Cleiton Cesar Rodrigues Macena, o “Pezão”, tentou fugir durante a abordagem e teve a prisão preventiva decretada
A Polícia Civil prendeu na sexta-feira (28) Cleiton Cesar Rodrigues Macena, conhecido como “Pezão”. Ele é investigado por participação no homicídio de Adriel Ribeiro dos Santos. O caso ficou conhecido como Tribunal do Crime em Parauapebas. Além disso, a polícia aponta o investigado como integrante da organização criminosa PCC.
A 16ª Superintendência Regional de Carajás coordenou a ação. A unidade tem à frente o superintendente e delegado João Abel B. de Mattos. A Delegacia de Homicídios de Parauapebas deu apoio à operação. A Polícia Militar, comandada pelo Cel. Dayvid, também participou das diligências.
Segundo as investigações, o crime aconteceu em março deste ano. Portanto, a apuração já dura cerca de seis meses. O contexto, de acordo com a Polícia Civil, é a disputa entre facções criminosas na região.
Como a polícia chegou ao investigado
Desde o início do caso, os agentes realizaram diversas diligências. A equipe também produziu levantamentos de inteligência. Dessa forma, os investigadores reconstruíram a dinâmica do crime. Em seguida, identificaram os envolvidos na ação.
Esse trabalho já havia resultado em outras prisões e apreensões ligadas ao mesmo caso. Com o avanço das apurações, a polícia reuniu novos elementos. Esses elementos indicam a participação de “Pezão” na execução da vítima. Por isso, a Justiça decretou a prisão preventiva dele.
O que a polícia chama de Tribunal do Crime
De acordo com a apuração, a vítima passou pelo chamado Tribunal do Crime. O termo descreve o julgamento informal que facções aplicam a desafetos e a integrantes acusados de quebrar regras internas. Não existe defesa, nem prazo, nem qualquer garantia legal.
No caso de Adriel Ribeiro dos Santos, o desfecho foi extremo. As investigações apontam que o grupo torturou, mutilou e executou o jovem. Depois, os criminosos ocultaram o corpo em uma área de mata. O episódio marcou o Tribunal do Crime em Parauapebas como um dos casos mais graves do ano na cidade.
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Tentativa de fuga durante a abordagem
Após o trabalho de investigação e inteligência, as equipes localizaram o investigado em Parauapebas. Durante a abordagem, ele tentou fugir. Contudo, os policiais alcançaram o homem e efetuaram a prisão. Em seguida, conduziram o preso à unidade policial.
Cleiton Cesar Rodrigues Macena permanece à disposição da Justiça. A prisão preventiva não tem prazo fixo de duração. Ela vale enquanto o juiz entender que existe risco à investigação ou à ordem pública. Por isso, o próprio magistrado precisa reavaliar a medida ao longo do processo.
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Investigação continua em Carajás
A Polícia Civil informou que as apurações prosseguem. O objetivo é a completa responsabilização de todos os envolvidos no crime. Ou seja, novas prisões não estão descartadas. O caso segue sob acompanhamento da Delegacia de Homicídios de Parauapebas.
Casos de disputa entre facções pressionam a segurança pública em toda a região de Carajás. Parauapebas concentra a maior parte das ocorrências do tipo no sudeste do Pará. Por isso, operações como essa costumam envolver Polícia Civil e Polícia Militar em conjunto.
Quem tiver informação sobre o caso pode acionar os canais oficiais de denúncia. O Disque Denúncia do Pará atende pelo número 181, de forma anônima. A Polícia Civil também recebe informações nas delegacias do município. Assim, qualquer detalhe pode ajudar a esclarecer os fatos.
Defesa e direito ao contraditório
Até a publicação desta matéria, a defesa de Cleiton Cesar Rodrigues Macena não havia se manifestado. O portal mantém o espaço aberto para manifestação. Vale lembrar que todo investigado é presumido inocente até a decisão final da Justiça.
O Portal Felipe Tommy acompanha o desdobramento do caso. Novas informações serão publicadas assim que forem confirmadas pelas autoridades. Sobretudo, seguem em aberto a identificação dos demais participantes e o andamento do processo na Justiça.
