Publicado em 19/08/2026 às 07:15 | Atualizado 19/08/2026 às 07:15 por felipetommyreal
Quatro unidades passam a atuar juntas após oito homicídios registrados em apenas cinco dias na cidade
A Polícia Civil criou uma força-tarefa em Parauapebas para investigar a sequência de mortes violentas registradas na cidade. As ocorrências começaram na quinta-feira, dia 13. A instituição adotou a medida diante da gravidade dos casos. O objetivo é dar mais celeridade às apurações.
A informação foi confirmada pela própria Polícia Civil à reportagem. Segundo o órgão, as equipes já atuam de forma conjunta. Dessa forma, a investigação ganha reforço técnico e operacional imediato.
A força-tarefa reúne quatro unidades. São elas a 16ª Superintendência Regional de Carajás, a Delegacia de Homicídios de Parauapebas, a Delegacia de Homicídios de Marabá e a Coordenadoria de Recursos Especiais (CORE). Todas passam a apoiar o trabalho conduzido pela Delegacia de Homicídios de Parauapebas.
Como as equipes vão atuar
De acordo com a Polícia Civil, os agentes já realizam diligências de campo. Além disso, fazem levantamentos de inteligência. Os investigadores também analisam os elementos probatórios produzidos até o momento.
O trabalho busca esclarecer as circunstâncias de cada caso. Em seguida, a apuração pretende identificar as motivações. Por fim, o objetivo é chegar à autoria de cada ocorrência.
A instituição informou que, até agora, não há elementos que indiquem correlação entre os casos. Existe uma exceção. Ela envolve a intervenção policial que resultou na morte do homem apontado como autor do homicídio no Bairro Jardim América.
Ainda segundo a Polícia Civil, todas as linhas investigativas permanecem em análise. Ou seja, nenhuma hipótese foi descartada até este momento.
Oito mortes em cinco dias
Parauapebas registrou oito homicídios entre quinta-feira (13) e segunda-feira (17). A proximidade entre as ocorrências chamou atenção da população. O levantamento da reportagem considera as mortes divulgadas no período. Nenhuma delas teve a motivação esclarecida oficialmente.
Além do impacto imediato, a sequência acendeu o alerta sobre a segurança pública no município. Moradores de pelo menos quatro bairros relataram apreensão. Por isso, a criação da força-tarefa da Polícia Civil em Parauapebas passou a ser cobrada nas redes sociais.
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Do Jardim América à zona rural
A sequência começou na quinta-feira (13), no Bairro Jardim América. Lúcio Felipe Amaral Barbosa, de 23 anos, morreu no local. Testemunhas contaram que ele estava em uma motocicleta. Dois homens chegaram em uma Honda Pop preta, efetuaram vários disparos e fugiram.
Na manhã de sexta-feira (14), a Polícia Militar localizou dois apontados como suspeitos de participação no crime. Lucas Ferreira Borges morreu durante uma intervenção policial no Bairro da Paz. Segundo a PM, ele teria apontado uma pistola contra os agentes. O outro suspeito, Vitor Gabriel Evangelista do Nascimento, acabou preso.
Ainda na noite de sexta-feira, quatro homens morreram dentro de uma residência na Palmares 2, zona rural de Parauapebas. As equipes identificaram três vítimas: Davi José de Oliveira, Carlos Daniel Lemita de Jesus e Kennedy Ferreira de Oliveira. A quarta vítima permanece sem identificação.
Conforme as informações apuradas no local, os homens estavam reunidos na casa. Criminosos os surpreenderam naquele momento. A perícia encontrou diversas cápsulas de munição espalhadas pelo imóvel. Assim, a dinâmica e a motivação do crime seguem sob investigação.
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Dois corpos no Bairro União
Na manhã de segunda-feira (17), dois corpos apareceram em uma área de areal. O local fica na Rua O, no Bairro União, próximo às margens do Rio Parauapebas. As vítimas foram identificadas como Guilherme Rocha Oliveira e Jhonata Pereira Gomes.
Os dois apresentavam perfurações provocadas por disparos de arma de fogo. Portanto, o caso também entrou na lista analisada pela força-tarefa. A perícia recolheu material no local para exames complementares.
Como colaborar com as investigações
A Polícia Civil reforçou o pedido de colaboração da população. Informações que possam contribuir com as apurações devem ser repassadas pelo Disque-Denúncia. O número é o 181. O sigilo do denunciante é garantido por lei.
Atualmente, cada uma das ocorrências tem inquérito próprio. No entanto, a análise conjunta permite cruzar dados e identificar padrões. Por isso, a Polícia Civil trabalha com as quatro unidades ao mesmo tempo.
O Portal Felipe Tommy segue acompanhando cada desdobramento do caso. Novas informações serão publicadas assim que as autoridades confirmarem. (Colaboração: Ronaldo Modesto)
