Publicado em 28/07/2026 às 09:48 | Atualizado 28/07/2026 às 09:48 por felipetommyreal
Premiê Sanae Takaichi confirma feridos e prédios derrubados; alerta de tsunami já foi cancelado no sul do país.
Um terremoto de magnitude 7,1 atingiu a província de Kumamoto nesta terça-feira (28). O tremor, no sul do Japão, deixou milhares de casas sem energia elétrica. Além disso, o abalo causou transtornos no trânsito e levou à emissão de ordens de retirada. Autoridades locais também alertaram a população sobre o risco de tremores secundários.
Em declaração à imprensa, em seu gabinete em Tóquio, a primeira-ministra Sanae Takaichi comentou o episódio. Segundo ela, a extensão dos danos materiais e das vítimas ainda estava sendo avaliada. “Já fomos informados de que houve feridos”, afirmou a premiê. Portanto, as equipes de resgate seguem levantando o número exato de atingidos.
Declarações da premiê sobre os danos causados
Takaichi detalhou ainda mais a situação enfrentada pela população local. “Houve cortes de energia e incêndios em algumas áreas”, disse a primeira-ministra. Ela também citou danos a estradas, pontes e o desabamento de prédios. Acima de tudo, a premiê pediu que os moradores buscassem abrigo em locais seguros.
A emissora pública NHK exibiu imagens de prédios em chamas e estruturas desabadas. As cenas mostraram ainda grandes rachaduras ao longo das estradas, incluindo uma rodovia elevada. Um trem de carga também descarrilou durante o tremor. Consequentemente, mais de 150 mil pessoas receberam orientação para se dirigir a centros de retirada.

Trens paralisados e aeroporto fechado em Kyushu
A fabricante de chips TSMC retirou funcionários de sua fábrica na região por precaução. Igualmente, a Sony informou que estava monitorando de perto a situação em sua unidade local. A Kyushu Electric Power, por sua vez, registrou cerca de 40 mil residências sem energia. A companhia ferroviária JR Kyushu suspendeu seus serviços, incluindo os trens-bala de alta velocidade.
O aeroporto de Kumamoto fechou sua pista logo após o terremoto. Diversas companhias aéreas, dessa forma, precisaram desviar ou cancelar voos programados. As operadoras KDDI e Docomo relataram interrupções nos serviços de telefonia móvel. Falhas nas linhas de transmissão, segundo as empresas, motivaram os problemas de conexão.

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Alertas emitidos para sete prefeituras de Kyushu
O governo japonês emitiu alertas de terremoto para sete prefeituras da ilha de Kyushu. Kumamoto, Nagasaki, Kagoshima, Fukuoka, Saga, Oita e Miyazaki entraram em estado de atenção. A Agência Meteorológica do Japão, além disso, emitiu inicialmente um alerta de tsunami. A previsão indicava uma onda de um metro, mas o órgão cancelou o aviso pouco depois.
Um funcionário da JMA orientou os moradores das áreas mais afetadas a permanecerem atentos. Segundo ele, novos tremores fortes podem ocorrer na região por cerca de uma semana. O risco de deslizamentos de terra também preocupa as autoridades locais. Por isso, equipes de defesa civil reforçaram o monitoramento das encostas próximas às áreas atingidas.
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Japão e o histórico de terremotos na região
O Japão é um dos países mais propensos a terremotos em todo o mundo. Por lá, um tremor ocorre, em média, a cada cinco minutos. O país está localizado ao longo do chamado Anel de Fogo. Essa região concentra vulcões e fossas oceânicas que circundam parcialmente a Bacia do Pacífico.
Atualmente, o Japão responde por cerca de 20% dos terremotos de magnitude 6,0 ou superior no mundo. Ainda assim, a autoridade reguladora nuclear do país não relatou irregularidades nas usinas da região. Há dez anos, contudo, um terremoto devastador já havia atingido Kumamoto. Naquela ocasião, o tremor matou 275 pessoas e feriu outras 2.739, segundo dados oficiais.
O abalo de 2015 ainda danificou milhares de edifícios na região afetada. Entre eles, estava o castelo da cidade, um dos principais pontos turísticos locais. Enfim, o novo terremoto de magnitude 7,1 reacende a preocupação com a segurança sísmica em Kyushu. Autoridades seguem avaliando os impactos e prometem novas atualizações nas próximas horas.
