Operação Escudo Feminino Parauapebas

Operação Escudo Feminino Parauapebas prende suspeito de cárcere privado

Polícia Regional
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Publicado em 23/06/2026 às 05:50 | Atualizado 23/06/2026 às 05:50 por felipetommyreal


Vítima foi encontrada debilitada, ferida e presa há uma semana; operação já soma mais de 100 prisões e 4,8 mil mulheres atendidas no Pará.

A Operação Escudo Feminino Parauapebas registrou mais uma prisão expressiva nesta segunda-feira (22). O homem suspeito de manter a ex-companheira em cárcere privado no município foi localizado e preso pela Polícia Civil após diligências iniciadas na semana passada. A vítima havia sido encontrada ainda na sexta-feira (19), durante a terceira fase da operação, em condições descritas pelas autoridades como desumanas: debilitada, ferida e impedida de deixar o imóvel havia aproximadamente uma semana.

O caso chocou as autoridades e a população do Pará. A família da vítima estava há dias sem qualquer notícia sobre seu paradeiro. Portanto, a descoberta durante as ações de fiscalização e acompanhamento de medidas protetivas da operação foi fundamental para salvar a mulher de uma situação de risco extremo. O suspeito havia fugido após o resgate da vítima, mas não conseguiu escapar das diligências da Polícia Civil de Parauapebas.

A voz da governadora e o peso da prisão

A governadora Hana Ghassan foi direta ao comentar o caso e celebrar a prisão do suspeito. Ela classificou a situação como absurda e inaceitável, descrevendo as condições em que a vítima foi encontrada: num quarto imundo, ferida e em estado de debilitação física. Segundo ela, os policiais encontraram a mulher presa na casa do criminoso em condições que não deixam margem para qualquer tolerância.

Em seguida, a governadora reiterou que havia anunciado publicamente que o suspeito seria preso e que a promessa foi cumprida. Ela parabenizou os policiais civis responsáveis pela localização e captura do homem e reforçou que a Operação Escudo Feminino continuará em funcionamento. Além disso, deixou um recado claro: no Pará, agressor de mulher não terá paz enquanto as forças de segurança estiverem mobilizadas.

O que é a Operação Escudo Feminino e como ela funciona

Coordenada pela Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social do Pará, a Operação Escudo Feminino reúne ações integradas das forças de segurança e da rede de proteção estadual. Seu objetivo central é ampliar o acompanhamento de mulheres em situação de violência, reforçar o cumprimento das medidas protetivas e responsabilizar autores de crimes em todos os 144 municípios do estado.

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O secretário de Segurança Pública, coronel PM Ed-Lin Anselmo, destacou que os resultados das três fases demonstram o fortalecimento da política permanente de enfrentamento à violência contra a mulher no Pará. Dessa forma, a operação não é um esforço pontual, mas parte de uma estratégia contínua de mobilização de todos os órgãos de segurança para prevenir, acolher e garantir resposta rápida às vítimas em todo o estado.

Leia também abaixo.

Os números das três fases da operação

Os resultados acumulados nas três etapas da Operação Escudo Feminino Parauapebas e no restante do estado são expressivos. A primeira fase, realizada em abril, resultou em 23 prisões e 2.602 mulheres atendidas em 121 municípios paraenses. As ações incluíram visitas de proteção, fiscalização de medidas protetivas e atendimento especializado às vítimas.

Já a segunda etapa, realizada em maio, registrou 41 prisões e ampliou o alcance das ações integradas para todas as regiões do estado. Somadas as duas primeiras fases, foram contabilizadas 64 prisões e mais de 3,6 mil mulheres atendidas. A terceira fase, encerrada na sexta-feira (19), acrescentou 40 prisões e 1.152 mulheres atendidas, além do reforço às ações de fiscalização e monitoramento.

Tecnologia e integração a serviço da proteção

A terceira fase da operação também contou com monitoramento em tempo real pelo Centro Integrado de Comando e Controle. Igualmente, a Polícia Científica realizou 51 procedimentos periciais durante a etapa, e a Secretaria de Administração Penitenciária acompanhou os monitorados eletronicamente. Consequentemente, a operação vai além das prisões e cria um sistema de proteção amplo e tecnologicamente estruturado.

Finalmente, com os resultados das três fases somados, a Operação Escudo Feminino ultrapassou a marca de 100 prisões e cerca de 4,8 mil mulheres atendidas em todo o Pará. Visto que a governadora já anunciou a continuidade da operação, o estado sinaliza que o combate à violência contra a mulher seguirá como prioridade de segurança pública. Sobretudo, o caso de Parauapebas demonstra que a integração entre as forças de segurança é capaz de resgatar vítimas e responsabilizar agressores mesmo nas situações mais graves.

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