greve geral Parauapebas saúde

Greve geral Parauapebas saúde: sindicatos ameaçam paralisação total contra reforma administrativa

Política Regional
Compartilhe⬇️

Publicado em 18/06/2026 às 10:41 | Atualizado 18/06/2026 às 10:41 por felipetommyreal


Agentes de saúde e educação se unem em assembleia e exigem isonomia salarial; folha da prefeitura ultrapassa R$ 110 milhões mensais.

A ameaça de greve geral Parauapebas saúde ganhou contornos concretos nesta quinta-feira (18). O Sindsaúde, Sindicato dos Trabalhadores em Saúde do Estado do Pará, reuniu Agentes Comunitários de Saúde (ACS) e Agentes de Combate às Endemias (ACE) em assembleia geral diante do gabinete do prefeito, no bairro Primavera. O Sintep, Sindicato dos Trabalhadores da Educação de Parauapebas, também marcou presença e selou aliança com os trabalhadores da saúde.

A pauta da assembleia abrangeu temas urgentes e concretos. Os trabalhadores discutiram isonomia salarial entre ACS e ACE, condições de trabalho, auxílio tecnológico, auxílio transporte e a possibilidade de decretação de estado de greve. Portanto, a mobilização não foi pontual. Ela representa um acúmulo de insatisfações que vinha crescendo há meses entre os servidores da área de saúde do município.

O discurso que incendiou a assembleia

O coordenador local do Sindsaúde, Marden Henrique de Lima, tomou o microfone rodeado por uma multidão de trabalhadores e foi direto ao ponto. Em vídeo divulgado nas redes sociais, ele afirmou que reforma administrativa de verdade se faz cortando secretarias inúteis e demitindo assessores sem função. Além disso, Marden apontou um número chocante: mais de 600 assessores estariam lotados no gabinete do prefeito.

Segundo ele, esses recursos poderiam estar sendo usados para melhorar as condições de trabalho dos servidores. Em contrapartida, a administração municipal optou por cortar do bolso do trabalhador e aumentar impostos para a população. Por isso, o sindicalista foi enfático: não haverá recuo. A greve geral Parauapebas saúde será realizada se as reivindicações não forem atendidas.

Uma folha de pagamento que levanta questionamentos

Os dados do Portal da Transparência reforçam as críticas levantadas pelos sindicatos. A folha de pagamento da prefeitura de Parauapebas chega ao valor de R$ 110.205.108,29 mensais. Ou seja, mais de R$ 110 milhões saem dos cofres públicos todo mês apenas para custear o funcionalismo municipal.

📱 Acesse ao Canal do Portal Felipe Tommy no WhatsApp

O quadro de servidores é composto por 1.127 comissionados, 5.478 contratados e 39 novos com nível de secretários, totalizando 11.472 servidores. Consequentemente, esse volume de cargos comissionados alimenta a indignação dos trabalhadores de base, que recebem salários defasados enquanto assessores proliferam nos corredores do poder. A greve geral Parauapebas saúde, portanto, tem raízes financeiras e políticas profundas.

Leia também abaixo.

Sintep e Sindsaúde unidos por uma causa comum

A aliança entre o Sindsaúde e o Sintep é um sinal claro de que a insatisfação ultrapassou os limites de uma categoria específica. Educadores e profissionais de saúde se uniram em torno de pautas que se cruzam: valorização do trabalhador, fim dos privilégios e transparência na gestão dos recursos públicos. Dessa forma, o movimento ganhou força e representatividade, tornando a ameaça de paralisação ainda mais concreta.

Marden foi categórico ao declarar que os sindicatos estão alinhados e fechados. Não haverá retrocesso. Sobretudo, a mensagem enviada à administração municipal foi clara: ou as reivindicações chegam à mesa de negociação com seriedade, ou Parauapebas enfrenta uma greve geral que pode paralisar serviços essenciais de saúde e educação simultaneamente.

A gestão de Aurélio Goiano sob questionamento

Mais uma vez, o governo do prefeito Aurélio Goiano enfrenta críticas severas sobre sua capacidade de gerir o município. Em virtude disso, o episódio da assembleia expõe uma contradição difícil de ignorar. Parauapebas arrecada bilhões e mantém uma folha de pagamento superior a R$ 110 milhões mensais. No entanto, trabalhadores essenciais como agentes de saúde e educadores permanecem sem reajuste, sem auxílios adequados e sem condições dignas de trabalho.

Igualmente, a população já sofre com serviços públicos precários. Ao mesmo tempo, o risco de uma greve geral ameaça agravar ainda mais essa realidade. Logo, o cidadão comum se vê espremido entre uma administração que não entrega serviços e uma crise trabalhista que pode paralisar o pouco que ainda funciona. Enfim, Parauapebas vive um paradoxo de riqueza fiscal e miséria na gestão pública que exige resposta imediata das autoridades competentes.

Canal WhatsApp Felipe Tommy