Falta de servidores e de transporte escolar levou pais e equipe a interromper as aulas na escola, em assembleia.
A Escola Mário Lago paralisada virou o retrato mais recente da crise na rede municipal de Parauapebas. Pais, professores e servidores se reuniram em assembleia nesta quinta-feira, dia 3 de setembro. Juntos, decidiram interromper as atividades na Escola Municipal Mário Lago, na comunidade da VS 10.
O motivo, segundo os presentes, é a falta de servidores de apoio: agentes de serviços gerais, merendeiras e vigias. Além disso, pesa a insuficiência do transporte escolar, que não atende a maioria das crianças matriculadas. O Sintepp Parauapebas acompanhou a reunião e cobra uma resposta imediata da Secretaria Municipal de Educação, a Semed.
Quadro de servidores não acompanha a demanda
A unidade tem apenas duas agentes de serviços gerais para limpar trinta salas de aula. Ao todo, a escola atende 1.400 estudantes todos os dias. Por isso, a categoria considera o quadro atual insuficiente para o tamanho da escola.
A merenda também sofre com a falta de mão de obra. A cozinha conta com quatro merendeiras para toda a unidade. A segurança do prédio depende de um único vigia por turno de 24 horas. Segundo o Sintepp, a sobrecarga está adoecendo os servidores, que descrevem a rotina como um regime próximo da escravidão. Consequentemente, o trabalho pedagógico dos professores também fica comprometido.
Transporte escolar insuficiente aprofunda a crise
Cerca de 90% dos estudantes matriculados na Escola Mário Lago dependem do transporte escolar para chegar às aulas. Contudo, a comunidade afirma que a frota não atende toda a demanda da VS 10. Sem transporte suficiente, muitas crianças simplesmente não conseguem chegar à escola.
O caso não é isolado. Em 2025, a Prefeitura de Parauapebas gastou mais de trinta milhões de reais com transporte escolar. Mesmo assim, famílias ainda relatam ônibus que não passam e rotas insuficientes. Na sessão da Câmara Municipal do dia 1º de setembro, a própria secretária de Educação, Maura Paulino, prometeu uma solução para a semana seguinte. A Escola Mário Lago paralisada mostra que o problema segue sem solução definitiva.
A dificuldade de estrutura também não é exclusiva dessa unidade. Em agosto, a Escola Professor Serafim Fernandes já havia registrado reclamações sobre a merenda escolar. Dessa forma, os dois casos indicam um problema mais amplo de manutenção do quadro de apoio na rede municipal.
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Sintepp cobra providências urgentes da Semed
O Sintepp esteve presente na assembleia e reforçou a pauta da categoria junto à comunidade. O sindicato exige que a Semed tome uma providência urgente para o retorno das aulas. Para a entidade, a secretaria também precisa garantir o direito dos estudantes à educação.
Segundo o sindicato, a categoria pede três medidas objetivas. A primeira é a contratação imediata de mais agentes de serviços gerais. A segunda é o reforço da equipe de merendeiras e vigias. A terceira é a garantia de transporte para todos os alunos que dependem do serviço. Enquanto essas providências não saem, pais e servidores mantêm a paralisação na Escola Mário Lago.
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Diante da paralisação, pais e servidores esperam um posicionamento rápido da Prefeitura de Parauapebas. Enquanto isso, a rotina de 1.400 alunos segue interrompida. O Portal Felipe Tommy procurou a Semed para saber quando as aulas devem ser retomadas. Também perguntou como será o reforço no quadro de apoio.
Até a publicação desta matéria, a secretaria não havia respondido. Assim, o caso da Escola Mário Lago paralisada expõe, mais uma vez, o desafio da rede municipal. A prefeitura precisa garantir estrutura mínima para os funcionários e para o transporte dos alunos.
Para a comunidade da VS 10, a paralisação é o último recurso depois de meses de reclamação sem resposta efetiva. Por fim, a redação segue acompanhando o caso. O portal atualiza a matéria assim que a Semed se manifestar ou as aulas voltarem.
