Lula defende Moraes

Lula defende Moraes após sanção e critica interferência dos EUA

Internacional Política
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Publicado em 31/07/2025 às 06:05 | Atualizado 30/07/2025 às 12:05 por felipetommyreal


Presidente reage à Lei Magnitsky aplicada por Trump e repudia tarifa de 50% sobre exportações brasileiras

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se manifestou nesta quarta-feira (30) em resposta às recentes ações do ex-presidente dos EUA, Donald Trump. Lula defende Moraes após o ministro do STF ser alvo da Lei Magnitsky, e classifica como “inaceitável” a interferência norte-americana na Justiça brasileira. A medida de Trump também incluiu a assinatura de um decreto que impõe tarifa extra de 40% sobre produtos brasileiros, além da taxa linear de 10% já vigente. Com isso, a carga tributária total chega a 50%.

Interferência internacional e soberania nacional

O governo brasileiro divulgou nota oficial reafirmando a soberania do país, o respeito aos direitos humanos e a independência entre os Poderes. Para o Planalto, a atitude dos EUA representa afronta à democracia brasileira.

“É inaceitável a interferência do governo norte-americano na Justiça brasileira”, afirma o comunicado oficial.

Segundo Lula, o Brasil não tolera pressões externas motivadas por interesses políticos e defende o direito de seu Judiciário agir com autonomia.

Apoio ao ministro Alexandre de Moraes

A nota também expressa solidariedade ao ministro Alexandre de Moraes, que sofreu sanções sob justificativas políticas. Para o governo, as medidas foram motivadas por parlamentares brasileiros alinhados a Trump. Lula defende Moraes ao afirmar que “qualquer tentativa de enfraquecer o Poder Judiciário representa uma ameaça direta à democracia”.

Rejeição ao uso político de medidas comerciais

O governo considerou “injustificável” o uso de questões políticas para embasar tarifas contra exportações brasileiras. A crítica é direta à decisão de Trump de aplicar a Lei Magnitsky. O Planalto relembra que o Brasil tem acumulado déficit comercial com os EUA e que tal atitude prejudica a relação histórica entre os dois países.

Defesa dos interesses nacionais

A nota afirma que o Brasil seguirá negociando com os EUA, mas não abrirá mão de instrumentos legais de defesa nacional. Também sinaliza que já avalia os impactos econômicos das medidas anunciadas por Trump. Segundo o comunicado, o governo iniciará ações para proteger trabalhadores, empresas e famílias afetadas.

Denuncia

Portal Felipe Tommy segue acompanhando o caso e está aberto para divulgar o posicionamento dos envolvidos.