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Policial penal do Rio é acusado de aliciar menina de 12 anos

Nacional Polícia
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Pai denunciou o servidor à DCAV e Justiça já concedeu medidas cautelares; Corregedoria da Seppen apura conduta do inspetor

Um policial penal do Rio de Janeiro é acusado de aliciamento de uma menina de 12 anos. O inspetor Wilson Morães de Souza Neto, lotado na Secretaria de Estado de Polícia Penal (Seppen), foi denunciado pelo pai da criança, Sandro Figueiredo, que registrou o caso na Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (DCAV).

Segundo a denúncia, o servidor teria convidado a menina para encontros na praia, com o pretexto de jogar futevôlei. Por isso, o pai procurou a polícia e depois o Ministério Público. Além disso, ele levou o caso publicamente às redes sociais, ao Portal Felipe Tommy e cobrou uma resposta institucional.

O que diz o denunciante

Em conversa com o Portal Felipe Tommy, Sandro afirmou que o policial usava mensagens de visualização única para se aproximar da criança. Ele contou que o inspetor enviava fotos temporárias e apagava o conteúdo logo depois. Assim, tentava impedir qualquer registro.

“Ele estava convidando a minha filha, de 12 anos de idade, para jogar futevôlei com ele na praia sozinho”, relatou o pai. Ele lembrou que o comportamento se enquadra no artigo 241 do Estatuto da Criança e do Adolescente. Portanto, considera o convite um crime, e não um mal-entendido.

Sandro também reforçou que a filha não tem porte físico compatível com o de uma adolescente mais velha. “Minha filha não tem corpo, não tem rosto, não tem jeito de adulto. Tem corpo, rosto e jeito de criança”, completou. Dessa forma, para ele, o inspetor sabia exatamente com quem falava.

Justiça já decidiu a favor do pai

De acordo com o denunciante, o caso saiu da DCAV e chegou à Vara Especializada em Crimes contra Crianças e Adolescentes, a Veca. Em seguida, o juiz encaminhou os autos ao Ministério Público. O órgão concordou com o pedido de medidas cautelares apresentado pelo pai.

“Já existe a decisão judicial favorável. Foi essa decisão que me comunicaram”, explicou Sandro. Além disso, ele afirma que continuará acompanhando o processo. No entanto, evita detalhar as cautelares para não atrapalhar a apuração criminal em curso.

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Corregedoria da Seppen abre sindicância

A Secretaria de Estado de Polícia Penal informou, por meio de nota, que a Corregedoria instaurou sindicância para apurar a denúncia. Assim, avaliará as medidas administrativas cabíveis contra o servidor. Além disso, enviou ofício de comunicação ao Ministério Público.

No campo criminal, a investigação está a cargo da Polícia Civil do Rio de Janeiro. A Seppen também reforçou que não compactua com desvios de conduta ou crimes cometidos por seus servidores. Portanto, o servidor responderá em duas frentes: administrativa e criminal.

O aliciamento de menores por meios digitais tem sido tratado com prioridade pelas polícias especializadas em todo o país. Por isso, a denúncia direta de familiares, como no caso relatado, é considerada essencial. Dessa forma, quanto mais rápido o boletim, mais preservados ficam os indícios.

O Portal Felipe Tommy segue acompanhando os desdobramentos do caso. Por fim, o espaço permanece aberto para o inspetor Wilson Morães de Souza Neto e para sua defesa, caso queiram se manifestar.

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