violência doméstica em Parauapebas

Mulher denuncia violência doméstica em Parauapebas e ex é detido

Polícia Regional
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Vítima relata que o ex-marido arrombou uma janela, voltou horas depois e a agrediu; ele foi detido em flagrante

Uma mulher procurou a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) para denunciar mais um caso de violência doméstica em Parauapebas. Ela registrou a ocorrência no domingo, 30 de agosto de 2026. Conforme o relato, o ex-marido invadiu a casa dela duas vezes no mesmo dia. Além disso, ele a teria agredido fisicamente.

A vítima identificou o denunciado como Zenildo da Silva Brito. Os dois viveram juntos por quatro anos. Atualmente, o casal está separado há cerca de um mês. No entanto, segundo a denúncia, ele não aceitou o fim do relacionamento.

Ameaças começaram logo após a separação

De acordo com o registro, as ameaças começaram poucos dias depois do rompimento. A mulher afirma que o ex-companheiro passou a ameaçá-la de morte. Ele também teria dito que mataria o atual namorado dela.

O caso chega ao fim de agosto, mês voltado à conscientização e ao combate à violência contra a mulher. A campanha Agosto Lilás mobiliza órgãos públicos em todo o país. Mesmo assim, os registros de violência doméstica em Parauapebas continuaram durante o período.

Invasão pela manhã e retorno no fim da tarde

Por volta das 7 horas de domingo, o homem teria arrombado uma janela do imóvel. Em seguida, entrou na casa e fez novas ameaças, conforme o relato da vítima. Ela então conseguiu ligar para a irmã de Zenildo. A parente foi até o endereço e o levou embora.

O caso, porém, não terminou ali. A Guarda Municipal recebeu um novo chamado por volta das 18h15. O motivo foi o retorno do suspeito à residência. Quando os agentes chegaram, contudo, ele já havia deixado o imóvel.

Aos guardas, a mulher relatou que sofreu agressão física do ex-marido naquele segundo encontro. Diante disso, a equipe iniciou buscas pela região.

Guarda localiza o suspeito e Polícia Civil autua em flagrante

Durante as buscas, a Guarda Municipal localizou Zenildo. Os agentes o detiveram em seguida. Depois, encaminharam o homem à Delegacia de Polícia Civil. Lá, a autoridade policial autuou o suspeito em flagrante.

A vítima solicitou medida protetiva de urgência contra o ex-companheiro. Até o momento, contudo, a proteção não foi concedida. Dessa forma, ela segue sem a barreira jurídica prevista na Lei Maria da Penha.

O que a Lei Maria da Penha prevê

A Lei 11.340/2006 criou as medidas protetivas de urgência. Entre elas estão o afastamento do agressor do lar e a proibição de contato com a vítima. O juiz deve analisar o pedido em até 48 horas.

Descumprir a medida também é crime. Desde 2018, a legislação prevê detenção de três meses a dois anos para quem desrespeita a decisão judicial. A lei ainda autoriza a prisão preventiva quando há risco à integridade da mulher. Por isso, o registro da ocorrência é o passo que abre caminho para a proteção.

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Onde denunciar em Parauapebas

A Deam atende os casos de violência doméstica em Parauapebas e funciona como porta de entrada da denúncia. Além dela, a Central de Atendimento à Mulher opera pelo número 180, de graça e 24 horas por dia. Em situação de risco imediato, a orientação é acionar o 190.

A rede de proteção do município reúne ainda a Casa Rosa e a Secretaria Municipal da Mulher. Esses serviços oferecem acolhimento, orientação jurídica e apoio psicológico. Portanto, a mulher em risco não depende apenas da delegacia para pedir ajuda.

Especialistas reforçam que o registro do boletim é decisivo. Sem ele, a Justiça não tem base para conceder a medida protetiva. Por outro lado, cada denúncia formal cria um histórico que pesa nas decisões seguintes. Esse histórico costuma ser decisivo quando o agressor volta a procurar a vítima.

A defesa de Zenildo da Silva Brito não havia se manifestado até a publicação desta matéria. O espaço segue aberto para manifestação.

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