Preço da Revolta Parauapebas

O preço da revolta: a conta que Parauapebas está pagando

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Os 16 meses de gestão e o custo político do voto de protesto em Parauapebas.

O preço de uma conta cara Parauapebas está pagando uma conta cara. Uma conta que não é apenas financeira, mas social e política. É o que eu chamo de o preço da revolta.

Em 2024, vimos um fenômeno claro: 92 mil votos de confiança depositados no atual projeto. Mas precisamos ser honestos na análise: grande parte desses votos não foi ‘a favor’ de um plano de governo sólido, mas ‘contra’ um modelo que dominou a cidade por 16 anos. A população estava exausta de uma gestão anterior que parou no tempo, e essa exaustão abriu portas para discursos eloquentes e promessas que soavam como música para quem estava revoltado.

Da lua de mel à paralisia administrativa

O problema é que a retórica da campanha nem sempre sobrevive à realidade da caneta. Já entramos no 16º mês de gestão. O período de ‘lua de mel’ e de adaptação acabou. O que vemos hoje? Uma saúde em colapso, ruas que se tornaram intrafegáveis e uma paralisia administrativa preocupante. Até agora, o governo não apresentou uma marca própria ou uma entrega de grande relevância.

Na ciência política, existe uma estratégia comum em gestões ineficientes: a terceirização da culpa. Quando falta competência para executar, sobra disposição para apontar o dedo para o passado. Mas o eleitor precisa entender: o passado justifica a revolta, mas não pode ser a eterna desculpa para a falta de resultados no presente.

O custo de um voto baseado no cansaço

Votar de revolta é um direito do cidadão cansado, mas o resultado pode ser amargo. Parauapebas hoje vive o reflexo de uma escolha baseada no cansaço, e não na viabilidade técnica. A pergunta que fica para todos nós é: até quando a herança maldita será usada para esconder a falta de rumo da atual gestão?

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A revolta mudou o comando, mas ainda não mudou a vida do povo. E esse, infelizmente, é o preço que a cidade está pagando agora.

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