Publicado em 14/08/2026 às 10:14 | Atualizado 14/08/2026 às 10:14 por felipetommyreal
Eli Ferreira de Oliveira, de 25 anos, trabalhava como recepcionista e já está em presídio de Parauapebas
O suspeito de homicídios preso em Canaã dos Carajás se chama Eli Ferreira de Oliveira, de 25 anos. A prisão aconteceu na quarta-feira (12), no sudeste do Pará. A 2ª Vara do Tribunal do Júri de Belém expediu o mandado. Portanto, o caso tem origem na capital paraense.
Uma fonte da Polícia Civil ouvida pelo Correio de Carajás detalhou a suspeita. Segundo essa fonte, Eli é apontado como suspeito em mais de um caso em Belém. A apuração indica que ele teria saído com algumas das vítimas antes dos crimes. Além disso, esses encontros teriam sido marcados por aplicativos.
Transferência para Parauapebas e audiência de custódia
Nesta quinta-feira (13), a polícia levou o suspeito de homicídios preso em Canaã dos Carajás para o sistema prisional de Parauapebas. Em seguida, ele deve passar por audiência de custódia. Nessa etapa, o juiz analisa a legalidade da prisão. Dessa forma, a Justiça confirma ou revê a medida em pouco tempo.
A Justiça também determinou o envio dos autos à 2ª Vara Criminal de Parauapebas. A razão é processual. Ou seja, a prisão ocorreu fora da jurisdição do juízo que expediu o mandado. Assim, o juízo local passa a responder pelos atos imediatos do caso.
Depois dessa etapa, o processo tende a seguir seu curso em Belém. Afinal, o Tribunal do Júri da capital julga crimes contra a vida cometidos ali. Contudo, o prazo desse trâmite depende das decisões dos dois juízos.
Pai afirma não acreditar no envolvimento do filho
O pai de Eli falou ao Correio de Carajás e disse que ficou surpreso. Segundo ele, o próprio filho ligou para avisar da prisão. A família soube depois que a investigação trata da morte de um homem em Belém.
Além disso, o pai afirmou que “coloca a mão no fogo” pelo filho. Ele descreveu o jovem como trabalhador. “Sempre foi um menino bom. Nunca passou pela delegacia”, declarou. Por isso, a família diz não acreditar na acusação.
Ainda conforme o pai, Eli morava em Parauapebas e nunca chegou a morar em Belém. Ele esteve na capital, mas manteve residência na região de Carajás. Posteriormente, mudou-se para Canaã dos Carajás. Lá, trabalhava como recepcionista.
Leia também
Investigação continua e vale a presunção de inocência
As investigações agora devem esclarecer a eventual participação do suspeito nos homicídios. Até o momento, a Polícia Civil não divulgou o número exato de casos. Também não detalhou nomes de vítimas nem datas dos crimes.
Vale reforçar um ponto central. Eli é considerado suspeito e tem direito à presunção de inocência. Ou seja, ninguém pode ser tratado como culpado antes de condenação definitiva. Esse princípio está na Constituição Federal.
📱 Acesse ao Canal do Portal Felipe Tommy no WhatsApp
A defesa do jovem não havia se manifestado publicamente até a publicação desta matéria. O Portal Felipe Tommy mantém o espaço aberto para o contraditório. Assim, qualquer posicionamento será publicado na íntegra.
Por que o caso repercute em Carajás
Mandados expedidos em Belém e cumpridos em Carajás não são raros. No entanto, este caso chamou atenção pela linha da apuração. A hipótese de encontros marcados por aplicativos amplia o alcance do assunto.
Orientações básicas de segurança valem para qualquer encontro combinado pela internet. Primeiramente, o ideal é marcar em local público e movimentado. Além disso, avisar alguém de confiança sobre o encontro reduz o risco. Por fim, compartilhar a localização em tempo real ajuda em uma emergência.
O caso do suspeito de homicídios preso em Canaã dos Carajás segue em apuração. A audiência de custódia e a decisão sobre a prisão são os próximos passos. Consequentemente, novos detalhes devem surgir nos próximos dias. O Portal acompanha e atualiza esta matéria.
