Guilherme Henrique, de 19 anos, estava desaparecido desde domingo; buscas mobilizaram bombeiros e voluntários
Equipes de resgate localizaram o corpo de Guilherme Henrique Lima de Oliveira, de 19 anos, na tarde desta terça-feira (13). O corpo encontrado em Tucuruí estava às margens da praia de Breu Branco, no lago da usina hidrelétrica. O rapaz morava em Jacundá, no sudeste do Pará. Ele estava desaparecido desde o último domingo (11).
O jovem participava de um passeio náutico quando sofreu um acidente. De acordo com as informações divulgadas, ele caiu do jet ski que pilotava. Em seguida, não voltou à superfície. Desde então, o lago virou o centro de uma operação de buscas que mobilizou toda a região.
Mergulhadores e voluntários varreram o lago por três dias
Mergulhadores do Corpo de Bombeiros fizeram o mapeamento estratégico das águas. Primeiramente, a corporação delimitou a área provável do desaparecimento. Depois, as equipes trabalharam em faixas, para cobrir todo o trecho. O método é o mesmo usado em ocorrências de grande profundidade.
A força-tarefa, contudo, não ficou restrita ao contingente oficial. Pescadores, moradores e voluntários entraram na operação com barcos próprios. Esse apoio foi decisivo, visto que essas pessoas conhecem a hidrografia local. Elas sabem onde a correnteza empurra o que cai na água.
As buscas por desaparecido em água parada seguem um protocolo próprio. Primeiramente, as equipes levantam o último ponto em que a vítima foi vista. Em seguida, calculam o raio provável de deslocamento do corpo. Esse trabalho exige tempo, sobretudo em reservatório de grande porte.
Três dias de espera no sudeste do Pará
Durante as buscas, a população acompanhou o caso hora a hora. A expectativa, até a tarde de terça, era de resgate com vida. Por isso, a confirmação do óbito pegou muita gente de surpresa. As margens da praia de Breu Branco ficaram tomadas por parentes e moradores.
O lago de Tucuruí é um dos maiores reservatórios artificiais do país. Ele ocupa uma área de aproximadamente 2.875 quilômetros quadrados. Dessa forma, a extensão do reservatório torna qualquer busca mais demorada. Além disso, há trechos com troncos submersos e profundidade irregular.
Jacundá e Breu Branco são municípios vizinhos no sudeste paraense. Por isso, a mobilização atravessou o limite de uma única cidade. Barcos particulares saíram da margem durante todo o período. Famílias das duas cidades se revezaram no acompanhamento das buscas.
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Comoção em Jacundá e Breu Branco
A confirmação da morte gerou forte comoção nas duas cidades. Nas redes sociais, amigos e colegas publicaram homenagens ao longo da noite. Jacundá, onde ele morava, concentrou a maior parte das manifestações. Municípios vizinhos também registraram mensagens de solidariedade.
O caso se soma a outras ocorrências recentes no mesmo reservatório. Afogamentos durante passeios e pescarias aparecem com frequência no sudeste paraense. Consequentemente, o assunto volta ao debate público a cada período de férias e feriado.
A rotina do lago inclui passeio de lancha, pescaria e banho de praia. Nos fins de semana, as margens recebem moradores de vários municípios. Atualmente, essa movimentação cresce nos meses de estiagem. É quando o nível da água baixa e as praias de areia aparecem.
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Alerta para a segurança nos passeios náuticos
O acidente reacende a cobrança por equipamentos de segurança na bacia do Tucuruí. O colete salva-vidas é obrigatório em embarcações de recreio. No jet ski, inclusive, a legislação exige também o uso do cabo de segurança. Esse cabo desliga o motor quando o piloto cai na água.
A Marinha do Brasil é o órgão que regula a navegação em águas interiores. As normas preveem habilitação específica para o condutor de moto aquática. Além disso, exigem equipamentos obrigatórios a bordo de cada embarcação. O descumprimento gera multa e retenção do veículo náutico.
Na prática, porém, a fiscalização não alcança todos os pontos de lazer do lago. As praias de temporada recebem centenas de pessoas sem controle de acesso. Por fim, especialistas defendem sinalização das áreas de banho e bases de resgate mais próximas. Enquanto isso não avança, a conta continua sendo paga pelas famílias da região.
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