Confronto começou no campo do Xaxurica e terminou na BR-230, no quilômetro 6; três armas foram apreendidas
Uma perseguição policial em Marabá terminou com dois feridos na noite de sexta-feira, 28 de agosto. Um policial militar e um suspeito foram atingidos por disparos. Além disso, quatro homens acabaram presos. A ocorrência começou no campo do Xaxurica, na Folha 33, e terminou às margens da BR-230, na área comercial do quilômetro 6.
De acordo com o boletim de ocorrência policial, uma guarnição realizava rondas ostensivas por volta das 19h. Nesse momento, os militares ouviram diversos disparos nas proximidades do campo de futebol. No local, a equipe avistou vários indivíduos dentro de um Ford Fiesta Sedan prata. Conforme o registro, eles atiravam na direção de pessoas que estavam na área do campo.
Do campo do Xaxurica até o quilômetro 6
Os ocupantes do veículo perceberam a presença da polícia. Em seguida, atiraram contra os agentes e fugiram. Dessa forma, a perseguição policial em Marabá seguiu pela BR-230, com a participação de várias viaturas e de policiais militares em motocicletas.
O acompanhamento se estendeu até a região comercial do quilômetro 6. Ali, os agentes conseguiram alcançar, cercar e abordar os suspeitos. Ainda conforme o relato policial, os cinco ocupantes do carro voltaram a atirar contra os militares nesse ponto. Os policiais revidaram.
Um suspeito e um soldado feridos
Durante o confronto, um dos envolvidos foi atingido por disparos, segundo as autoridades. Identificado como Jean Kauan, ele foi baleado na região da cabeça. A equipe o encaminhou ao Hospital Municipal de Marabá. Até o registro do boletim, ele permanecia internado, e o estado de saúde não havia sido informado.
Um policial militar identificado como soldado Jânio também foi atingido. O disparo acertou a mão esquerda do agente. Portanto, ele foi levado ao Hospital Regional de Marabá, onde estava em situação estável. Duas motocicletas usadas pela guarnição Águia sofreram danos na troca de tiros. Uma delas teve o tanque perfurado e o manete de embreagem quebrado. A outra ficou com o manete danificado. Segundo o relato policial, uma dessas motocicletas era pilotada pelo soldado ferido.
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Presos apresentados na 21ª Seccional
Após o cerco e o controle da situação, os suspeitos foram contidos e algemados. Em seguida, a guarnição levou o grupo para a 21ª Seccional Urbana de Marabá. Ali, os detidos passaram pelos procedimentos cabíveis.
O boletim registra os nomes de Levis Ryan Morais Silva Rodrigues, Thiago Espedito Santana da Silva, José Gabriel Bento Vieira, Vinícius Ivan Pereira Lima e Vinícius Gabriel Oliveira Branca. Além deles, um envolvido permaneceu internado no Hospital Municipal. Vale registrar que o número de presos divulgado e a relação de nomes do documento apresentam divergência. A corporação ainda não esclareceu esse ponto.
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Três armas e substância apreendidas
A polícia apreendeu três armas de fogo na abordagem. São elas: uma pistola supostamente de calibre 9 milímetros, outra de .40 e um revólver .38. Além disso, os agentes recolheram carregadores, munições intactas e deflagradas dos três calibres.
Os policiais também apreenderam três aparelhos celulares. Junto com o material, havia um pacote contendo substância semelhante à cocaína. Todo o conjunto deverá passar por perícia. Ou seja, a confirmação das características só virá com o laudo técnico.
Suspeita de facção e de tribunal do crime
Informações repassadas à guarnição pelo 1º Batalhão de Missões Especiais apontam outro elemento. Segundo esses dados, os envolvidos seriam integrantes do Primeiro Comando da Capital, o PCC. A polícia também trabalha com uma hipótese sobre a origem do episódio.
Conforme a apuração inicial, os disparos no campo do Xaxurica podem estar ligados a um suposto tribunal do crime. Contudo, essa linha ainda depende de investigação. Nenhum dado oficial confirmou a motivação até o fechamento desta matéria.
Uma perseguição policial em Marabá com essa dimensão expõe o alcance do confronto em área urbana. O episódio aconteceu em horário de movimento, numa rodovia federal que corta a cidade. Por isso, o caso deve seguir sob acompanhamento da Polícia Civil e do Ministério Público.
