Publicado em 24/08/2026 às 03:25 | Atualizado 24/08/2026 às 03:25 por felipetommyreal
Câmeras flagraram a fuga do suspeito, que teria tentado agredir uma jovem enquanto ela dormia com a mãe e as irmãs.
Um suspeito preso em Parauapebas é apontado por invadir uma casa onde moram apenas mulheres, na madrugada de sábado (22). Segundo a Polícia Civil, ele teria tentado cometer um crime sexual contra uma das moradoras enquanto a família dormia. Câmeras de monitoramento registraram sua fuga pela rua, por volta das 2h52.
As imagens circularam nas redes sociais horas depois do crime. Assim, moradores reconheceram o suspeito e ajudaram a Guarda Civil Municipal a chegar até ele. A prisão aconteceu na tarde deste domingo (23), pouco mais de um dia após a invasão.
Fuga registrada por câmeras de monitoramento
Conforme o relato das vítimas, o homem entrou no imóvel enquanto a mãe e as três filhas, de 11, 16 e 21 anos, dormiam. Ele teria tentado agredir sexualmente uma das jovens. A vítima, porém, reagiu rápido.
Para escapar, ela pulou pela janela do quarto e subiu no telhado da casa. Dessa forma, conseguiu se afastar do agressor e pedir ajuda. A cena assustou o suspeito, que fugiu do local em seguida.
Reação da vítima assustou o suspeito
A Polícia Militar foi acionada ainda durante a madrugada. No entanto, quando a equipe chegou ao endereço, o suspeito já não estava mais no perímetro. Por isso, os investigadores recorreram às câmeras de monitoramento instaladas nas proximidades.
As imagens mostraram um homem correndo pela rua minutos após a invasão. O material, somado aos relatos da família, permitiu à Guarda Civil Municipal montar o perfil do suspeito preso em Parauapebas e sair à procura dele pela cidade. Este é mais um caso em que câmeras particulares, compartilhadas pela vizinhança, ajudaram a polícia a agir com rapidez.
Família diz estar aterrorizada
A mãe das jovens contou que a família está aterrorizada com o que viveu durante a madrugada. Segundo ela, as filhas ficaram profundamente abaladas com a invasão, que descreveu como “um filme de terror”. As três disseram se sentir aterrorizadas mesmo depois da prisão do suspeito.
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Testemunhas do caso compareceram à Delegacia de Polícia Civil de Parauapebas para prestar depoimento. Além disso, os relatos das vítimas e os registros das câmeras compuseram o conjunto de provas usado para justificar a prisão.
Como a lei enquadra invasão e crime sexual
A invasão de domicílio durante a noite é crime previsto no artigo 150 do Código Penal, mesmo sem violência consumada. Além disso, a tentativa de crime sexual pode ser enquadrada nos artigos 213 e 217-A, conforme a idade da vítima e as circunstâncias apuradas pela investigação.
Em casos como esse, a perícia e o depoimento das vítimas são decisivos para o indiciamento. Por isso, a Polícia Civil costuma manter sigilo sobre o andamento do inquérito até a conclusão das primeiras diligências.
Como denunciar suspeitas de violência sexual
Vítimas ou testemunhas de crimes sexuais podem denunciar pelo Disque 180, serviço nacional que funciona 24 horas e permite denúncia anônima. Em Parauapebas, também é possível procurar diretamente a 20ª Seccional de Polícia Civil ou acionar a Polícia Militar pelo número 190.
Especialistas em segurança pública recomendam reforçar travas, sensores e iluminação externa em residências, principalmente onde moram apenas mulheres. Contudo, nenhuma medida substitui a resposta rápida das forças policiais diante de uma invasão em andamento.
Polícia Civil ainda não detalha o caso
A Polícia Civil não informou, até o momento, qual foi o procedimento adotado em relação ao suspeito preso em Parauapebas. O órgão também não esclareceu se ele será mantido sob custódia ou se pode responder ao processo em liberdade.
O caso segue sob investigação da 20ª Seccional de Polícia Civil de Parauapebas. Portanto, novos detalhes devem surgir com o avanço do inquérito. O Portal Felipe Tommy solicitou posicionamento oficial da corporação e vai atualizar esta matéria assim que houver resposta.
O Portal Felipe Tommy vai acompanhar os próximos passos do processo e ouvir a defesa do suspeito assim que ela for constituída. A expectativa é de que a Justiça se manifeste sobre a prisão nos próximos dias.
