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Operação Fariseus da Polícia Civil prende seis suspeitos em Belém

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Seis prisões temporárias, R$ 16,3 mil apreendidos e 16 servidores afastados em Belém e Ananindeua

A operação Fariseus, da Polícia Civil do Pará, prendeu seis pessoas nesta quarta-feira (14). As equipes atuaram em Belém e em Ananindeua. De acordo com a corporação, a investigação apura suspeitas de corrupção passiva e associação criminosa envolvendo servidores públicos.

Durante as buscas, os agentes apreenderam R$ 16,3 mil em espécie. Além do dinheiro, a equipe recolheu celulares, computadores e documentos. Todo o material passa agora por análise técnica. Os seis investigados ficaram à disposição da Justiça.

Seis presos e 16 servidores afastados

Ao todo, a Justiça autorizou seis mandados de prisão temporária. Além disso, a decisão determinou seis mandados de busca domiciliar e seis de busca pessoal. Por fim, outros 16 mandados afastaram servidores do exercício de suas funções.

Segundo a Polícia Civil, os presos foram identificados como Pedro Wanderley Brito Barreto, Roberto Cezar Oliveira Lima, Antonio Cleisson Mafra Pinheiro, Andrelina do Socorro Conceição Abreu, Ilka Soraia Brito de Aviz e Marcos Vinicius Lisboa. A corporação não informou a defesa dos investigados. Dessa forma, o portal permanece à disposição para registrar as manifestações.

A Divisão de Repressão à Corrupção e ao Desvio de Recursos Públicos, a Decord, coordenou a ação. O setor é vinculado à Diretoria Estadual de Combate à Corrupção, a Decor. Atualmente, as duas estruturas concentram as apurações sobre desvio de dinheiro público no estado.

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A origem na investigação Telecorrupção

A operação Fariseus é um desdobramento da investigação Telecorrupção, iniciada em 2023. Na época, a Polícia Civil apurou uma suspeita pontual. Um servidor da Central Municipal de Licenciamento de Empresas de Belém teria cobrado dinheiro de uma empresária.

A cobrança, segundo a apuração, serviria para não autuar o estabelecimento por falta de licença. Contudo, o que parecia um caso isolado cresceu. A análise do celular do investigado abriu uma frente bem maior.

O que diz o delegado do caso

O delegado Fausto Bulcão, titular da Decor, detalhou o achado técnico. Para ele, o conteúdo extraído do aparelho mudou o rumo da investigação.

“O relatório de extração do dispositivo móvel do alvo identificou conversas sobre procedimentos administrativos, liberação de processos e transferências financeiras, indicando associação criminosa integrada por servidores públicos, o que motivou a representação pela prisão temporária dos investigados e afastamento cautelar das funções públicas de todos os servidores que estavam recebendo a partilha do valor arrecadado ilicitamente”, pontuou o delegado.

Em resumo, o celular apontou um fluxo contínuo de dinheiro. Por isso, a Polícia Civil pediu as prisões e os afastamentos ao mesmo tempo. A medida busca evitar que os investigados sigam no comando dos mesmos processos administrativos.

Repasses financeiros sob suspeita

A quebra de sigilo bancário identificou transferências entre os investigados, de acordo com a apuração policial. As movimentações ocorreram ao longo do período analisado. Os valores agora passam por cruzamento com os processos de licenciamento.

A suspeita é de que empresários, contadores e empresas interessados em licenças tenham repassado dinheiro aos servidores. Em troca, segundo a investigação, os processos andariam mais rápido. Além disso, a fiscalização deixaria de autuar os estabelecimentos irregulares.

Vale lembrar que a Central Municipal de Licenciamento é a porta de entrada de quem quer abrir uma empresa na capital. Logo, um esquema nesse setor atinge diretamente o comerciante que cumpre a regra. Quem paga por fora passa na frente de quem espera na fila.

O que ainda falta esclarecer

A investigação continua em andamento e novas fases não estão descartadas. Primeiramente, a Polícia Civil precisa concluir a perícia nos aparelhos apreendidos. Em seguida, o Ministério Público avalia se oferece denúncia contra os investigados.

Até aqui, nenhum dos citados foi condenado. Nesse estágio, eles respondem como investigados, e a prisão temporária tem prazo definido em lei. Portanto, cabe agora à Justiça decidir sobre a continuidade das medidas. A reportagem segue acompanhando os desdobramentos do caso.

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