Publicado em 22/07/2026 às 13:29 | Atualizado 22/07/2026 às 13:29 por felipetommyreal
Keniston Braga, Júnior do Macre e Darci Lermen se reúnem com feirantes para retomar projeto
A Feira Verde em Parauapebas voltou ao centro do debate nos últimos dias. Isso ocorreu após uma reunião entre feirantes e lideranças políticas da região. Assim, o futuro do projeto ganhou novos contornos.
Participaram do encontro o deputado federal Keniston Braga e o pré-candidato a deputado estadual Júnior do Macre. Além disso, o ex-prefeito Darci Lermen também esteve presente. A pauta principal era clara. Portanto, todos buscavam uma solução para o impasse do terreno destinado à feira.
Durante a reunião, os feirantes apresentaram suas reivindicações. Eles também relataram as dificuldades enfrentadas após a retirada das estruturas. A área fica nas proximidades do Bairro dos Minérios. Igualmente, o local tem acesso pela PA-160.
Trabalhadores aguardavam a implantação do espaço
Os trabalhadores ocuparam a área na expectativa de dias melhores. Dessa forma, eles aguardavam a implantação definitiva do espaço. O objetivo era comercializar produtos da agricultura familiar. Sobretudo, os pequenos produtores dependiam dessa estrutura.
Darci Lermen relembrou o histórico do projeto durante o encontro. Segundo ele, a Prefeitura desapropriou a área na sua gestão. Portanto, o terreno já pertencia ao poder público. “Não consigo entender como alguém teve a coragem de impedir de abrir a feira de vocês, se nós já tínhamos comprado a área, já tínhamos desapropriado a área”, afirmou.
O ex-prefeito também citou os investimentos feitos pelos trabalhadores. Eles gastaram recursos próprios na expectativa de consolidar o espaço. “Vocês já tinham gastado o dinheirinho lá para fazer o barraquinho. Aí, de repente, isso é jogado por terra. Isso dói, isso machuca e isso é injusto”, declarou.






Keniston relembra origem do projeto
Keniston Braga ocupava a Secretaria de Governo na época da desapropriação. Por isso, ele destacou sua participação na construção inicial do projeto. Além disso, o parlamentar reforçou o compromisso histórico com a causa.
“O início foi dado. Darci me passou essa missão quando eu era secretário de governo. A gente foi lá e deixou o negócio comprado e encaminhado”, disse aos feirantes. Dessa forma, ele reafirmou o vínculo com a proposta original.
Júnior do Macre, por sua vez, defendeu a participação dos pequenos produtores. Ele quer que os trabalhadores tenham voz nas decisões públicas. “Eu quero um lugar na mesa para discutir o que importa para o povo. Se o pequeno não tiver espaço, não tiver voz, não tiver linha de crédito, isso não é justo”, afirmou.
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A retirada violenta das estruturas
O encontro ocorreu após a repercussão da retirada das estruturas. Em junho de 2025, os feirantes foram surpreendidos. Máquinas e equipes da Prefeitura entraram no local sem aviso prévio. Consequentemente, a revolta tomou conta dos trabalhadores.
Segundo a presidente da associação, Silvany Vânia, os ocupantes estavam ali havia mais de um ano. Eles aguardavam a implantação da Feira Verde em Parauapebas. Ela explicou que a área havia sido adquirida justamente para esse fim. Além disso, as construções serviam apenas para organizar a ocupação.
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A Prefeitura justificou a ação de forma polêmica. Segundo o argumento oficial, as construções não tinham autorização para permanecer no local. Contudo, a desapropriação já estava efetivada. Por isso, muitos trabalhadores questionaram a medida.
Categoria se sente atacada pela gestão
Esta é mais uma categoria que se sente atacada pela atual gestão. De acordo com relatos, episódios de ações violentas se tornaram recorrentes. Dessa forma, o desrespeito aos trabalhadores de Parauapebas gera indignação. Enfim, o clima de tensão continua elevado.
O episódio transformou uma questão administrativa em um debate político. Agora, o destino do terreno divide opiniões na cidade. Além disso, cresce a discussão sobre a responsabilidade pela concretização do projeto.
Com a nova reunião, os feirantes veem um novo horizonte. Portanto, eles vislumbram uma saída negociada para o impasse. O objetivo é permitir a implantação definitiva da Feira Verde em Parauapebas. Em resumo, o espaço voltaria a ser ponto de apoio à produção e ao comércio local.
