Publicado em 09/06/2026 às 10:30 | Atualizado 09/06/2025 às 10:30 por felipetommyreal
População e servidores marcham contra demissões na educação de Parauapebas após decisão judicial urgente.
A recente crise na educação Parauapebas escalou para um cenário de forte instabilidade política e social no município. Centenas de trabalhadores do setor educacional cruzaram os braços na última segunda-feira. A mobilização ganhou o reforço crucial de pais e mães da ONG Via Autismo.
O Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Pará convocou o ato emergencial. A categoria contesta a demissão abrupta de mais de 800 servidores da rede municipal. Segundo os manifestantes, a prefeitura e a Secretaria de Educação agiram sem nenhum planejamento prévio.
A caminhada e o clamor por direitos
Os manifestantes iniciaram o protesto com uma vigília na Praça Mahatma Gandhi. Em seguida, o grupo caminhou em direção ao Fórum de Parauapebas, localizado no bairro Cidade Nova. A multidão aguardava com expectativa o resultado da audiência judicial sobre o caso.
Durante o ato, os vereadores Anderson Moratório e Maquivalda Barros marcaram presença e apoiaram os servidores. A população demonstrou forte indignação com a descontinuidade dos serviços públicos essenciais. O movimento paralisou vias importantes da cidade.
A decisão da Justiça do Pará
O juiz Lauro Fontes Junior analisou a gravidade da situação educacional do município. O magistrado determinou o retorno imediato de todos os assistentes pedagógicos aos seus postos. Uma nova audiência judicial ficou agendada para o dia 26 de junho.
A vereadora Maquivalda Barros comemorou a decisão provisória com os manifestantes. Ela afirmou que a união das mães atípicas garantiu a permanência das 1.080 assistentes até o fim do mês. A parlamentar criticou duramente a gestão do prefeito Aurélio Goiano por falta de organização.
“O direito das crianças não pode ser violado por incompetência da gestão”, declarou a vereadora Maquivalda Barros durante o protesto.
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Defesa dos direitos das crianças
O vereador Anderson Moratório também elogiou a sensatez da decisão do poder judiciário. Ele destacou que a medida preserva o bem-estar dos alunos locais. Os assistentes garantem condições dignas de trabalho para os professores em sala de aula.
Moratório lembrou que a prefeitura precisa provar a suficiência do quadro técnico na próxima audiência. O vereador alertou que o número atual de funcionários é totalmente insuficiente na prática. Ele prometeu continuar na luta pela garantia dos direitos sociais.
Marcha até o gabinete do prefeito
Após o encerramento da audiência, a categoria marchou unida até o gabinete da prefeitura municipal. Os servidores buscavam entregar a pauta de reivindicações diretamente aos gestores. O grupo encontrou as portas fechadas e o gabinete vazio.
Nem mesmo o chefe de gabinete compareceu ao local para receber o documento oficial. Os trabalhadores protocolaram a pauta na recepção do prédio público. Diante do descaso, a categoria tomou novas decisões em assembleia geral.
Nova paralisação agendada
A crise na educação Parauapebas continuará gerando novos desdobramentos nas próximas semanas. A categoria aprovou por unanimidade uma nova paralisação geral para o dia 26 de junho. Os servidores pretendem acompanhar de perto a nova audiência judicial programada.
Os trabalhadores também exigem a abertura imediata de negociações diretas com o governo municipal. A comunidade escolar promete manter a pressão pública até que todos os direitos sejam restabelecidos. A transparência na gestão pública continua sendo a principal cobrança da sociedade.

