possíveis envolvidos no esquema.
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Quanto vale a carga apreendida
O valor de uma apreensão varia conforme o parâmetro usado por cada autoridade. Em 2024, por exemplo, a PRF apreendeu 508 quilos de cocaína no Paraná. Na época, as autoridades estimaram o produto em R$ 90 milhões no varejo. A cocaína apreendida em Xinguara tem volume muito próximo ao daquele caso.
Contudo, existe outro parâmetro mais recente e bem mais alto. Em 6 de abril deste ano, a PRF apreendeu 1.083,5 quilos em Marabá. Naquele caso, a estimativa de prejuízo ao crime organizado ficou entre R$ 300 milhões e R$ 600 milhões.
Matematicamente, esse cálculo corresponde a algo entre R$ 277 mil e R$ 554 mil por quilo. Por outro lado, o parâmetro do Paraná trabalha com valor bem menor. Por isso, o portal apresenta as duas referências oficiais, sem cravar um número único.
O que ainda falta esclarecer
Primeiramente, não há informação pública sobre a origem da carga de milho. Também não se sabe qual era o destino final do caminhão. Além disso, a PRF não informou se a transportadora responde a outras investigações.
O caso reforça o peso das rodovias do sul do Pará na rota de escoamento. Atualmente, a região concentra grande fluxo de carga agrícola. Consequentemente, a fiscalização federal atua sobre esse mesmo trânsito. O inquérito segue na Polícia Federal.
