Publicado em 24/08/2026 às 21:46 | Atualizado 24/08/2026 às 21:46 por felipetommyreal
Candidato negou com a cabeça e deixou o prefeito de Parauapebas com a mão estendida no palanque
Um vídeo que circula nas redes sociais expôs a tensão entre Nil Armstrong e Aurélio Goiano. A cena aconteceu em Belém, no palanque do deputado federal Joaquim Passarinho. O candidato a deputado estadual recusou o aperto de mão do prefeito de Parauapebas. O gesto durou poucos segundos, mas viralizou.
Aurélio caminhava pelo palanque e cumprimentava os presentes. Ao chegar em Nil, o prefeito estendeu a mão. O ex-secretário de Assistência Social não correspondeu. Ele manteve a mão baixa e ainda negou com a cabeça, diante de todos.
O gesto negado diante do Coronel Neil
Ao lado de Nil, o candidato Coronel Neil acompanhou toda a cena. Aurélio murmurou palavras inaudíveis. O ex-secretário manteve a fisionomia fechada. Em seguida, o prefeito seguiu cumprimentando os demais, inclusive o próprio Coronel Neil.
Depois, Aurélio voltou e disse mais alguma coisa a Nil. Logo após, caminhou para o centro do palanque. Assim que o prefeito se afastou, Nil comentou algo com o Coronel Neil. O outro candidato reagiu com um riso apático.
Na leitura popular, negar um cumprimento em público carrega peso. O gesto costuma indicar falta de cortesia, distância expressa e desconfiança. Além disso, sinaliza fechamento a alianças. Em ambiente eleitoral, portanto, o recado é político.
Do secretariado ao rompimento público
Nil Armstrong comandou a Secretaria Municipal de Assistência Social de Parauapebas na gestão de Aurélio Goiano. A pasta movimenta orçamento expressivo. São R$ 25,3 milhões na Semas e R$ 56,2 milhões no Fundo Municipal de Assistência Social. O total passa de R$ 81,5 milhões.
Depois de deixar o cargo, o ex-secretário mudou o tom. Ele passou a criticar duramente o ex-chefe em participações em podcasts. Dessa forma, a relação entre Nil Armstrong e Aurélio Goiano azedou de vez. O palanque de Belém apenas escancarou o rompimento.
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Denúncia de 2024 ainda pesa sobre o candidato
O histórico de polêmicas não se resume às farpas políticas. Em 2024, uma denúncia apontou irregularidades no período em que Nil atuava como conselheiro tutelar. O documento acusa abandono de função, falsificação de ponto e acúmulo ilegal de cargos.
Segundo a acusação, ele viajava para ministrar palestras em outros municípios durante a escala de trabalho. As contratações teriam sido feitas por meio de uma empresa registrada em nome da esposa, mas gerida por ele. Os contratos somariam mais de R$ 70 mil.
O conjunto de provas reunido incluiu folhas de ponto assinadas em dias de ausência. Além disso, a denúncia trouxe prints, vídeos, notas fiscais, boletos e registros de pagamentos da própria Prefeitura à empresa familiar. Apesar disso, não há notícia de sanção aplicada.
Pouco depois, o desfecho surpreendeu a população local. Em vez de punição, Nil assumiu a Secretaria de Assistência Social do governo Aurélio Goiano. O episódio deixou perguntas abertas sobre ética na gestão pública e sobre o atendimento social da cidade.
Veja a denúncia abaixo, publicada pelo PICUNHÃO.
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O troco político e o desgaste da gestão
Nos bastidores locais, o gesto teve sabor de desforra. A cena lembrou episódio anterior em Carajás, durante visita do presidente Lula. Na ocasião, o próprio Aurélio Goiano deixou o deputado federal Keniston Braga sem cumprimento. Ele saudou todos ao redor, exceto o parlamentar.
Em Belém, portanto, o troco veio no mesmo tom. A diferença é que, desta vez, o prefeito ficou do lado de quem levou o gesto.
A cena também reflete o clima da administração em Parauapebas. Pesquisa registrada na Justiça Eleitoral apontou reprovação popular de 87,5%. Em um município enriquecido pela mineração, a distância entre a arrecadação bilionária e as entregas públicas alimenta a cobrança das ruas.
Aliados no discurso, adversários no palanque
O entrevero ganha contorno extra por um detalhe. Ambos se declaram alinhados ao campo conservador, bolsonarista e cristão. Ainda assim, o atrito aconteceu em público, diante de câmeras e celulares.
Ou seja, a retórica de unidade cedeu espaço à disputa local. No palanque de Joaquim Passarinho, a briga entre Nil Armstrong e Aurélio Goiano ficou visível para todo o estado. Com a campanha em andamento, o atrito tende a aparecer de novo.
Este portal solicitou manifestação à Prefeitura de Parauapebas e ao candidato Nil Armstrong. O espaço permanece aberto para resposta.
