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Queda de avião na Flórida deixa nove mortos em área residencial

Internacional
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FAA e NTSB investigam o acidente com o Learjet 60, que caiu e explodiu perto da Military Trail, em Palm Beach

A queda de avião na Flórida deixou nove pessoas mortas na tarde deste domingo, 1º de novembro. A aeronave caiu em uma área residencial de Palm Beach e explodiu em seguida. A informação foi divulgada pela Administração Federal de Aviação, a FAA. De acordo com o órgão, o modelo envolvido é um Learjet 60.

O jato havia decolado do Aeroporto Internacional Austin Bergstrom, no Texas. Além disso, o destino registrado no plano de voo eram as Bahamas. Segundo os registros da FAA, a aeronave está em nome de uma LLC sediada em Delaware. Inclusive, ela aparece anunciada na internet como disponível para fretamento.

O acidente aconteceu em uma faixa urbana movimentada, cercada de casas e de comércio. Por isso, as equipes de emergência isolaram o perímetro logo depois da explosão. As autoridades não informaram se houve vítimas em solo.

O que dizem a FAA e o NTSB

A FAA informou que vai investigar o caso ao lado do Conselho Nacional de Segurança nos Transportes, o NTSB. Dessa forma, os dois órgãos passam a apurar as causas em conjunto. O NTSB é quem conduz a investigação técnica de acidentes aéreos nos Estados Unidos.

De acordo com os registros do próprio NTSB, este é o segundo acidente mais mortal do país no ano. O mais grave até aqui foi o acidente de paraquedismo de junho, em Butler, no Missouri, que matou 12 pessoas. Portanto, o caso de Palm Beach entra como o segundo maior em número de vítimas.

O secretário de Transportes, Sean Duffy, classificou o episódio como uma “tragédia horrível”. Contudo, nenhum órgão apontou causa definida até o momento. Qualquer hipótese sobre o acidente ainda depende da apuração oficial.

Piloto relatou gelo e turbulência minutos antes

Minutos antes da queda, o piloto relatou acúmulo de gelo na aeronave. Ele citou ainda temperatura externa de 47 graus Celsius negativos. Também descreveu turbulência moderada, que fez o avião quicar em até 213 metros. Os dados constam de uma gravação das comunicações de rádio do controle de tráfego aéreo, captada pelo LiveATC.net.

“Temos gelo leve e transparente, o que facilita o controle, e turbulência moderada”, informou o piloto por rádio. A mensagem foi dirigida ao Centro de Controle de Tráfego Aéreo de Miami. No entanto, o relato não estabelece a causa do acidente. Ele apenas registra as condições encontradas na rota.

Onde o avião caiu

A queda de avião na Flórida aconteceu nas proximidades da Military Trail, entre a Cresthaven Boulevard e a 10th Avenue North. A informação é do Gabinete do Xerife de Palm Beach, em comunicado. O local fica cerca de seis quilômetros e meio ao sul do aeroporto de West Palm Beach.

Esse aeroporto foi rebatizado em homenagem ao presidente Donald Trump no início deste ano. Trump esteve em West Palm Beach mais cedo. Em seguida, ele partiu do aeroporto a bordo do Air Force One, pouco mais de uma hora antes do acidente.

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Tempestade na região e vias fechadas

Havia tempestades isoladas na área no momento da queda. Além disso, o avião passou por uma tempestade mais forte alguns minutos antes de iniciar a descida. Contudo, não está claro se a tempestade contribuiu para o acidente.

As autoridades informaram que todas as faixas da Military Trail estão fechadas, nos dois sentidos. O bloqueio vale até novo aviso. Por isso, os motoristas foram orientados a evitar a área e a procurar rotas alternativas.

O que ainda falta esclarecer

A queda de avião na Flórida ainda não tem causa oficial. Primeiramente, os investigadores precisam recolher os destroços e os registradores de voo. Em seguida, a FAA e o NTSB devem cruzar esses dados com as comunicações de rádio e com a meteorologia do dia.

O NTSB costuma publicar um relatório preliminar nas primeiras semanas após um acidente. O documento final, entretanto, costuma levar mais tempo. Até lá, nenhuma conclusão sobre gelo, tempestade ou falha técnica pode ser dada como certa.

O voo era de fretamento executivo, categoria que tem regras próprias nos Estados Unidos. Por isso, a apuração também deve olhar o histórico de manutenção da aeronave e a operação da empresa responsável. Atualmente, nenhum desses pontos foi divulgado pelos órgãos.

A reportagem acompanha o caso e atualiza esta matéria a cada novo dado oficial.

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