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Morte por suspeita de gravidez ectópica em Marabá vai à polícia

Regional
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Publicado em 29/07/2026 às 12:54 | Atualizado 29/07/2026 às 12:54 por felipetommyreal


Leudimere da Silva Rodrigues, 28 anos, passou por curetagem, teve alta no dia seguinte e morreu dez dias depois

A morte por gravidez ectópica em Marabá é a principal suspeita da família de Leudimere da Silva Rodrigues. A jovem tinha 28 anos e morreu no dia 21 de julho de 2026. Antes disso, ela passou pelo Hospital Materno Infantil de Marabá, o HMI. A unidade integra a rede municipal de saúde.

Leudimere deu entrada no hospital em 9 de julho. Conforme o portal Correio de Carajás, a equipe de plantão trabalhou com outra hipótese. Os profissionais avaliaram que se tratava de gestação dentro do útero com óbito fetal. Dessa forma, a conduta seguiu esse diagnóstico.

A curetagem e a alta no dia seguinte

Sob essa avaliação, a equipe fez uma curetagem para retirar o tecido. No dia 10 de julho, Leudimere recebeu alta. Ou seja, ela deixou o hospital menos de 24 horas depois da entrada. Em seguida, voltou para casa, na Vila Três Poderes, zona rural de Marabá.

A família afirma que o alívio durou pouco. Segundo o jornal O Liberal, a jovem enfrentou dores intensas nos dias seguintes. Além disso, o sangramento não parou. Esse quadro se arrastou por dez dias.

Dez dias de dor na Vila Três Poderes

A situação piorou dentro de casa. Por isso, os familiares buscaram o posto de saúde da Vila Três Poderes. No entanto, a unidade local não tinha estrutura para conter um caso dessa gravidade. Sem o suporte necessário no momento crítico, Leudimere não resistiu.

A localização também pesa nesse tipo de emergência. A Vila Três Poderes fica na zona rural do município. Portanto, qualquer transferência para a sede consome tempo. Em hemorragia interna, o tempo é o fator decisivo.

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O que é gravidez ectópica

A suspeita da família é de gravidez ectópica. Nesse quadro, o feto se desenvolve fora do útero. Na maioria dos casos, ele fica em uma das trompas de Falópio. Contudo, a trompa não comporta o crescimento da gestação.

Um médico ouvido de forma independente pela reportagem de O Liberal explicou o risco. Segundo ele, a situação pede intervenção cirúrgica imediata. Caso contrário, o rompimento do órgão é inevitável. O profissional preferiu não se identificar.

A hipótese levantada é de que a trompa se rompeu com a jovem já em casa. Assim, teria ocorrido uma hemorragia interna grave. Esse é justamente o ponto que a perícia precisa esclarecer.

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Necropsia e boletim na 21ª Seccional

O corpo passou por exame de necropsia da Polícia Científica. Além disso, a família registrou boletim de ocorrência na 21ª Seccional de Polícia Civil. No documento, os familiares pedem a abertura formal de investigação. O laudo pericial deve sair em cerca de 30 dias.

Esse laudo é a peça capaz de apontar a causa real da morte. Portanto, ele define o rumo do inquérito. Até lá, a morte por gravidez ectópica em Marabá segue sem uma explicação técnica fechada.

O que diz o Hospital Materno Infantil

A assessoria de imprensa do HMI se manifestou à reportagem de O Liberal. Segundo a nota, o hospital vai instaurar procedimento administrativo. O objetivo é apurar a assistência prestada à paciente. Ou seja, a própria unidade admite revisar o caso internamente.

Na mesma nota, o hospital afirmou que não há relação de causalidade. De acordo com o texto, não existem elementos que liguem o atendimento realizado à morte de Leudimere. Essa é a versão da unidade. Todavia, a perícia ainda não confirmou nem descartou essa avaliação.

Os números que ainda não vieram

A reportagem de O Liberal também pediu dados sobre mortes materno-fetais na unidade. Entretanto, o hospital não confirmou esses números até a conclusão daquela matéria. Justamente esse dado é o que separa um caso isolado de um padrão. Sem ele, a discussão fica restrita a uma família.

A morte por gravidez ectópica em Marabá tem agora três frentes abertas. Primeiramente, o pedido de inquérito na Polícia Civil. Em seguida, o procedimento administrativo do próprio hospital. Por fim, o laudo da Polícia Científica, previsto para daqui a cerca de 30 dias. O Portal Felipe Tommy acompanha cada uma delas.

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