Publicado em 24/08/2026 às 06:05 | Atualizado 24/08/2026 às 06:05 por felipetommyreal
Toni Cunha diz que a mineradora descumpre termo firmado no Ministério Público para manter a via de Itainópolis
O prefeito de Marabá critica a Vale e acusa a mineradora de não cumprir um acordo. A cobrança tem um alvo específico: a manutenção da estrada para Itainópolis. Toni Cunha usou as redes sociais para tornar pública a reclamação. Segundo ele, a empresa assumiu o compromisso e não entregou o serviço.
A publicação subiu no perfil do prefeito no Instagram. Nela, Toni Cunha afirma que o acordo foi firmado diante do Ministério Público. Além disso, ele sustenta que a própria mineradora contribui para a degradação da via. Por isso, o tom da mensagem passou da cobrança para a acusação direta.
O que Toni Cunha escreveu
A frase mais dura apareceu logo na abertura do texto. “A empresa VALE é uma grande vergonha!! Não paga o que deve na plenitude e não cumpre o mínimo de suas obrigações”, escreveu o prefeito.
Em seguida, ele detalhou a acusação sobre a estrada. “Não cumprem nada!!! Fizeram um termo para manter a estrada para Itainópolis, que eles mesmos destroem, e não cumprem. VERGONHA! Uns abutres do estado do Pará e de Marabá. Vocês não estão lidando com moleques”, completou.
Ao longo do texto, o prefeito de Marabá critica a postura da empresa diante do município. Para ele, quem descumpre compromisso assumido perante o Ministério Público tende a repetir a conduta com a população. Dessa forma, ele resumiu a situação em uma frase: “Se não cumprem acordos feitos em frente ao MP, imagine com o povo”.
O termo citado pelo prefeito
A publicação não informa a data do termo nem o número do procedimento. Também não detalha qual órgão do Ministério Público acompanhou o acordo. Portanto, esses pontos seguem sem confirmação oficial.
De modo geral, compromissos assumidos perante o Ministério Público têm efeito prático forte. Quando são formalizados como termo de ajustamento de conduta, ganham força de título executivo. Ou seja, o descumprimento pode ser cobrado diretamente na Justiça. No caso de Marabá, contudo, não há confirmação pública sobre o formato do documento.
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A estrada para Itainópolis
O prefeito não informou a extensão do trecho nem o prazo previsto no documento. Mesmo assim, ele foi direto ao apontar o responsável pelo desgaste da via. Segundo Toni Cunha, a empresa destrói justamente a estrada que deveria manter.
Estradas vicinais em áreas de mineração costumam concentrar tráfego pesado. Por isso, acordos de manutenção entre empresas e prefeituras são comuns na região de Carajás. Esse tipo de compromisso costuma prever recuperação periódica do leito da via. Entretanto, a fiscalização do cumprimento nem sempre é divulgada.
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Vale não se pronunciou
A reportagem não recebeu manifestação da Vale até o fechamento desta matéria. A empresa não respondeu publicamente às acusações do prefeito. O espaço segue aberto para a resposta. Assim que houver posicionamento, o texto será atualizado.
A prefeitura também não informou se pretende acionar a Justiça. Da mesma forma, não há registro público de notificação formal enviada à mineradora nesta semana. Por enquanto, a cobrança ficou restrita à publicação nas redes sociais.
Histórico de atrito no sudeste do Pará
A relação entre a Vale e as prefeituras da região já produziu outros embates públicos. Em Parauapebas, por exemplo, uma CPI da Mineração discutiu valores devidos pela empresa ao município. A comissão foi suspensa por decisão do Supremo Tribunal Federal. Ou seja, a cobrança de Marabá se soma a um histórico recente de tensão.
O que ainda falta esclarecer
O caso deixa perguntas abertas para os dois lados. Primeiramente, é preciso saber a data e o conteúdo exato do termo. Depois, quais obrigações a empresa assumiu e quais prazos foram fixados.
Outro ponto envolve a frase sobre pagamento. O prefeito acusa a empresa de não pagar “o que deve na plenitude”, mas não especifica a que valores se refere. Enquanto isso, o Ministério Público não informou se acompanha o cumprimento do documento. Por fim, resta saber se haverá cobrança formal na Justiça.
