Publicado em 03/07/2026 às 01:47 | Atualizado 03/07/2026 às 01:47 por felipetommyreal
Pré-candidato apresenta programa Plantar o Futuro e propõe integração entre agronegócio e pequeno produtor como estratégia de desenvolvimento.
O debate sobre o desenvolvimento do Pará ganhou um novo texto com as propostas de Júnior do Macre para a agricultura familiar. Em artigo de opinião intitulado Não é dividir o agro. É completar o Pará, o pré-candidato e idealizador do programa Plantar o Futuro apresenta sua visão sobre o papel do pequeno produtor no crescimento econômico do estado. Para ele, fortalecer a agricultura familiar não significa opor-se ao agronegócio, mas completá-lo.
O texto reconhece a importância do grande agronegócio, da mineração, da indústria e da logística para a economia paraense. Segundo Macre, esses setores contribuíram para posicionar o Pará entre as maiores economias do país. Portanto, o desafio atual não é reduzir a força do grande produtor, mas criar condições para que o pequeno agricultor também participe de forma competitiva da geração de riqueza.
O Pará entre as maiores economias do Norte
O artigo cita dados econômicos relevantes sobre o estado. O Pará registrou Produto Interno Bruto de R$ 254,55 bilhões em 2023, tornando-se a maior economia da Região Norte. Além disso, o estado lidera a produção nacional de açaí, cacau e dendê, demonstrando o potencial do setor agropecuário paraense.
Contudo, Júnior do Macre aponta que grande parte dos pequenos produtores ainda enfrenta dificuldades estruturais sérias. Entre os problemas listados estão a falta de assistência técnica, o acesso limitado ao crédito orientado, a infraestrutura precária, as dificuldades de comercialização e a pouca agregação de valor à produção. Consequentemente, esse conjunto de obstáculos impede que o pequeno produtor explore todo o seu potencial produtivo.
O modelo integrado proposto por Macre
Para Júnior do Macre para a agricultura familiar, políticas voltadas apenas ao financiamento ou à entrega de equipamentos não são suficientes. Ele defende um modelo integrado e abrangente. Esse modelo inclui assistência técnica permanente, educação profissional, mecanização adaptada, acesso à internet, fortalecimento de cooperativas, agroindustrialização e garantia de mercado para a produção.
Além disso, o artigo destaca a necessidade de incentivar a permanência dos jovens no campo. Para Macre, a sucessão rural depende da ampliação da oferta de educação técnica. Igualmente, a incorporação de tecnologias de gestão e comercialização nas propriedades familiares é essencial para modernizar o setor sem afastar a nova geração do campo.
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O programa Plantar o Futuro e suas etapas
Como proposta concreta, Júnior do Macre apresenta os princípios do programa Plantar o Futuro. A iniciativa busca estruturar cadeias produtivas a partir das vocações econômicas de cada região do Pará. As etapas previstas incluem mapeamento territorial, organização dos produtores, capacitação técnica e acesso ao crédito assistido.
Em seguida, o programa prevê o fortalecimento das cooperativas, a implantação de agroindústrias e a celebração de contratos de comercialização. Dessa forma, cada elo da cadeia produtiva receberia apoio estruturado, e não apenas recursos pontuais. Sobretudo, o programa defende que cada região paraense receba políticas específicas de acordo com suas características produtivas.
Propostas por região e a visão de complementaridade
O artigo traz exemplos concretos de propostas regionais. No Baixo Tocantins, o programa fortaleceria as cadeias do açaí e da mandioca. No Xingu, o foco seria no cacau e na agrofloresta. No Marajó, a proposta passa pela bubalinocultura e pelo turismo. Por fim, na região de Carajás, Macre defende a diversificação econômica e a qualificação de fornecedores locais.
Na conclusão do artigo, Júnior do Macre retoma a tese central da Júnior do Macre agricultura familiar como potência sem estrutura. Para ele, o grande produtor leva o Pará para o mundo, enquanto o pequeno faz a renda circular dentro do estado. Portanto, os dois modelos têm papéis complementares e não excludentes. Atualmente, a proposta de Macre posiciona o tema do desenvolvimento rural integrado no centro do debate político paraense para 2026.
