Publicado em 18/08/2026 às 10:41 | Atualizado 18/08/2026 às 10:41 por felipetommyreal
Nycolas de Oliveira Barros, de 15 anos, morreu após disparo de policial na Agrovila Nova Jerusalém
Um adolescente de 15 anos morreu durante uma intervenção da Polícia Militar em Canaã dos Carajás. O caso aconteceu na noite deste domingo, 16 de agosto, na Agrovila Nova Jerusalém. A guarnição atendeu a ocorrência nas proximidades da Escola Luís Carlos Prestes. A PM identificou a vítima como Nycolas de Oliveira Barros.
Segundo a corporação, o adolescente estava com um revólver calibre 38. Os militares afirmam que ele apontou a arma contra a guarnição. Por isso, um dos policiais efetuou disparos. Toda a descrição da dinâmica parte do relato registrado pela própria Polícia Militar.

Denúncia apontava pessoa armada em frente a uma residência
De acordo com o registro policial, uma guarnição fazia rondas pela localidade. Por volta das 21h10, os militares receberam a informação de que havia uma pessoa armada no local. O aviso citava um revólver e indicava o endereço, em frente a uma residência.
A mesma denúncia trazia outra afirmação. Segundo ela, o adolescente poderia ter envolvimento em um homicídio ocorrido em Canaã dos Carajás no dia 14 de agosto. Contudo, essa informação ainda não passou por confirmação oficial. Ou seja, trata-se de suspeita repassada à guarnição, e não de conclusão de inquérito.
Diante do chamado, os policiais pediram apoio de uma segunda viatura. Em seguida, as duas equipes seguiram até o endereço informado.
PM afirma que o jovem apontou a arma para os policiais
Ainda conforme a versão apresentada pela corporação, o adolescente percebeu a chegada das viaturas. Ele correu e entrou em uma residência. Os policiais fizeram o acompanhamento e também entraram no imóvel.
Dentro da casa, segundo o relato, o jovem segurava um revólver. Os militares dizem que deram ordem para ele largar a arma. No entanto, afirmam que o adolescente esboçou reação e apontou o revólver na direção da equipe. Nesse momento, um dos policiais atirou e o atingiu.
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Falha de sinal fez o socorro sair na própria viatura
Depois dos disparos, os policiais tentaram acionar o Samu. Contudo, segundo o relato, enfrentaram dificuldade com o sinal de telefone na região. Dessa forma, a equipe decidiu levar o adolescente na própria viatura.
Os militares seguiram até o Hospital Municipal de Canaã dos Carajás. Na unidade de saúde, a equipe médica constatou a morte. O adolescente morto em Canaã dos Carajás tinha 15 anos e morava na região da agrovila.
A Agrovila Nova Jerusalém fica na zona rural do município. A localidade concentra moradias, comércio pequeno e uma escola municipal. Atualmente, a falha de cobertura de telefonia é um problema conhecido na área. Esse ponto, inclusive, aparece no próprio registro da ocorrência.
Revólver apreendido tinha munições percutidas
A PM informou que apreendeu um revólver calibre 38 com o adolescente. A arma estava carregada com três munições intactas. Além disso, duas delas apresentavam sinais de terem sido percutidas. O registro também identificou e relacionou a arma usada pelo policial durante a ocorrência.
Esse detalhe costuma pesar na perícia. Munição percutida indica tentativa de disparo. Por isso, o exame técnico das duas armas tende a ser decisivo para o inquérito.
Caso segue como morte por intervenção legal
A polícia classificou a ocorrência como morte por intervenção legal de agente do Estado. Essa categoria vale para os casos em que o policial tira a vida de alguém durante atuação em serviço. O caso, portanto, passa por procedimentos próprios de investigação.
Na prática, o inquérito precisa apurar toda a dinâmica. A perícia examina as armas, os disparos e o local. Além disso, o Ministério Público acompanha o procedimento como fiscal da lei.
Casos com adolescentes exigem cuidado extra na apuração. O Estatuto da Criança e do Adolescente prevê proteção específica a menores de 18 anos. Consequentemente, órgãos de defesa de direitos costumam acompanhar ocorrências desse tipo.
O que ainda precisa ser esclarecido
A versão conhecida até agora vem de uma única fonte. Todos os detalhes da dinâmica constam do relato da própria Polícia Militar. Por isso, o resultado da perícia é o que vai confirmar ou contestar essa descrição.
Três pontos seguem em aberto. Primeiro, quantos disparos o policial efetuou. Segundo, a distância entre o militar e o adolescente morto em Canaã dos Carajás. Por fim, se havia outras pessoas dentro da residência no momento da ação.
Até a publicação desta matéria, a família do jovem não se manifestou publicamente. O Portal Felipe Tommy segue apurando o caso. Assim que houver nova informação oficial, atualizaremos este texto.
