Daniel Santos ofende policiais

Candidato Daniel Santos chama policiais de vagabundos no Pará

Política Regional
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Ofensas ocorreram após operação em posto de Ananindeua que investiga esquema de combustível para carreata.

Daniel Santos ofende policiais durante operação em Ananindeua. A ação investigava um suposto esquema de distribuição gratuita de combustível. Segundo a Polícia Militar, o caso aconteceu na madrugada deste domingo (6).

Equipes das polícias Civil e Militar flagraram um posto de combustíveis na cidade. Uma fila de veículos aguardava abastecimento irregular no local. Além disso, a ação apurava um possível destino eleitoral para o combustível.

Segundo a investigação, apoiadores participariam de uma carreata em defesa do candidato ao governo do Pará. Por isso, quatro pessoas foram levadas à delegacia para prestar esclarecimentos. O gerente do posto e três frentistas acabaram presos em flagrante. Atualmente, o episódio ocorre na reta final da campanha eleitoral rumo às eleições estaduais de 2026.

Xingamento contra delegado e coronel

Após o flagrante, Daniel Santos reagiu de forma agressiva à atuação das autoridades. Um vídeo que circula nas redes sociais mostra a reação do candidato. A gravação foi divulgada pelo jornalista Wesley Costa e questiona a autoridade dos policiais no local.

“Quero saber quem é o delegado Ricardo e o Coronel Tabaranã. Quero saber quem são esses dois vagabundos”, afirmou Daniel Santos na gravação. Dessa forma, as ofensas atingiram diretamente os dois responsáveis pela operação.

Consequentemente, o episódio provocou reação imediata de servidores da segurança pública. Apoiadores da categoria policial saíram em defesa do delegado e do coronel nas redes sociais. Segundo eles, o respeito às instituições é requisito básico para quem disputa um cargo público. Além disso, a repercussão reacendeu o debate sobre a conduta de candidatos durante a campanha eleitoral.

O que a operação encontrou

No posto de combustíveis, os agentes apreenderam uma CPU com registros detalhados de placas e nomes de apoiadores. A lista de controle de veículos incluía lideranças como Wiliamy, Cibele, Natividade, Karanga, Kleber Murilo, Bittencourt e Francy. Assim, o material aponta para uma logística organizada de distribuição de combustível entre apoiadores da carreata.

O gerente do estabelecimento chegou a resistir à abordagem policial. Ele se recusou a colaborar no momento da fiscalização. Por fim, ele e mais três funcionários foram presos em flagrante. Todos foram conduzidos à Delegacia da Cidade Nova, em Belém, ainda durante a madrugada.

A nota da Polícia Militar e da Polícia Civil

A Polícia Militar informou que foi acionada na noite de sábado (6). O motivo foi uma denúncia de aglomeração em posto de combustível, em Ananindeua. Ao chegar ao local, os agentes encontraram princípio de tumulto. Havia também possível uso de combustível para fins de campanha eleitoral.

Durante a ação, a corporação apreendeu listas com nomes e placas. Também foram recolhidos um computador e dois celulares no estabelecimento. Já o gerente e os frentistas foram convidados a comparecer à delegacia. Eles prestariam esclarecimentos sobre a origem e o destino do combustível apreendido.

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A Polícia Civil confirmou que recebeu todo o material apreendido durante a operação. Segundo a corporação, o material será encaminhado à Justiça Eleitoral. O órgão é o responsável por apurar os fatos. Assim, cabe à Justiça decidir se houve uso irregular de recursos de campanha.

A versão de Daniel Santos

A campanha de Daniel Santos apresenta, por sua vez, uma versão diferente dos fatos. Segundo a defesa, o candidato retornava para Belém após uma carreata realizada em Redenção. Foi então que soube que apoiadores haviam sido levados à Delegacia da Cidade Nova.

Para a campanha, a condução dos apoiadores foi arbitrária. Ela teria ocorrido justamente enquanto eles organizavam a carreata do dia seguinte. Por isso, a equipe do candidato classifica o episódio como perseguição política. Para eles, tratou-se de uma tentativa de impedir o ato de campanha.

Diante disso, Daniel Santos foi pessoalmente à delegacia cobrar a liberação dos apoiadores presos. Para seus aliados, a atitude representou um gesto de coragem em defesa do povo e do Pará. O caso, no entanto, segue sob análise da Justiça Eleitoral. Caberá ao órgão dar a palavra final sobre o episódio envolvendo o candidato.

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