Publicado em 05/07/2026 às 19:23 | Atualizado 05/07/2026 às 19:23 por felipetommyreal
Haaland marca dois gols em 10 minutos e encerra o sonho do hexa; Seleção sofre a sexta queda seguida para europeus em mata-matas.
O Brasil eliminado da Copa pelo craque norueguês Erling Haaland escreve um dos capítulos mais dolorosos do futebol brasileiro. No MetLife Stadium, em Nova Jersey, diante de 80.663 torcedores, a Seleção Brasileira foi derrotada por 2 a 1 pela Noruega nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. O sonho do hexa acabou nos pés do centroavante mais temido do planeta.
A derrota representa a sexta queda consecutiva do Brasil para uma seleção europeia em mata-matas de Copa do Mundo. Além disso, o resultado é a pior classificação do país desde 1990, quando a Seleção também caiu nas oitavas, derrotada pela Argentina. Portanto, a gestão de Carlo Ancelotti à frente da Seleção termina de forma amarga e precoce.





Fotos: FIFA
O primeiro tempo tenso e o pênalti desperdiçado
O confronto começou com um susto logo nos primeiros minutos. Aos 2 minutos, Berg balançou as redes para a Noruega, mas o VAR anulou o lance por impedimento de Sorloth. O Brasil respondeu aos 9 minutos, quando Matheus Cunha foi derrubado na área por Ajer. Após nova revisão, a penalidade foi confirmada.
Contudo, Bruno Guimarães foi para a cobrança e bateu mal. O goleiro Nyland saltou para o canto esquerdo e fez a defesa. Assim, o Brasil perdeu uma oportunidade de ouro para abrir o placar. Nos acréscimos do primeiro tempo, Alisson salvou a Seleção ao espalmar um chute perigoso de Odegaard, mantendo o empate sem gols no intervalo.
Haaland extermina o Brasil em dez minutos
No segundo tempo, Ancelotti apostou em Endrick e Neymar para mudar o jogo. Aos 13 minutos, Endrick recebeu lindo passe de Vini Jr. e saiu cara a cara com o gol, mas finalizou para fora. Igualmente, Rayan parou no goleiro norueguês minutos depois. A falta de eficiência brasileira cobrou um preço altíssimo.
Haaland precisou de apenas dez minutos para exterminar o sonho do hexa. Aos 34 minutos, Schjelderup cruzou pela esquerda e o camisa 9 superou Gabriel Magalhães pelo alto para cabecear com perfeição. Em seguida, aos 44 minutos, Haaland recebeu fora da área e soltou uma bomba no canto esquerdo de Alisson. Por conseguinte, o destino brasileiro estava selado.






Fotos: FIFA
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Nervosismo e desconto tarde demais
O abalo psicológico ficou evidente na Seleção após os dois gols de Haaland. Visivelmente estressado, Neymar recebeu cartão amarelo aos 50 minutos após dar um pontapé em Odegaard e empurrar adversários. Desse modo, o momento mais tenso do jogo expôs o estado emocional do time.
O único alento veio aos 52 minutos, quando Casemiro sofreu uma cotovelada de Ostigaard na área. O pênalti foi marcado. Neymar foi para a cobrança aos 54 minutos, deslocou Nyland com categoria e diminuiu o prejuízo para 2 a 1. Todavia, já era tarde demais para qualquer reação. O Brasil eliminado da Copa voltou para casa sem o troféu mais desejado da nação.
O contexto histórico e o legado amargo
A eliminação tem um peso histórico difícil de dimensionar. Bruno Guimarães chegou à partida com quatro assistências na Copa, igualando Zico (1982), Tostão (1970) e Ademir Menezes (1950). O próximo alvo era Zagallo, com cinco assistências em 1962. Entretanto, o sonho individual deu lugar ao pesadelo coletivo.
Sobretudo, a Seleção amarga agora o maior jejum de títulos de sua história desde a conquista do primeiro mundial. A tradicional dificuldade do Brasil contra a Noruega ganhou um capítulo ainda mais doloroso. Por fim, a eliminação reacende o debate sobre o modelo de jogo, a escolha do técnico e o futuro do futebol brasileiro rumo à próxima Copa do Mundo.
