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Rejeição a Aurélio Goiano em Parauapebas ultrapassa 87,5%

Política Regional
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Publicado em 24/06/2026 às 12:02 | Atualizado 24/06/2026 às 12:02 por felipetommyreal


Pesquisa Data Populi mostra que 75,6% desaprovam o prefeito e apenas 1% considera a gestão ótima.

A rejeição a Aurélio Goiano em Parauapebas atingiu um patamar histórico. Uma pesquisa do Instituto Data Populi, registrada no TSE sob o número PA-02789/2026, revelou números devastadores para o atual prefeito. Ao somar as avaliações regular, ruim e péssimo, a insatisfação com a gestão ultrapassa 87,5% dos entrevistados.

O levantamento foi realizado entre os dias 18 e 20 de junho de 2026. Foram 780 entrevistas presenciais com eleitores do município. A margem de erro é de 3,5 pontos percentuais, com nível de confiabilidade de 95%. Portanto, os dados têm solidez estatística.

Os números que expõem a crise

Os dados agregados pintam um cenário crítico. Impressionantes 69,6% dos eleitores classificam o governo diretamente como ruim ou péssimo. Apenas 1% considera a administração ótima. Além disso, 75,6% da população declarou desaprovar formalmente o trabalho do prefeito.

Esses índices colocam Goiano entre os gestores municipais com pior avaliação do estado do Pará. A rejeição a Aurélio Goiano em Parauapebas contrasta com uma cidade que arrecadou mais de R$ 3,4 bilhões no biênio 2025-2026. Ou seja, a riqueza do município não se converteu em aprovação popular.

Serviços públicos em colapso motivam a reprovação

Os moradores de Parauapebas apontam motivos concretos para a insatisfação. Nas redes sociais e nos canais de comunicação do portal, as reclamações se repetem diariamente. A falta de infraestrutura básica lidera as queixas. Em seguida, aparecem a precarização da saúde pública e o abandono das escolas municipais.

Além disso, as paradas de ônibus estão em ruínas, o esgoto corre a céu aberto em vários bairros e as ruas acumulam buracos. Entretanto, a folha de pagamento da prefeitura supera R$ 110 milhões mensais. Por isso, a população questiona onde estão sendo aplicados os recursos públicos.

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Polêmicas pessoais aceleram a queda do prefeito

A gestão precária não é o único fator de desgaste. O comportamento público do prefeito tem gerado escândalos de repercussão nacional. Um dos mais graves ocorreu durante a COP30. Na ocasião, Goiano foi expulso por seguranças da ONU após agredir fisicamente uma equipe de jornalistas. Sua credencial internacional foi cancelada pelo comitê das Nações Unidas.

Além disso, durante uma sessão na Câmara Municipal, o prefeito atacou religiões de matriz africana. As declarações geraram inquéritos policiais por discriminação. Consequentemente, o próprio legislativo emitiu nota oficial de repúdio por violação da laicidade do Estado.

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Operação do Gaeco e pressão institucional

O cenário político se agrava ainda mais. Em junho de 2026, agentes do Gaeco cumpriram mandados na residência e no gabinete do prefeito. A investigação corre em segredo de justiça. Todavia, o impacto político foi imediato e a sessão seguinte da Câmara de Vereadores foi marcada por acusações cruzadas.

Vereadores chegaram a acusar o prefeito de extorsão praticada durante o mandato anterior como parlamentar. Igualmente, um contrato de R$ 1,2 milhão em ônibus que nunca teria sido entregue foi denunciado no plenário. Por conseguinte, a crise institucional em Parauapebas se aprofunda a cada semana.

O que os dados significam para o futuro político

Para analistas políticos, os números do Data Populi representam o fim da narrativa de fidelidade popular que o prefeito tentava sustentar. A rejeição a Aurélio Goiano em Parauapebas em 87,5% torna qualquer tentativa de reeleição um caminho extremamente improvável. Desse modo, o cenário favorece a consolidação de candidaturas alternativas para 2028.

Primeiramente, a pesquisa mostra que a população não separa os escândalos pessoais da avaliação da gestão. Ambos caminham juntos na percepção dos eleitores. Por fim, Parauapebas vive o reflexo de uma administração que abandonou as necessidades básicas do cidadão e se perdeu em conflitos, escândalos e arrogância institucional.

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