terremoto no Japão hoje

Terremoto no Japão hoje tem magnitude 5,7 e abala Nagoya

Internacional

Tremor teve epicentro no oeste de Shizuoka e atingiu grau 5+ na escala japonesa, sem alerta de tsunami

Um terremoto no Japão hoje atingiu a magnitude 5,7 e sacudiu o centro do país na madrugada deste domingo (8), horário local. Em Brasília, o tremor aconteceu às 13h04 de sábado (7). A Agência Meteorológica do Japão registrou o epicentro no oeste da província de Shizuoka.

De acordo com o órgão, o hipocentro ficou a 40 quilômetros de profundidade, nas coordenadas 34,9 graus de latitude norte e 137,7 graus de longitude leste. O ponto fica na área montanhosa ao norte de Hamamatsu, perto da divisa com a província de Aichi. Não houve alerta de tsunami.

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O abalo durou poucos segundos, mas foi sentido em uma faixa enorme do território japonês. Assim, moradores de nove províncias relataram o movimento, de Fukui até Yamanashi.

Chita registrou o tremor mais forte

A maior intensidade apareceu na cidade de Chita, em Aichi, que marcou grau 5+ na escala japonesa. Esse nível descreve a situação em que fica difícil caminhar sem apoio. Além disso, móveis sem fixação podem se deslocar e louças caem das prateleiras.

Logo abaixo, dez municípios marcaram grau 5-. Entre eles estão Seto, Handa, Kariya, Toyota, Tokai, Miyoshi e Shinshiro, todos em Aichi. A lista inclui ainda o distrito de Hamana, em Hamamatsu, a cidade de Ena, em Gifu, e o povoado de Urugi, em Nagano.

Portanto, o tremor se espalhou por quatro províncias com intensidade capaz de derrubar objetos. É um patamar que costuma gerar chamados de emergência e vistoria em prédios antigos.

Nagoya e Hamamatsu sentiram o abalo

Nagoya, a quarta maior cidade do Japão, registrou grau 4 em todos os seus dezesseis distritos. A capital de Aichi tem cerca de 2,3 milhões de habitantes. Imagens de televisão transmitidas ao vivo mostraram o centro da cidade logo após o tremor, sem sinais de destruição nas ruas.

O mesmo grau 4 apareceu em Toyohashi, Toyokawa, Gamagori e Tahara, em Aichi. No lado de Shizuoka, marcaram grau 4 os distritos centrais de Hamamatsu, além de Iwata, Kakegawa, Fukuroi, Kosai e Shimada. Em Nagano, a cidade de Iida também chegou a esse nível.

Mais longe, o movimento foi percebido de forma leve em Kyoto, Osaka, Shiga, Mie, Fukui e Yamanashi. Dessa forma, o terremoto foi sentido por dezenas de milhões de pessoas.

Imagens de câmeras instaladas na estação de Nagoya mostraram o momento exato do abalo. O quadro balança de um lado para o outro durante vários segundos. Gravações feitas na cidade de Shizuoka registraram o mesmo movimento, com os carros circulando normalmente e a iluminação pública acesa.

Região concentra a maior comunidade brasileira do Japão

A área sacudida é justamente onde vive a maior parte dos brasileiros no Japão. Aichi é a província com mais brasileiros do país: eram 61.305 no fim de 2024, segundo o governo provincial. Shizuoka aparece logo atrás no ranking nacional.

Dentro de Aichi, as duas maiores concentrações ficam em cidades que sentiram o abalo. Toyohashi reunia 9.133 brasileiros em junho de 2025 e Toyota tinha 7.312, pelos dados da própria província. São polos industriais que empregam trabalhadores estrangeiros em montadoras e autopeças.

Por isso, um tremor desse porte na região costuma mobilizar famílias brasileiras dos dois lados do oceano. Muitos moradores de Parauapebas e de Carajás têm parentes nessas cidades.

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Sem alerta de tsunami e sem aviso da Fossa de Nankai

A Agência Meteorológica do Japão descartou risco de tsunami logo no primeiro comunicado, divulgado às 01h08 no horário local. O anúncio saiu quatro minutos depois do abalo.

O tremor também não acionou o alerta extraordinário da Fossa de Nankai, a zona de subducção monitorada no sul do país. Pelo critério do órgão japonês, essa avaliação só começa a partir de magnitude 6,8 na área prevista. Logo, um evento de 5,7 fica abaixo do limite.

Até o fechamento desta matéria, as autoridades japonesas não haviam divulgado balanço de feridos nem de danos estruturais. Da mesma forma, não houve registro público de interrupção no trem-bala Tokaido Shinkansen, que corta exatamente a região atingida.

Autoridades alertaram para novos tremores

Logo depois do abalo, o serviço de emergência japonês avisou que terremotos desse porte costumam ter réplicas. Por isso, a orientação oficial pediu atenção nas horas seguintes.

As instruções repetidas na transmissão são as mesmas do protocolo japonês. Em caso de novo tremor, a pessoa deve se afastar de móveis grandes, de objetos que possam cair e de janelas de vidro. Além disso, precisa proteger a cabeça com uma almofada e se abrigar embaixo de uma mesa resistente.

Outra recomendação é não sair correndo para a rua durante o abalo. O fogo do fogão só deve ser apagado na hora se der para fazer isso com segurança. Caso contrário, a orientação é esperar o movimento parar.

No transporte, as operadoras JR, Meitetsu e Kintetsu ainda não haviam divulgado a situação das linhas nos minutos seguintes ao tremor. Todavia, atrasos são comuns na região depois de abalos desse nível, porque os trens param automaticamente para vistoria.

Como funciona a escala japonesa de intensidade

O Japão não usa a escala Richter para medir o que as pessoas sentem. O país trabalha com o shindo, uma escala própria que vai de 0 a 7 e mede o tremor no chão, não a energia liberada. Ela tem dois degraus intermediários, o 5- e o 5+, e também o 6- e o 6+.

A magnitude, por outro lado, descreve o tamanho do terremoto na origem. Por isso um abalo de magnitude 5,7 pode causar graus bem diferentes conforme a distância e o tipo de solo. Em resumo, a magnitude é uma só e a intensidade muda de cidade para cidade.

O arquipélago japonês fica sobre o encontro de quatro placas tectônicas. Consequentemente, o país concentra cerca de um quinto dos terremotos de magnitude 6 ou mais registrados no mundo. Esse terremoto no Japão hoje entra numa rotina sísmica que o país monitora segundo a segundo.

A rede de sismógrafos japonesa é considerada a mais densa do planeta. Assim, o alerta chega aos celulares antes mesmo de a onda mais forte passar. Foi o que aconteceu na madrugada deste domingo, em Aichi e em Shizuoka.

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