Aurélio Goiano vídeo 2018

Vídeo de 2018 expõe contradição entre discurso e gestão de Aurélio Goiano

Política Regional
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Publicado em 09/07/2026 às 08:37 | Atualizado 09/07/2026 às 08:37 por felipetommyreal


Antes ele que cobrava pontes e obras em protestos agora como prefeito enfrenta pneus queimados por falta de água e rejeição histórica de 87,5%.

Um vídeo de 2018 com Aurélio Goiano expõe uma das contradições mais marcantes da história política recente de Parauapebas. No registro, gravado em 25 de setembro daquele ano na PA-275, no Bairro Novo Brasil, o atual prefeito aparecia empunhando o microfone em apoio a um manifesto popular. Na ocasião, moradores queimavam pneus e bloqueavam a rodovia cobrando uma ponte prometida e obras de infraestrutura que não saíam do papel.

No discurso, Aurélio ironizava as gestões da época com tom inflamado. Para ele, o povo tinha o direito legítimo e legal de protestar. Além disso, criticava a maquiagem publicitária dos governos em períodos eleitorais, dizendo que tudo parecia lindo nas placas, mas a realidade das ruas era outra. Portanto, a oposição ferrenha de 2018 se transformou, hoje, na gestão sob a qual os mesmos protestos se repetem.

O mesmo cenário, mas com os papéis invertidos

Quase oito anos após o discurso inflamado, a história se repetiu em Parauapebas com os papéis completamente invertidos. Na semana passada, moradores do Bairro dos Minérios atearam fogo em pneus e interditaram vias públicas. Contudo, desta vez, a razão era a crise crônica no abastecimento de água sob a responsabilidade do próprio Aurélio Goiano como prefeito.

A mudança de papel evidencia a facilidade do discurso de oposição em contraste com a realidade do Executivo. Enquanto o então comunicador considerava legítimo e legal o ato de queimar pneus para cobrar direitos, o prefeito atual enfrenta o mesmo desgaste. Igualmente, permanece incapaz de resolver demandas essenciais de saneamento e infraestrutura que afetam a vida cotidiana dos parauapebenses.

As promessas que ficaram no papel

A derrocada na credibilidade do gestor está diretamente ligada ao descumprimento de promessas de campanha emblemáticas. Goiano assegurou aos eleitores que acabaria com os buracos das vias públicas em apenas três meses de governo. Além disso, prometeu restabelecer o fornecimento de água encanada nas torneiras da população em até seis meses.

Atualmente, caminhando para o segundo ano de mandato, nenhuma das duas metas foi cumprida. Consequentemente, o prefeito ganhou o apelido popular de Prefeito Pinóquio, que circula nos bastidores locais e nas redes sociais. Por isso, o vídeo de 2018 com Aurélio Goiano se tornou um lembrete incômodo sobre a distância entre o discurso e a entrega.

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Rejeição de 87,5% e isolamento político crescente

O reflexo administrativo aparece nos índices de aprovação de forma contundente. Uma pesquisa recente aponta que o mandato de Aurélio Goiano atingiu a expressiva marca de 87,5% de rejeição popular. Cientistas políticos e analistas locais avaliam que a reversão desse cenário é estatisticamente improvável antes do fim da gestão.

Além do descontentamento popular, Goiano enfrenta isolamento político crescente. Lideranças estaduais e partidos de relevância evitam alinhar suas imagens à do gestor, temendo a contaminação pelo alto índice de reprovação. Sobretudo, pares do próprio campo político passaram a enxergar o prefeito como uma figura de difícil articulação e constantemente envolvida em turbulências institucionais.

O preço que o passado cobra do presente

O arquivo de 2018 permanece como um documento político de alta relevância. Visto que o próprio Aurélio validou publicamente os protestos com pneus queimados como forma legítima de cobrar gestores, a população usa o mesmo argumento para cobrar agora do prefeito. Desse modo, a lógica que ele mesmo defendeu voltou-se contra ele com a mesma intensidade.

Por fim, o Portal Felipe Tommy mantém o espaço aberto para que a assessoria de comunicação do prefeito ou o próprio gestor se manifestem formalmente. Atualmente, a cidade aguarda explicações sobre os índices de rejeição, o andamento das obras prometidas e a resolução da crise no abastecimento de água. Por conseguinte, o debate sobre a gestão de Parauapebas segue em aberto e com urgência crescente.

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