Mais de 916 mil brasileiros podem votar em 134 países; abstenção no 1º turno foi a maior desde 2010
O segundo turno no exterior começou antes da votação no Brasil. De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a Nova Zelândia abriu as urnas às 16h deste sábado (24), no horário de Brasília. Em seguida, três cidades da Austrália iniciaram a votação às 18h. Assim, os primeiros votos do pleito saíram da Oceania.
Japão, Coreia do Sul e Timor Leste abriram as seções a partir das 20h, também pelo horário de Brasília. Cada país segue o próprio fuso, por isso a votação se espalha ao longo do fim de semana. No Brasil, as urnas funcionam neste domingo (25), das 8h às 17h.
916 mil brasileiros podem votar em 134 países
O TSE registra 916.534 eleitores aptos a votar fora do Brasil. Eles estão distribuídos por 134 países. Além disso, esse eleitorado cresceu 31,82% neste ano. Ainda assim, ele representa apenas 0,58% do eleitorado brasileiro.
O número é pequeno em proporção, contudo ele pesa numa disputa apertada. No primeiro turno, cerca de 300 mil pessoas votaram no exterior. Portanto, mais de 600 mil deixaram de comparecer às seções.
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Abstenção no exterior foi a maior desde 2010
A ausência nas urnas fora do país chamou atenção em 4 de outubro. Segundo a Justiça Eleitoral, a abstenção no exterior foi a maior desde 2010. Lisboa lidera a lista, com 49.964 eleitores ausentes. Em seguida aparecem Boston, com 36.968, e Nova York, com 28.819.
Nagoya, no Japão, soma 28.219 ausências. Miami registra 27.775 e Porto, em Portugal, 27.217. Londres aparece com 22.651, enquanto Orlando soma 17.392 e Milão, 17.139. Dessa forma, as maiores colônias brasileiras concentram o problema.
A abstenção do segundo turno no exterior ainda não tem número fechado. Esse dado sai depois que todas as seções encerram os trabalhos.
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Mais de 40 mil votos em disputa fora do país
No primeiro turno, Lula (PT) obteve 157,3 mil votos no exterior. Flávio Bolsonaro (PL) somou 143,9 mil. A diferença ficou em pouco mais de 13 mil votos. Logo, nenhum dos dois abriu vantagem confortável nesse eleitorado.
Além disso, mais de 40 mil votos seguem em aberto. São os eleitores que escolheram outros nomes em 4 de outubro. Por isso, as cidades com grande colônia brasileira entraram no cálculo das duas campanhas.
Como funciona a votação fora do Brasil
As seções no exterior ficam em embaixadas, consulados e espaços cedidos para a Justiça Eleitoral. O eleitor precisa ter o domicílio eleitoral registrado na cidade onde vota. Além disso, ele escolhe apenas presidente da República, visto que os cargos estaduais não entram na disputa fora do país.
A transferência do título para o exterior exige pedido prévio. Dessa forma, quem viajou depois do prazo não consegue votar na cidade onde está. Por isso, parte da abstenção vem de brasileiros que moram fora e mantêm o título no Brasil.
O eleitor fora do Brasil leva documento oficial com foto à seção. O título de eleitor não é obrigatório, contudo o aplicativo e-Título facilita a identificação. Primeiramente, vale conferir o local de votação nos canais do TSE, já que endereços mudam de um turno para o outro.
Quem faltou no primeiro turno ainda pode votar
O eleitor que não compareceu em outubro pode votar normalmente agora. A regra vale para quem mantém o título regular, de acordo com o TSE. Entretanto, quem perdeu o primeiro turno precisa justificar a ausência.
O prazo para a justificativa vai até 3 de dezembro. Quem não justificar precisa pagar a multa para evitar o cancelamento do título. Atualmente, o pedido pode ser feito pelos canais digitais da Justiça Eleitoral.
O segundo turno no exterior encerra o calendário de votação de 2026. Em seguida, o TSE inicia a totalização dos votos. Os números oficiais saem apenas depois do fechamento das urnas no Brasil.
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