Publicado em 18/07/2026 às 00:53 | Atualizado 18/07/2026 às 00:53 por felipetommyreal
ICMBio, Ibama, PF e Força Nacional derrubam 15 acampamentos e apreende escavadeiras no Rio Azul.
Uma operação conjunta destruiu um garimpo ilegal na APA do Igarapé Gelado em Parauapebas nesta semana. O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, o ICMBio, confirmou a ação nesta sexta-feira (17). A operação começou na última terça-feira (14), na região do Rio Azul, no sudeste do Pará.
A ação reuniu quatro órgãos ao mesmo tempo. Participaram o ICMBio, o Ibama, a Polícia Federal e a Força Nacional de Segurança. Portanto, trata-se de uma das operações de combate ao garimpo ilegal em Parauapebas mais robustas realizadas na área de proteção nos últimos anos.
O que as equipes encontraram e destruíram
As equipes localizaram 15 acampamentos clandestinos usados na atividade ilegal. Todos foram inutilizados durante a operação. Além disso, os agentes destruíram 13 motores estacionários e duas escavadeiras hidráulicas usadas na extração de ouro.
Os danos ao maquinário foram expressivos. As equipes também apreenderam cerca de 1,3 mil litros de óleo diesel e um caminhão-prancha. Por fim, a operação ainda recolheu três motocicletas, uma arma de fogo com três munições e aproximadamente 200 gramas de maconha.
As cinco pessoas encontradas na área
Cinco pessoas estavam na área durante a operação. Os agentes as identificaram e as liberaram em seguida. Contudo, o ICMBio não informou se elas receberam algum tipo de autuação administrativa ou criminal.
A ausência dessa informação deixa uma lacuna importante. Afinal, a presença em área de proteção ambiental durante atividade ilegal configura infração prevista na legislação ambiental brasileira. Por isso, o Portal Felipe Tommy solicitou esclarecimentos ao ICMBio sobre o status jurídico das pessoas identificadas.
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A APA do Igarapé Gelado e a pressão do garimpo
A Área de Proteção Ambiental do Igarapé Gelado fica em Parauapebas, no sudeste do Pará. A região está próxima ao complexo mineral de Carajás e sofre pressão constante de atividades ilegais. O garimpo ilegal em Parauapebas representa uma ameaça direta à biodiversidade local e aos recursos hídricos da área.
Igualmente, a atividade ilegal prejudica comunidades que dependem dos rios e da floresta para sobreviver. Visto que a APA integra um ecossistema sensível, qualquer dano causado pelo garimpo pode levar anos para ser revertido. Sobretudo, o uso de escavadeiras hidráulicas acelera a destruição de leitos de rio e margem de igarapés.
O padrão das operações de combate ao garimpo no Pará
Operações como esta seguem um modelo integrado que vem sendo adotado com mais frequência no Pará. A combinação entre ICMBio, Ibama, Polícia Federal e Força Nacional amplia a capacidade operacional e reduz os riscos para os agentes em campo. Além disso, essa articulação dificulta que os garimpeiros se reorganizem rapidamente após a retirada das forças.
Entretanto, especialistas alertam que a destruição do maquinário precisa ser acompanhada de investigação criminal robusta. Sem a responsabilização dos financiadores e coordenadores das atividades ilegais, os acampamentos tendem a ser reconstruídos em pouco tempo. Por conseguinte, a operação desta semana é um passo importante, mas não encerra a luta contra o garimpo ilegal na APA do Igarapé Gelado em Parauapebas.
