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Empresário é preso por mandar ataque a advogada em Santarém

Polícia Regional
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Ulisses Leite de Souza é apontado como mandante do disparo contra o carro da advogada Regiane Furtado, no oeste do Pará

A Polícia Civil do Pará prendeu, nesta quarta-feira (9), o empresário Ulisses Leite de Souza. Assim, o empresário preso pela corporação é apontado como mandante do ataque contra a advogada Regiane Furtado Lisboa, ocorrido em 10 de agosto deste ano, em Santarém, no oeste do estado. A ação foi cumprida por equipes especializadas em investigação criminal.

De acordo com a corporação, o empresário preso pelo ataque à advogada em Santarém responde inicialmente pelos crimes de ameaça e dano qualificado. Além disso, a prisão foi expedida pela Justiça e cumprida com apoio do Núcleo de Apoio à Investigação do Baixo e Médio Amazonas (NAI/BMA). A operação teve caráter reservado até a captura do investigado.

Como o ataque aconteceu

Segundo apurou a Polícia Civil, o disparo contra o veículo da advogada ocorreu próximo a uma churrascaria em Santarém. Além disso, o episódio coincidiu com uma sequência de ameaças de morte enviadas por aplicativo de mensagens à mesma vítima.

Portanto, a suspeita da autoridade policial é de que o mesmo grupo que ordenou o disparo também operava as ameaças digitais. Contudo, a autoria material dos tiros ainda está sob apuração. Dessa forma, o foco atual da investigação é identificar quem executou o ataque em nome do empresário.

Regiane Furtado Lisboa exerce a advocacia na região oeste do Pará. Por isso, o caso foi tratado como episódio de violência dirigida contra profissional do Direito. Inclusive, a Ordem dos Advogados do Brasil trata ocorrências desse tipo como ataque direto ao exercício da advocacia.

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Quem é o suspeito

Ulisses Leite de Souza é apresentado nos autos como empresário atuante na região oeste do Pará. Dessa forma, o investigado passou a ser o alvo prioritário das equipes de investigação a partir do cruzamento entre as mensagens de ameaça e o registro do disparo. No entanto, a defesa dele ainda não se manifestou publicamente sobre o caso.

Além disso, a Polícia Civil informou que outras diligências continuam em curso. Por outro lado, a corporação pretende identificar todos os envolvidos, inclusive quem, materialmente, atirou contra o carro. O suspeito foi encaminhado à Seccional Urbana de Polícia Civil de Santarém, onde permanece à disposição do Poder Judiciário.

Já no momento do cumprimento do mandado, o empresário não ofereceu resistência à equipe policial. Em seguida, ele foi conduzido em veículo oficial até a unidade da Polícia Civil, onde passou pelos procedimentos formais de identificação, oitiva e custódia.

O caso da advogada em Santarém

A advogada Regiane Furtado Lisboa passou a receber ameaças de morte por aplicativo de mensagens antes do disparo. Em seguida, o carro dela foi atingido por tiros na frente de uma churrascaria em Santarém. Ninguém ficou ferido, mas a repercussão do caso levou a corporação a acionar o núcleo especializado de investigação.

Contudo, a Polícia Civil não divulgou, até o fechamento desta reportagem, o número de tiros efetuados nem o modelo do armamento utilizado no ataque. Bem como não foi informada, oficialmente, a motivação apurada pela autoridade policial para o mandado contra o empresário.

Próximos passos da investigação

De acordo com a Polícia Civil, o empresário preso pelo ataque à advogada em Santarém deve passar por audiência de custódia nas próximas horas. Assim, a Justiça vai decidir se a prisão será convertida em preventiva ou se o investigado responderá em liberdade ao processo penal.

Por fim, a corporação afirma que segue apurando a motivação do crime. Consequentemente, novos mandados podem ser expedidos à medida que a investigação avançar. Atualmente, o caso é acompanhado pela Ordem dos Advogados do Brasil, seccional do Pará, que trata a violência contra advogados como pauta prioritária de segurança pública no estado.

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