Flávio Bolsonaro e Lula se enfrentaram pela primeira vez frente a frente e discutiram corrupção, saúde e segurança
O debate do segundo turno entre Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT) ocorreu neste sábado, 18 de outubro, na TV Bandeirantes. Foi o primeiro encontro frente a frente entre os dois candidatos à Presidência. O confronto durou cerca de uma hora e quarenta minutos.
Desde o primeiro bloco, a corrupção dominou o tempo dos dois. Além disso, saúde, segurança pública e economia apareceram nas perguntas dos mediadores. A eleição ocorre no próximo domingo, 25 de outubro.
Acusações de corrupção dominaram o confronto
Lula cobrou do adversário explicações sobre 134 milhões de reais ligados ao caso Daniel Vorcaro. O presidente repetiu a pergunta mais de dez vezes ao longo do bloco. Flávio respondeu que não tem nada a esconder.
Por sua vez, o senador afirmou que o dinheiro do filme sobre Lula teria circulado por fora. Ele citou um áudio atribuído a Vorcaro. O candidato do PL também perguntou ao presidente sobre Roberta Lussinger, que fez acusações contra o filho de Lula.
Em seguida, Lula comparou patrimônios. Ele disse ter um apartamento de 190 metros quadrados, enquanto o adversário teria comprado uma casa de dez milhões de reais. Flávio negou irregularidade e afirmou que o patrimônio vem do trabalho.
Saúde e segurança dividiram as propostas
No bloco de saúde, Flávio prometeu levar o chamado padrão Einstein ao SUS. Ele anunciou Cláudio Lottenberg como ministro e defendeu prontuário único eletrônico. Lula reagiu e perguntou se o adversário pretende privatizar o sistema.
O presidente também citou as mortes na pandemia. Segundo ele, parte delas poderia ter sido evitada com a adoção de orientações científicas. Dessa forma, a Covid voltou ao centro da disputa.
Leia também
Flávio admitiu falha na saúde do governo Bolsonaro
Em um dos momentos mais comentados, o senador reconheceu o problema. Ele afirmou que a saúde não foi a área de melhor resultado no governo do pai e disse: faço aqui essa minha culpa. Logo depois, lembrou que a vacina aplicada em Lula foi comprada na gestão anterior.
Na segurança, Flávio defendeu castração química para condenados por crime sexual e redução da maioridade penal. Lula, por outro lado, defendeu a PEC da Segurança e a criação de um ministério específico para o tema.
Desafio de abrir contas e considerações finais tensas
No último bloco, Lula propôs um acordo ao adversário. Ele sugeriu que os dois abrissem contas bancárias e sigilos telefônicos no dia seguinte, com entrega dos documentos ao Supremo Tribunal Federal e ao TSE. O presidente repetiu o desafio nas considerações finais.
Flávio respondeu que não tem nada a esconder. Contudo, afirmou que o dinheiro do adversário circula fora das contas oficiais. As acusações dos dois lados não foram comprovadas durante o programa.
O clima permaneceu tenso até o fim. Durante as considerações finais de Lula, a mediadora interrompeu o cronômetro três vezes e pediu que o senador aguardasse sua vez. O debate foi promovido pela Band em parceria com as TVs Cultura e Gazeta, o jornal Estadão e a Jovem Pan News.
📱 Acesse ao Canal do Portal Felipe Tommy no WhatsApp