Levantamento do Doxa mostra o deputado estadual com 14,77% das menções da legenda, que projeta duas cadeiras
O deputado estadual Braz disputa uma vaga de deputado federal pelo PSD e aparece como o segundo nome mais citado da legenda no Pará. O dado é da pesquisa do instituto Doxa Pesquisa e Comunicação, que acumulou 8 mil entrevistas no estado. Ele soma 14,77% das menções registradas dentro do partido.
À frente dele está Júnior Ferrari, com 34,77%. Logo atrás aparece Dr. Igor Parente, com 13,85%. A distância entre o segundo e o terceiro colocado é de 0,92 ponto percentual. Ou seja, os dois estão tecnicamente empatados, porque a margem de erro do levantamento é de 2,2 pontos.
Esse detalhe muda a leitura do cenário. O PSD aparece com projeção de duas cadeiras na bancada paraense. Portanto, a segunda vaga da sigla está em aberto, e é exatamente nela que Braz se posiciona.
O que a pesquisa mostra dentro do PSD
O levantamento não mede apenas a intenção de voto por partido. Ele também organiza os nomes mais lembrados em cada legenda. No PSD, três candidatos concentram quase todas as citações espontâneas.
Júnior Ferrari lidera com folga e aparece como o nome puxador da sigla. Em seguida vem Braz, candidato com o número 5555. Dr. Igor Parente fecha o trio. Dessa forma, o quadro interno do partido fica dividido entre um favorito consolidado e uma disputa apertada pela sobra.
Vale lembrar que a eleição proporcional não funciona como a majoritária. O eleitor escolhe um nome, mas o cálculo de cadeiras passa pelo total de votos do partido. Assim, cada voto dado a qualquer um dos três ajuda a definir quantas vagas o PSD leva.
A disputa pela segunda vaga
Com a projeção de duas cadeiras, o PSD tende a eleger o primeiro colocado com tranquilidade. A segunda vaga, no entanto, depende de margem estreita. É aí que a diferença de menos de um ponto entre Braz e o terceiro colocado pesa.
Em disputas assim, o desempenho regional costuma decidir. Candidato com base concentrada em uma região consegue transformar presença local em volume de votos. Por outro lado, quem divide reduto com adversário do mesmo partido perde força justamente onde deveria crescer.
Braz construiu sua trajetória como deputado estadual e chega à disputa federal com mandato em curso. Por isso, o teste da urna em 2026 mede algo mais amplo: se a votação de estadual se converte em votação de federal, que exige alcance em todo o Pará.

📱 Acesse ao Canal do Portal Felipe Tommy no WhatsApp
Leia também
Como o instituto fez o levantamento
A pesquisa foi conduzida pelo Doxa Pesquisa e Comunicação. O trabalho de campo ocorreu em agosto e setembro de 2026, com 8 mil entrevistas válidas acumuladas. A abrangência alcançou as 12 regiões de integração do Pará.
A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. O instituto informou que o estudo foi feito com recursos próprios, sem contratante externo. Os registros na Justiça Eleitoral são PA-01962/2026, PA-09367/2026, PA-00202/2026 e PA-05494/2026.
Pesquisa eleitoral é retrato de um momento, não previsão de resultado. Logo, o número de hoje pode mudar conforme a campanha avança, principalmente em disputa decidida por fração de ponto.
O cenário geral das 17 vagas
O Pará elege 17 deputados federais. Na projeção do Doxa, o MDB concentra a maior fatia, com 6 cadeiras. O PL aparece com 3.
Em seguida vêm Podemos e PSD, com 2 cadeiras cada. PSB, Republicanos, a federação União e PP e a federação PT, PV e PCdoB ficam com 1 cadeira cada uma. Esse desenho mostra uma bancada pulverizada, em que poucos partidos conseguem mais de um eleito.
Para o eleitor da região de Carajás, o recado é direto. Quanto mais fragmentada a bancada, maior o peso de cada nome na hora de destravar recurso e emenda para o sudeste do Pará. Em resumo, a disputa interna do PSD não é detalhe de bastidor: ela define quem representa a região em Brasília nos próximos quatro anos.
A reportagem procurou a assessoria do candidato para comentar os números e segue aberta à manifestação, que será publicada na íntegra.
