parciais do segundo turno

Parciais do segundo turno no exterior começam pela Oceania

Nacional Política
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Nova Zelândia fechou primeiro, às 01h04 de Brasília, e a conta segue consulado a consulado até o Brasil votar

As parciais do segundo turno começaram a sair pelo outro lado do mundo, antes de o Brasil abrir as urnas. A votação no exterior segue o relógio de cada país, portanto a Oceania e a Ásia fecham primeiro. Só depois vêm a Europa, a África e as Américas.

A primeira conta fechada veio da Nova Zelândia. As cinco seções da Embaixada do Brasil em Wellington encerraram a votação às 17h04 do horário local deste domingo (25), 01h04 em Brasília. Lula somou 418 votos (79,47%) e Flávio Bolsonaro, 101 (19,20%). Houve ainda 4 votos em branco e 3 nulos, num total de 526.

O que são, de fato, essas parciais

Os números não são projeção nem boca de urna. Eles saem dos boletins de urna afixados por cada repartição consular assim que a seção fecha. Cada boletim traz código de verificação e QR code, portanto qualquer eleitor pode conferir o papel.

Por isso as parciais do segundo turno no exterior aparecem cidade a cidade, e não de uma vez. Cada embaixada ou consulado termina no seu horário, imprime o resultado e cola na parede.

O número consolidado, no entanto, só vem depois. A totalização oficial do Tribunal Superior Eleitoral começa quando a última urna do Brasil fechar, às 17h de Brasília. Antes disso, o que existe é a soma de papéis públicos, seção por seção.

Parciais já fechadas

  • Nova Zelândia, Wellington, 5 seções, fechamento às 01h04 de Brasília: Lula 418 votos (79,47%), Flávio Bolsonaro 101 (19,20%), 4 brancos e 3 nulos. Total de 526 votos e abstenção de 83,1%, com 2.593 ausentes entre 3.119 aptos.

Esta lista é atualizada ao longo do domingo. As parciais do segundo turno entram aqui com a cidade, o horário de fechamento, o total de votos e a abstenção, na mesma ordem em que os consulados encerram a votação.

916 mil eleitores em 134 países

Segundo o TSE, 916.534 brasileiros estão aptos a votar fora do país, distribuídos por 134 países. O eleitorado no exterior cresceu 31,82% neste ciclo, bem como ganhou peso no mapa, embora ainda represente 0,58% do total nacional.

Fora do Brasil, o eleitor escolhe apenas o presidente da República. Não há voto para governador, senador ou deputado, logo o boletim de urna traz uma lista curta e a conta sai rápido depois do fechamento.

O primeiro turno serve de régua

Em 4 de outubro, Lula teve 157,3 mil votos no exterior e Flávio Bolsonaro, 143,9 mil, de acordo com dados da Justiça Eleitoral. A diferença ficou em pouco mais de 13 mil votos, e outros 40 mil foram para os demais candidatos.

Esse equilíbrio é o que torna as parciais deste domingo interessantes de acompanhar. Cada cidade tem perfil próprio: colônia de trabalho, comunidade de estudantes, bairro de empresários. Dessa forma, o resultado muda bastante de um consulado para outro.

No primeiro turno, cerca de 300 mil pessoas votaram no exterior. Mais de 600 mil não compareceram, na maior abstenção desde 2010, segundo a Justiça Eleitoral.

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Por que tanta gente não vota

As maiores ausências do primeiro turno vieram de Lisboa, com 49.964, Boston, com 36.968, Nova York, com 28.819, Nagoya, no Japão, com 28.219, e Miami, com 27.775. São exatamente as cidades com as maiores comunidades brasileiras.

A explicação é prática. Em muitos países a urna fica em uma única cidade, às vezes a centenas de quilômetros de quem mora no interior. Consequentemente, o deslocamento custa caro e o comparecimento despenca.

Há ainda quem transfira o título ao sair do Brasil e nunca mais atualize o cadastro. Esse eleitor continua contando como apto, mesmo que já tenha voltado ao país. Quem faltou tem até 3 de dezembro para justificar a ausência ou pagar a multa.

O que ainda vai cair hoje

Depois da Oceania, a conta segue para a Ásia, em seguida para a Europa e a África e, por fim, para as Américas. Nas cidades de maior colônia, como Lisboa, Boston e Nova York, o volume é muito maior do que o de Wellington.

Vale a ressalva de sempre em noite de eleição. Parcial é parcial, e precisa vir com hora marcada, caso contrário o número envelhece e vira informação errada no dia seguinte. Nenhuma dessas somas projeta o resultado do Brasil, que ainda vai votar.

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