Requerimento aprovado na Câmara cobra laudos, limpeza de reservatórios e troca de filtros na unidade do Primavera
A água Escola João Prudêncio entrou na pauta da Câmara Municipal de Parauapebas. Os vereadores aprovaram, na sessão ordinária desta terça-feira (22), o Requerimento nº 414/2026. O texto é de autoria do vereador Frederico Damacena Ribeiro Sanção (PL). Ele cobra da Prefeitura informações, documentos e providências sobre a água disponibilizada na unidade.
A Escola Municipal João Prudêncio fica no Bairro Primavera. Segundo o requerimento, o Poder Executivo deve informar oficialmente as condições do abastecimento da escola. Além disso, precisa detalhar a situação da higienização e da manutenção dos reservatórios. O documento também pede o controle da qualidade da água consumida por estudantes, professores e demais servidores.
O parlamentar solicita ainda uma vistoria técnica conjunta. Dessa forma, Educação, Saúde, Vigilância Sanitária e outros órgãos competentes atuariam juntos na inspeção.
De onde vem a água da escola
Entre os questionamentos está a origem da água que abastece a unidade. O requerimento pergunta se o fornecimento vem da rede pública, de poço, de caminhão-pipa ou de outro sistema. Também quer saber se o abastecimento é contínuo e suficiente.
Esse volume precisa atender ao consumo, à preparação da merenda e à limpeza. Além disso, cobre o funcionamento dos banheiros e a higiene dos alunos. Por isso, o texto pede o registro de possíveis interrupções ou irregularidades nos últimos 12 meses.
Reservatórios, filtros e análises laboratoriais
A Câmara quer saber quantos reservatórios existem na João Prudêncio. O requerimento pergunta ainda qual é a capacidade de armazenamento e o estado de conservação dessas estruturas. Em seguida, questiona quando ocorreram a última limpeza, a desinfecção e a vistoria.
O vereador solicita documentos que comprovem a realização desses serviços. Outro ponto do texto é a realização de análises laboratoriais nos últimos 12 meses. O Executivo deverá informar as datas das coletas e os locais das amostras.
A lista inclui ainda o laboratório responsável, os parâmetros analisados e os resultados encontrados. Sobretudo, a solicitação alcança os pontos usados diretamente pela comunidade escolar. Bebedouros, cozinha e torneiras estão entre eles.
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Manutenção de bebedouros e fiscalização sanitária
O requerimento também cobra informações sobre a manutenção de bebedouros e filtros. Entre os dados pedidos estão as datas das últimas trocas dos elementos filtrantes. Além disso, o texto solicita inspeções em tubulações, bombas, registros e outros componentes do sistema de distribuição.
O parlamentar pede ainda o histórico de fiscalizações da Vigilância Sanitária nos últimos 24 meses. Assim, a Câmara poderá comparar o que foi apontado e o que foi corrigido na unidade.
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Vistoria e medidas em caso de problema
Além das informações, o requerimento pede uma vistoria técnica com a maior brevidade possível. A inspeção deve alcançar reservatórios, bebedouros, cozinha, tubulações e pontos de consumo.
O pedido prevê limpeza e desinfecção das estruturas. Também inclui a substituição de filtros vencidos ou inadequados. Em seguida, o texto cobra o reparo de componentes danificados e a coleta de amostras para análise.
Caso apareça alguma desconformidade capaz de comprometer a potabilidade, o requerimento pede medidas imediatas. Entre elas está a suspensão temporária do uso da água para ingestão e preparo de alimentos. O fornecimento alternativo de água potável valeria até a confirmação da regularização.
O argumento do vereador
Fred Sanção argumenta que o fornecimento de água é indispensável para o funcionamento da escola. A justificativa vai do consumo dos estudantes à preparação da alimentação. Igualmente, alcança a limpeza das instalações e o funcionamento dos banheiros.
O requerimento foi apresentado em 18 de setembro. Posteriormente, o plenário da Câmara aprovou o texto nesta terça-feira (22). Agora, a Prefeitura precisa responder aos questionamentos sobre a água Escola João Prudêncio.
A reportagem procurou a Prefeitura de Parauapebas e a Secretaria Municipal de Educação. O espaço segue aberto para manifestação sobre a qualidade da água na unidade escolar.
