Publicado em 19/08/2026 às 06:28 | Atualizado 19/08/2026 às 06:28 por felipetommyreal
Ausência do vereador no ato em Santarém expõe tensão após nomeação da filha dele no gabinete de Alessandra Haber
A ausência do vereador JK do Povão na carreata de Daniel Santos, em Santarém, virou o assunto do dia no oeste do Pará. Assim, o racha entre Daniel Santos e o vereador saiu dos bastidores e chegou à rua. O nome apontado como principal aliado do ex-prefeito na região não subiu ao palanque. Além disso, ele não apareceu em nenhum momento da agenda.
O clima de tensão chamou a atenção de quem acompanhou a passagem da campanha pela cidade. Lideranças locais leem o gesto como recado político direto. Por isso, o episódio acabou rendendo mais repercussão que a própria carreata. Até o fechamento desta matéria, nenhum dos dois havia explicado publicamente o distanciamento.
O peso dos cargos e a nomeação em Brasília
O afastamento aparece logo depois da repercussão em torno da nomeação da filha de JK do Povão. O gabinete da deputada federal Alessandra Haber, esposa de Daniel Santos, recebeu a indicação. Ou seja, o acordo político no oeste do Pará passou por um cargo em Brasília. Adversários passaram a tratar o caso como loteamento de cargos públicos.
O uso de gabinetes federais e de estruturas municipais como moeda de troca não é novidade na política paraense. Contudo, a exposição pública do caso mudou o cálculo dos dois lados. Para lideranças da região, dividir o mesmo palanque virou risco eleitoral imediato. Dessa forma, a distância vista nas ruas de Santarém funciona como blindagem para ambos.
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Mudança de discurso e desgaste com o eleitorado
JK do Povão construiu a própria imagem com discurso contra privilégios e contra o velho toma lá dá cá. No entanto, a aliança com Daniel Santos passou a cobrar um preço alto. O nome do vereador agora circula ligado ao mesmo tipo de acordo que ele criticava no microfone. Consequentemente, parte da base dele questiona a coerência do discurso de renovação.
O silêncio diante das denúncias também pesa nessa conta. Eleitores cobram posição clara nas redes sociais do vereador. Por outro lado, um rompimento formal sairia caro em plena pré-campanha, sobretudo pelo tamanho da estrutura estadual. Assim, o racha entre Daniel Santos e JK do Povão segue sem confirmação oficial, mas já ocupa a conversa pública em Santarém.
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O impacto no oeste do Pará
Santarém é a maior cidade do oeste paraense e peça central em qualquer projeto estadual. Por isso, um palanque esvaziado ali tem leitura imediata. Daniel Santos precisa de nomes locais fortes para disputar votos fora da região metropolitana de Belém. Sem JK do Povão, essa estrutura no Baixo Amazonas fica visivelmente menor.
A expansão do ex-prefeito pelo interior sempre dependeu de acomodação de aliados em cargos e gabinetes. Entretanto, o modelo mostra sinais de desgaste antes mesmo do início oficial da disputa. Cada nova denúncia enfraquece o argumento de renovação apresentado no discurso. Além disso, aumenta a pressão sobre quem ainda caminha ao lado do grupo.
O que ainda precisa ser esclarecido
Três pontos seguem em aberto neste momento. Primeiramente, não há explicação oficial para a ausência do vereador no ato de Santarém. Em seguida, falta saber qual função a filha dele exerce no gabinete em Brasília e desde quando. Por fim, nenhum dos grupos confirmou rompimento formal da aliança.
O Portal Felipe Tommy solicita posicionamento às assessorias dos envolvidos. O espaço permanece aberto para manifestação de todas as partes citadas. Portanto, qualquer resposta será publicada na íntegra, sem edição. Enquanto isso, o racha entre Daniel Santos e JK do Povão continua tratado como fato político consumado por lideranças do oeste do Pará.
