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Morte após abordagem policial gera protesto na Terra Firme

Polícia
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Moradores bloquearam a avenida Perimetral e a Corregedoria da PM vai apurar a conduta dos militares

Moradores do bairro da Terra Firme, em Belém, foram às ruas no fim da tarde desta sexta-feira, 16. O protesto cobrou justiça pela morte após abordagem policial que vitimou Carlos Fabrício Pereira Costa, de 34 anos. Ele morreu na quinta-feira, 15, horas depois de ser abordado por policiais militares.

Durante o ato, os manifestantes bloquearam um trecho da avenida Perimetral. Além disso, eles atearam fogo em objetos no meio da via. O Corpo de Bombeiros foi acionado e controlou as chamas. Em seguida, o trânsito voltou a fluir na região.

O protesto reuniu moradores da área e familiares da vítima. Imagens do ato mostram cartazes com a foto de Fabrício. A revolta cresceu diante dos relatos de possíveis agressões durante a abordagem.

O que dizem as testemunhas

A abordagem aconteceu na passagem Samaumeira, no mesmo bairro. Segundo testemunhas ouvidas sobre a ocorrência, Fabrício teria sido agredido por vários militares. Os relatos apontam que os golpes atingiram principalmente a cabeça. Contudo, essas versões ainda precisam ser apuradas pelas autoridades.

Vídeos que circulam nas redes sociais mostram parte da ação. Nas imagens, Fabrício aparece contido pelos policiais. Em seguida, ele é colocado dentro de uma viatura. O portal não teve acesso à gravação completa da ocorrência.

Ainda de acordo com os relatos, ele foi levado a uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA). Posteriormente, retornou para casa. Já na residência, segundo as mesmas testemunhas, sentiu fortes dores e vomitou sangue. O homem não resistiu e morreu.

A versão da Polícia Militar

Em nota, a Polícia Militar do Pará apresentou outra versão sobre a ocorrência. Segundo a corporação, equipes do 37º Batalhão de Polícia Militar faziam ronda ostensiva na área. Durante o patrulhamento, os militares abordaram Fabrício. Ele estaria com uma substância semelhante à cocaína.

A PM afirma que ele resistiu à abordagem. De acordo com a nota, houve luta corporal com os policiais. A corporação sustenta ainda que o homem tentou puxar a arma de um dos agentes. Por isso, as duas versões sobre o caso seguem em conflito.

Corregedoria vai apurar a conduta

A Polícia Militar informou que Fabrício foi conduzido à Seccional Urbana da Terra Firme. Além disso, a corporação comunicou que a Corregedoria vai instaurar procedimento sobre o caso. Assim, a morte após abordagem policial passa a ser objeto de apuração interna.

Até esta publicação, nenhum dos militares foi identificado publicamente. A PM também não informou se houve afastamento preventivo dos envolvidos. Dessa forma, o desfecho ainda depende do trabalho da Corregedoria.

Procurada, a corporação não informou quantos militares participaram da abordagem. A PM também não detalhou o horário exato da ocorrência na passagem Samaumeira. Esses pontos devem entrar no procedimento da Corregedoria.

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O que acontece agora

A Corregedoria é o órgão interno que apura desvio de conduta de militares. Primeiramente, ela abre o procedimento e colhe os depoimentos. Em seguida, analisa imagens, laudos e documentos da ocorrência. Por fim, conclui pelo arquivamento ou pela punição administrativa.

Além da via interna, a apuração criminal cabe à Polícia Civil e ao Ministério Público. Ou seja, um mesmo caso pode correr em duas frentes ao mesmo tempo. Dessa forma, a conclusão administrativa não substitui a investigação criminal.

Bairro volta ao centro do debate

A morte após abordagem policial reacendeu a tensão entre moradores e forças de segurança na Terra Firme. O bairro é um dos mais populosos de Belém. Por isso, qualquer ocorrência com desfecho grave repercute rápido na comunidade.

Nenhum dos fatos relatados pelas testemunhas foi confirmado por laudo até agora. Da mesma forma, a versão da corporação também depende de confirmação oficial. Assim, o exame necroscópico deve ser decisivo para esclarecer a causa da morte.

O portal procurou a Polícia Militar do Pará para novas informações. O espaço segue aberto para manifestação da corporação e dos militares citados. Por fim, a reportagem será atualizada caso haja resposta.

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