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Mato alto em Parauapebas após R$ 11 mi gastos em roçagem

Política Regional
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Publicado em 11/07/2026 às 05:29 | Atualizado 11/07/2026 às 05:29 por felipetommyreal


Moradores relatam cobras, risco de atropelamento e medo de malandros enquanto calçadas viram matagal e Prefeitura não responde.

Quase R$ 11 milhões foram gastos com roçagem em Parauapebas em 2026, segundo dados do Portal da Transparência. Contudo, o que os moradores encontram nas ruas conta uma história completamente diferente. As calçadas de vários bairros do município estão tomadas de mato alto, transformando passeios públicos em obstáculos intransitáveis e colocando vidas em risco diariamente.

Para conseguir se deslocar, a população precisa se esquivar da vegetação densa ou descer para a pista de rolamento. Portanto, pedestres disputam espaço diretamente com carros e motocicletas no asfalto, expondo-se a um risco real de atropelamento. A conta, simplesmente, não fecha: o dinheiro saiu dos cofres públicos, mas as calçadas continuam sem roçagem adequada.

Moradores relatam cobras e criminalidade no matagal

O morador Carlos aponta diretamente para o descaso generalizado na região onde vive. Segundo ele, há várias partes do bairro onde é preciso limpar e a Prefeitura precisa agir, pois a vegetação tomou conta de um lado ao outro das calçadas. Além do transtorno à mobilidade, o problema criou um ambiente propício para situações de perigo ainda mais graves.

Uma moradora que usa uma passarela local no fim do dia relatou um episódio alarmante. Ao passar pelo local fazendo caminhada, uma cobra estava exatamente onde a família transita com crianças. Sua neta encontrou o animal ao tentar guardar o carro. Por isso, o medo de acidentes com animais peçonhentos virou parte da rotina de quem mora perto das áreas sem manutenção.

Idosos e crianças no centro do abandono

Dona Marenil, idosa que costuma caminhar diariamente com seus bisnetos, desabafou sobre o medo constante que passou a fazer parte de sua vida. Segundo ela, a idade avançada dificulta a defesa em situações de risco. Além dos animais peçonhentos, ela relata o medo de malandros que a vegetação alta pode esconder nas proximidades.

No Parque dos Carajás, a situação se repete. Luan, que trabalha como chaveiro na região, descreve o trajeto diário para o emprego como uma verdadeira roleta russa. Para ele, não tem como passar pela calçada por causa do mato. A solução é descer para a pista, arriscando a vida todos os dias.

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A conta que não fecha: R$ 11 milhões e o mato que fica

A disparidade entre o valor gasto e a realidade visível nas ruas gerou indignação popular em toda a cidade. Os dados do Portal da Transparência apontam quase R$ 11 milhões desembolsados com serviços de roçagem somente neste ano. Consequentemente, a população questiona para onde foi esse dinheiro, já que o resultado esperado não chegou às calçadas.

Igualmente, a situação levanta questionamentos sobre a fiscalização dos contratos de roçagem. Como é possível que um volume tão expressivo de recursos públicos não resulte em calçadas limpas e seguras? Sobretudo, o descaso afeta os grupos mais vulneráveis: idosos, crianças e pedestres sem alternativa de deslocamento.

Prefeitura silencia diante dos questionamentos

A equipe de reportagem do Portal Felipe Tommy entrou em contato formal com a Prefeitura de Parauapebas. Os questionamentos incluíam a previsão de serviços para as áreas afetadas e esclarecimentos sobre a aplicação dos quase R$ 11 milhões destinados à roçagem em 2026. Entretanto, até o fechamento desta matéria, nenhuma resposta chegou da administração municipal.

Atualmente, o silêncio da gestão diante da gravidade dos fatos permanece inexplicável. Por fim, os cidadãos de Parauapebas cobram o básico: que o dinheiro público se reflita em calçadas limpas, acessíveis e seguras. A pergunta que ecoa em toda a cidade continua sem resposta: onde está indo esse dinheiro?

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