Polícia Civil usou 26 agentes para cumprir 11 mandados de prisão e 7 de busca em dois municípios de Carajás
A operação antifacção em Parauapebas e em Canaã dos Carajás terminou com quatro pessoas presas. A ação foi deflagrada pela Polícia Civil do Pará no dia 19 de outubro de 2026. De acordo com a corporação, os alvos são investigados por homicídios qualificados e por disputa territorial entre grupos rivais.
Ao todo, 26 policiais participaram da ofensiva nos dois municípios. Eles cumpriram 11 mandados de prisão cautelar e 7 mandados de busca e apreensão domiciliar. Além disso, um quinto suspeito acabou autuado em flagrante durante as diligências.
Segundo a Polícia Civil, esse quinto homem responde por posse irregular de arma de fogo de uso restrito e por tráfico de drogas. A corporação não divulgou os nomes dos presos nem detalhou a participação de cada um nos casos apurados.
Como foi a operação antifacção em Parauapebas
A coordenação coube à Delegacia de Homicídios de Parauapebas. Além disso, a ação contou com o apoio da 16ª Superintendência Regional de Polícia Civil de Carajás e da 20ª Seccional Urbana.
Também participaram a Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher e a Delegacia de Atendimento à Criança e ao Adolescente. Dessa forma, equipes de perfis diferentes atuaram ao mesmo tempo nos dois municípios.
O Núcleo de Inteligência Policial e a Delegacia de Canaã dos Carajás completaram o efetivo. Por isso, a corporação conseguiu dividir as equipes entre os endereços alvos de busca.
O que diz a investigação
De acordo com a Polícia Civil, as prisões têm relação com homicídios qualificados registrados na região. A apuração aponta ainda disputa territorial entre grupos rivais como pano de fundo dos crimes.
Contudo, a corporação não informou a quais casos os mandados se referem. Também não detalhou quantos dos 11 mandados de prisão seguem em aberto após a ofensiva.
Vale lembrar que todos os citados respondem na condição de investigados. Portanto, ninguém foi condenado até o momento, e a presunção de inocência permanece.
O homicídio qualificado é a forma mais grave do crime no Código Penal. Ele aparece, por exemplo, quando há motivo torpe, emprego de recurso que dificulta a defesa da vítima ou prática ligada a organização criminosa.
A prisão cautelar, por sua vez, não é pena. Ela é uma medida decretada pela Justiça durante a investigação ou o processo, geralmente para garantir a ordem pública ou a instrução criminal.
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Parauapebas e Canaã no mesmo circuito
Os dois municípios ficam a menos de 80 quilômetros um do outro. Por isso, grupos criminosos costumam circular entre as duas cidades com facilidade.
Essa proximidade explica a atuação conjunta das delegacias. Em seguida, o material apreendido nas buscas deve ser analisado pelas equipes de inteligência.
A disputa territorial entre grupos rivais já aparece em outros casos cobertos pelo portal na região. Em agosto, a Polícia Civil prendeu em Parauapebas um suspeito ligado ao chamado Tribunal do Crime, e em outubro um homicídio no bairro Liberdade II voltou a expor o problema.
A Polícia Civil informou que a investigação continua. Novas prisões não foram descartadas pela corporação.
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O que ainda falta esclarecer
O portal procurou a Polícia Civil para obter o balanço fechado da ação. Até a publicação desta matéria, a corporação não havia divulgado nota oficial com os números finais.
Entre os pontos em aberto está a identificação dos presos. Além disso, falta saber quantos mandados de prisão ainda não foram cumpridos.
Outro ponto é o histórico dos homicídios apurados. Atualmente, a Delegacia de Homicídios de Parauapebas acumula casos ligados à disputa entre facções na região.
O portal solicitou ainda o número de homicídios registrados em Parauapebas em 2026, para comparação com o mesmo período de 2025. Esse dado permite medir se a operação antifacção em Parauapebas responde a uma alta real nos índices.
A reportagem segue acompanhando os desdobramentos. Assim que a Polícia Civil se manifestar, esta matéria será atualizada.
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