perseguição política em Parauapebas

Moradores acusam DMTT de perseguição política em Parauapebas

Política Regional
Compartilhe⬇️

Publicado em 08/08/2026 às 20:56 | Atualizado 08/08/2026 às 20:56 por felipetommyreal


Vídeos de condutores indicam blitz na PA-275 que teria parado só carros com adesivo de campanha

Uma denúncia de perseguição política em Parauapebas ganhou repercussão neste domingo, 9 de agosto de 2026. Moradores relatam que agentes do Departamento Municipal de Trânsito e Transporte, o DMTT, teriam direcionado uma fiscalização na rodovia PA-275. Segundo esses relatos, a abordagem mirou carros com adesivos de campanha.

Vídeos gravados por condutores circulam em grupos de WhatsApp desde a manhã. Nas imagens aparecem veículos parados nas proximidades do Bambuzal, perto da Rua do Comércio. Contudo, o portal não confirmou de forma independente a autoria nem a data dos registros. Por isso, todos os pontos a seguir permanecem no campo da denúncia.

O que dizem os relatos sobre a blitz no Bambuzal

De acordo com moradores ouvidos no local, a equipe do DMTT montou a barreira na PA-275. Os condutores afirmam que os agentes pararam apenas carros com adesivos de apoio a Keniston Braga e a Junior do Macre. Enquanto isso, outros veículos teriam seguido viagem sem qualquer abordagem.

Ainda segundo os relatos, houve aplicação de multas por motivos variados. Alguns motoristas dizem ter recebido auto de infração no mesmo trecho e no mesmo horário. No entanto, o portal não teve acesso a esses documentos. Dessa forma, o número real de autuações continua desconhecido.

Quem responde pelo DMTT em Parauapebas

O DMTT é o órgão executivo de trânsito do município. Ele cuida do monitoramento, da segurança e da fiscalização das vias públicas. Além disso, o departamento está subordinado à Secretaria Municipal de Segurança e Defesa do Cidadão, a SEMSI.

O Dr. Rafael Barbosa chefia a SEMSI. Lideranças locais apontam ainda vinculação política da pasta com o vereador Leo Márcio, do Solidariedade. Ele é líder do governo do prefeito Aurélio Goiano na Câmara Municipal. Ou seja, a cadeia de comando passa por nomes da base do prefeito.

O calendário também pesa nesse caso. A denúncia de perseguição política em Parauapebas surge em plena disputa eleitoral. Por isso, o episódio ganhou tração rápida nas redes e nos grupos de mensagem da cidade.

Leia também abaixo.

O que a lei diz sobre desvio de finalidade

Usar estrutura pública para constranger adversário fere o artigo 37 da Constituição Federal. O dispositivo trata dos princípios da impessoalidade, da moralidade e da legalidade. Portanto, a conduta pode gerar responsabilização em três esferas diferentes.

Na esfera criminal, a Lei 13.869/2019 trata do abuso de autoridade. As sanções preveem detenção, perda do cargo e inabilitação por até cinco anos. O artigo 319 do Código Penal trata da prevaricação. Já o artigo 147-A alcança a vigilância e o constrangimento reiterados contra alguém.

📱 Acesse ao Canal do Portal Felipe Tommy no WhatsApp

Na esfera administrativa, a Lei 8.429/1992 prevê a improbidade administrativa. As punições incluem perda da função pública e suspensão dos direitos políticos. Também cabem ressarcimento do dano e multa civil. Na esfera eleitoral, o abuso de poder político pode levar à cassação e a oito anos de inelegibilidade.

Vale um registro importante. Nenhum órgão instaurou procedimento sobre o caso até a publicação desta reportagem. Assim, o enquadramento jurídico acima descreve hipóteses previstas em lei, e não uma acusação formal contra pessoa determinada.

Como formalizar a denúncia e guardar as provas

Quem passou por abordagem direcionada deve preservar o material antes de tudo. Guarde vídeos, fotos, número da viatura e cópia do auto de infração. Anote também nome e telefone de testemunhas. Em seguida, procure os canais oficiais de apuração.

O Ministério Público do Pará recebe representação por improbidade e por abuso de autoridade. A Justiça Eleitoral e o Ministério Público Eleitoral tratam do abuso de poder político no período de campanha. A Polícia Civil registra o boletim de ocorrência e abre inquérito. Por fim, a Corregedoria do Município pode instaurar processo administrativo disciplinar.

Prefeitura ainda não respondeu

O Portal Felipe Tommy procurou a Prefeitura de Parauapebas, a SEMSI e o DMTT. O pedido de contraditório saiu no mesmo domingo, com perguntas objetivas sobre a operação. Até esta publicação, nenhum dos órgãos respondeu.

A denúncia de perseguição política em Parauapebas segue, portanto, sem versão oficial do município. O espaço permanece aberto a todos os citados. Assim que a resposta chegar, o portal atualiza esta reportagem na íntegra.

Canal WhatsApp Felipe Tommy