fraudes imobiliárias em Parauapebas

Quatro são presos por fraudes imobiliárias em Parauapebas

Polícia Regional
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1:08

Suspeitos vendiam imóveis de leilão como se fossem donos e sumiam após receber o dinheiro.

A Polícia Civil prendeu quatro pessoas suspeitas de integrar uma associação criminosa dedicada a aplicar fraudes imobiliárias em Parauapebas. A ação faz parte da Operação Matrícula Fantasma, batizada assim por causa dos documentos falsificados usados pelo grupo. Três presos estavam em Canaã dos Carajás e o quarto, no Maranhão.

Segundo a Polícia Civil, a prisão aconteceu na sexta-feira (4). Em Canaã dos Carajás, os agentes prenderam Adriano, Douglas e Danah. Já no Maranhão, a polícia local prendeu o homem conhecido como Ronilson. Até o momento, a corporação divulgou apenas o primeiro nome dos quatro investigados.

Contra os quatro havia mandados de prisão preventiva. Por isso, a Justiça já tinha autorizado a captura antes da operação começar. Dessa forma, as equipes de Parauapebas seguiram até os dois estados para cumprir as ordens judiciais.

Como o grupo aplicava o golpe

Segundo a investigação, as fraudes imobiliárias em Parauapebas seguiam sempre o mesmo roteiro. A quadrilha escolhia imóveis retomados por bancos e por outras instituições financeiras. Em seguida, os suspeitos identificavam quais desses bens estavam à venda em leilão.

Instituições financeiras costumam vender esses imóveis abaixo do valor de mercado. Isso atrai compradores em busca de um bom negócio, o que dava ao grupo uma vítima em potencial praticamente pronta.

Depois de escolher o alvo, os investigados falsificavam documentos para se apresentar como donos dos imóveis. Assim, eles conseguiam anunciar os bens em redes sociais e em plataformas de venda como se a negociação fosse legítima.

Por isso, esse tipo de fraude tende a crescer junto com a busca por imóveis de leilão. Em geral, esses imóveis saem por valores menores que o de mercado, o que atrai quem busca economizar.

Para dar aparência de legalidade ao negócio, o grupo usava documentos falsos, QR Codes fraudulentos, contratos particulares e procurações públicas. Ou seja, cada etapa da fraude tinha uma peça pronta para convencer a vítima.

Após fechar o negócio e receber o dinheiro, os envolvidos simplesmente interrompiam qualquer contato. Nesse momento, muitas vítimas só descobriam o golpe ao tentar registrar o imóvel em cartório. Foi aí que perceberam que a documentação não tinha validade.

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Investigação identifica outros casos

A Polícia Civil já identificou vários casos com o mesmo modo de atuação. Por isso, a corporação apura se existem outras vítimas do esquema. Além disso, as equipes tentam identificar possíveis novos envolvidos nas fraudes imobiliárias em Parauapebas.

Enquanto a apuração continua, vale uma orientação geral para quem pretende comprar imóvel de leilão. É preciso desconfiar de preços muito abaixo do mercado e de vendedores que evitam encontro presencial em cartório.

Verificar a matrícula do imóvel direto no cartório de registro é a forma mais segura de evitar prejuízo. O ideal é fazer essa consulta antes de fechar negócio.

Quem suspeitar de ter sido vítima do mesmo grupo pode procurar a delegacia mais próxima para registrar ocorrência. Segundo a Polícia Civil, esse tipo de informação ajuda a reforçar o inquérito.

Operação teve apoio de dois estados

A Operação Matrícula Fantasma foi coordenada pela 20ª Seccional Urbana de Parauapebas. Contudo, a ação só foi possível com o apoio de equipes do Pará e do Maranhão. Afinal, os investigados estavam em cidades diferentes.

Os quatro presos permanecem à disposição da Justiça. Enquanto isso, a Polícia Civil continua o trabalho para reunir mais provas contra o grupo.

O Portal Felipe Tommy acompanha os desdobramentos do caso. A matéria deve ser atualizada conforme novas informações forem divulgadas pela Polícia Civil.

Até a publicação desta matéria, nenhuma nota oficial havia sido divulgada. Nem a Prefeitura de Parauapebas nem a Prefeitura de Canaã dos Carajás se manifestaram sobre o caso.

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