Publicado em 16/05/2026 às 5:00 | Atualizado 16/05/2025 às 5:00 por felipetommyreal
Prefeito de Parauapebas propõe redução de gratificações de servidores e cria cobrança que pesa no bolso dos moradores.
O prefeito Aurélio Goiano encaminhou à Câmara Municipal de Parauapebas um conjunto de medidas severas. Esse projeto de lei gera forte reação nos bastidores políticos.
As propostas preveem cortes profundos em benefícios, gratificações e adicionais de várias categorias. Além disso, o governo cria e amplia novas cobranças fiscais.
O polêmico pacote de Aurélio Goiano atinge diretamente o bolso da população local. A criação da taxa de lixo lidera as principais reclamações dos moradores.
As minutas apresentadas pelo governo municipal incluem mais de dez alterações legislativas. Críticos e servidores chamam o conjunto de “pacote de maldades”.
Cortes profundos nos direitos dos servidores públicos
O projeto reduz em até 50% as gratificações de várias áreas essenciais. A medida afeta fiscais de controle ambiental e fiscais de urbanismo.
Profissionais da vigilância sanitária também perderão valores expressivos com a nova lei. O texto altera a antiga e importante Gratificação de Risco.
A educação municipal sofrerá um forte impacto financeiro com as mudanças propostas. O governo altera o plano de carreira e diminui benefícios do magistério.
Professores de escolas de tempo integral perderão parte da sua gratificação atual. Docentes que atuam em unidades prisionais também terão cortes significativos.
O estatuto dos servidores públicos passará por uma reformulação técnica profunda. A prefeitura quer readequar a base de cálculo do adicional de insalubridade.
Essa readequação reduzirá os valores pagos para trabalhadores expostos a riscos. Guardas municipais e agentes de trânsito também aguardam o resultado com muita apreensão.
Aumento de impostos e despesas para a população
Para o cidadão comum, o impacto financeiro será imediato e muito pesado. O executivo institui a Taxa de Manejo de Resíduos Sólidos Urbanos.
A nova taxa de lixo virá cobrada mensalmente na conta de água. O governo estima arrecadar cerca de 30 milhões de reais por ano.
Outra mudança importante substitui a antiga Contribuição de Iluminação Pública (CIP). A nova taxa financiará sistemas de monitoramento e segurança urbana.
Essa alteração aumentará o valor cobrado dos moradores em um terço. A prefeitura projeta arrecadar mais 10 milhões de reais anuais com isso.
O Código Tributário Municipal sofrerá alterações severas nas suas alíquotas gerais. O governo reajusta os valores do IPTU e do imposto sobre imóveis.
O imposto sobre transmissão de bens (ITBI) subirá para 3% no registro. Comerciantes e famílias locais enfrentarão um cenário financeiro muito difícil.
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Contradição política e excesso de cargos comissionados
A proposta levanta sérios questionamentos sobre a verdadeira realidade da gestão pública. Milhares de cargos comissionados continuam ocupados por assessores e aliados políticos.
Muitos desses contratados recebem salários altíssimos dos cofres públicos municipais. Centenas de assessores preenchem gabinetes sem critérios técnicos claros de eficiência.
Existe uma contradição evidente na postura do atual gestor de Parauapebas. O governo mantém uma estrutura pesada de cargos políticos de confiança.
Por outro lado, a gestão retira direitos conquistados pelos trabalhadores concursados. A prefeitura joga o preço da crise nas costas do cidadão comum.
O pacote de Aurélio Goiano tramitou inicialmente de forma silenciosa e interna. O material circulou apenas em grupos restritos da base governista municipal.
Os vereadores aliados receberam o texto para uma apreciação inicial reservada. O prefeito ainda não protocolou oficialmente o documento na mesa da Câmara.
O conteúdo pode sofrer modificações pontuais antes da votação em plenário. Vereadores da base governista enfrentam grande pressão popular para barrar as medidas.

O Portal Felipe Tommy segue acompanhando o caso e está aberto para divulgar o posicionamento dos envolvidos.
