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Dr. Felipe nega compra de votos em Parauapebas e mostra contratos

Editorial
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Candidato a deputado federal gravou ao vivo na porta da delegacia, exibiu contratos de cabo eleitoral e falou em perseguição

O candidato a deputado federal Dr. Felipe negou a compra de votos em Parauapebas na noite desta quarta-feira (30). Ele falou em transmissão ao vivo na porta da 20ª Seccional de Polícia Civil. Na mão, segurava uma pilha de papéis que apresentou como contratos de prestação de serviços eleitorais.

A gravação aconteceu horas depois de uma ação da Polícia Civil em um estabelecimento comercial da cidade. Na operação, agentes conduziram 11 pessoas à delegacia e apreenderam mais de R$ 17 mil em dinheiro. Além disso, foram recolhidos 12 celulares, uma maquineta de cartão e uma folha com nomes e valores.

Material apreendido pela Policia Civil que apura suposta compra de votos.

Durante a transmissão, o candidato repetiu que o dinheiro tinha destino legal. Por isso, levantou os documentos diante da câmera várias vezes. Segundo ele, cada pessoa conduzida tinha vínculo formal com a campanha.

Contratos de cabo eleitoral na mão

Dr. Felipe afirmou que os contratos foram assinados em 3 de setembro de 2026 e valem até 3 de outubro. Ele disse ainda que os documentos estão registrados no sistema eleitoral e assinados digitalmente. Dessa forma, defendeu que o pagamento aos colaboradores é previsto em lei.

“Todos eles têm contrato assinado”, declarou, enquanto folheava os papéis. Em seguida, chamou pelo nome algumas das pessoas que aguardavam na porta da delegacia. A cada nome, procurava o contrato correspondente na pilha e mostrava para quem filmava.

O candidato também afirmou que os valores saem de fundo partidário e de doações. Contudo, essa versão ainda não foi confirmada pela investigação. A apuração segue em andamento na Polícia Civil.

Críticas à imprensa e pedido de retratação

A parte mais dura da fala foi dirigida a veículos de comunicação. O candidato usou as expressões “imprensa paga” e “os blogs pagam” ao se referir à cobertura do caso. Além disso, afirmou que havia equipes no local antes mesmo das conduções.

Na sequência, cobrou a retirada das publicações já feitas. “Se retratem, peçam desculpa, que eu aceito desculpa”, disse. No trecho final da transmissão, elevou o tom e citou nominalmente perfis e adversários, com palavras ofensivas.

Acusação de perseguição política

Outro ponto repetido na gravação foi a tese de perseguição. “Não se pode ser oposição no estado do Pará”, afirmou o candidato. Ele disse ainda saber qual adversário teria provocado a ação, mas não apresentou prova dessa afirmação.

Dr. Felipe relatou que uma das pessoas conduzidas era mãe de uma criança de quatro anos. Por isso, pediu que eventuais medidas recaíssem sobre ele. “Vem atrás de mim, eu que sou o candidato”, declarou mais de uma vez.

Ele também lembrou os 16 anos de atuação como médico. Segundo seu relato, era a primeira vez que ia a uma delegacia por causa de política. Inclusive, disse que ficaria no local até a saída da última pessoa.

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O que a polícia apreendeu

De acordo com o relato da Polícia Civil, a equipe foi ao local após informação de distribuição de dinheiro ligada ao processo eleitoral. No endereço, os agentes encontraram intensa movimentação de pessoas. Em seguida, localizaram envelopes com dinheiro e uma relação com nomes e valores.

A corporação informou ainda ter encontrado material de propaganda de três candidaturas. São elas a de Dr. Felipe, a deputado federal, a de Daniel, ao governo do Pará, e a de Lanúzia Cunha, a deputada estadual. A Polícia Militar apoiou o isolamento da área e a condução dos envolvidos.

A investigação sobre a suspeita de compra de votos em Parauapebas continua. Os próximos passos incluem identificar a origem do dinheiro e quem organizou a distribuição. Da mesma forma, a apuração vai verificar a participação de outras pessoas.

Defesa diz que valor era pagamento de serviço

O advogado que acompanhou o grupo na delegacia deu a mesma versão do candidato. Segundo ele, foram 11 colaboradores conduzidos e o dinheiro estava com um coordenador de campanha. A finalidade, afirmou, era o pagamento dos serviços prestados.

O advogado disse ainda que tudo foi esclarecido no plantão e que o grupo foi liberado. Entretanto, a Polícia Civil não confirmou essa avaliação sobre o desfecho do caso. O delegado responsável marcou entrevista coletiva para esta quinta-feira (1º) com mais detalhes.

O Portal Felipe Tommy procura a Polícia Civil e as campanhas citadas para manifestação. O espaço segue aberto para resposta integral. Esta matéria será atualizada conforme novas informações forem confirmadas.

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