Odilonzinho em estado grave e advogados pedem prisão em Marabá

Polícia Regional
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Defesa da família protocolou representação nesta quarta e pediu imagens da boate e prisão preventiva do suspeito

Antônio Newton Nascimento Nunes, o Odilonzinho do Povo, segue em estado grave no Hospital Municipal de Marabá (HMM). Assim, os advogados da família protocolaram nesta quarta-feira (16) representação e pedido de diligências urgentes na Polícia Civil. Portanto, o escritório Alencar & Silva Advogados Associados também pede que o caso seja reclassificado, se necessário, para tentativa de homicídio.

O documento foi entregue à 21ª Seccional de Polícia Civil de Marabá. Ele faz referência ao Boletim de Ocorrência nº 00184/2026.107440-7. Além disso, o texto aponta um suspeito, cuja qualificação completa ainda depende de confirmação pela polícia.

Advogados pedem imagens da boate e oitiva do investigado

Entre as diligências solicitadas estão a identificação e a oitiva formal do acusado pelas agressões. No entanto, o pedido também abrange depoimentos de testemunhas, obtenção do prontuário médico completo e exame de corpo de delito complementar. O exame será feito quando o estado de saúde de Odilonzinho permitir.

Um dos principais pedidos é para que a Polícia Civil requisite, com urgência, as imagens das câmeras de segurança da boate Belaza Eventos. Segundo a representação, a agressão teria ocorrido no local, na madrugada de 13 de setembro. Por isso, os advogados alegam risco de perda ou descarte das gravações.

Além disso, o pedido inclui a oitiva da responsável pelo estabelecimento. A ideia é esclarecer a dinâmica dos acontecimentos e o tempo levado para o acionamento do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência).

Representação pede análise de prisão preventiva

A representação vai além dos pedidos de diligência. Assim, o texto solicita que a autoridade policial avalie a possibilidade de representar pela prisão preventiva do suspeito. O pedido vale caso os requisitos legais estejam presentes. Contudo, a decisão sobre eventual medida cautelar não cabe aos advogados e dependerá das autoridades competentes.

A ida do suspeito ao hospital, registrada em vídeo e divulgada nas redes sociais, também entrou na representação. Segundo os advogados, a gravação foi feita nas proximidades do leito. Neste vídeo, o investigado teria minimizado a agressão. Por isso, o material poderia representar, em tese, tentativa de intimidação da vítima e de seus familiares.

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Odilonzinho segue sedado e em ventilação mecânica

Enquanto a família busca respostas na esfera policial, o quadro clínico de Odilonzinho continua exigindo cuidados intensivos. O boletim médico do HMM, emitido nesta quarta, informa que ele está no quarto dia de internação. Além disso, é o terceiro dia dele na Unidade de Cuidados Especiais (UCE).

Odilonzinho permanece sedado, em ventilação mecânica e usando noradrenalina em baixa dose. O documento mantém como diagnósticos principais o trauma na face, com fratura do osso nasal, e a epistaxe de difícil controle. A epistaxe é um sangramento nasal intenso.

A equipe médica informa que o paciente segue sob vigilância pelo histórico de hemorragia. Além disso, está programada uma abordagem cirúrgica após a estabilização clínica. O boletim desta quarta também registra piora da função renal, com redução importante da produção de urina. Por isso, ele segue acompanhado pela equipe de Nefrologia.

Próximos passos da apuração de Odilonzinho grave em Marabá

A representação pede urgência na investigação, principalmente para evitar a perda de provas. Ao final, os autos devem ser encaminhados ao Ministério Público para as providências cabíveis. Enquanto isso, os familiares seguem informados sobre a gravidade do quadro pelo HMM.

O Portal Felipe Tommy mantém espaço aberto para manifestação do investigado citado na representação. A oferta também vale para os responsáveis pelo estabelecimento onde o episódio teria ocorrido e para a Polícia Civil de Marabá, sobre o andamento das investigações.

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