A AstraZeneca está contestando as acusações, mas admitiu em documentos oficiais apresentados no Tribunal Superior que sua vacina Covid-19 pode causar a Síndrome de Trombose com Trombocitopenia (TTS) em situações extremamente raras. Esta síndrome provoca a formação de coágulos sanguíneos e uma redução no número de plaquetas. No Reino Unido, foram registrados cinquenta e um casos dessa condição. As vítimas e suas famílias buscam indenizações que poderiam totalizar até £100 milhões, cerca de R$ 550 milhões.
Em maio de 2023, a AstraZeneca afirmou aos advogados de Jamie Scott que não acreditava que o TTS fosse uma consequência geral da vacina, porém, em fevereiro deste ano, admitiu que sua vacina poderia, em casos raros, desencadear a TTS. A empresa alegou não saber o motivo desse efeito colateral.
Os advogados dos demandantes argumentam que a vacina desenvolvida pela AstraZeneca em colaboração com a Universidade de Oxford é “defeituosa” e não funciona tão eficazmente como afirmado. A empresa discorda veementemente dessa afirmação. Kate Scott, esposa de Jamie, expressou ao The Telegraph: “A comunidade médica está ciente há muito tempo de que a TTS pode ser causada pela vacina. Apenas a AstraZeneca questionou essa ligação no caso de Jamie. Demorou três anos para eles reconhecerem isso. Consideramos isso um avanço, mas exigimos mais ação tanto da empresa quanto do governo. Queremos que as coisas avancem mais rapidamente. Buscamos um pedido de desculpas e uma compensação justa para nossa família e outras famílias afetadas. Temos a verdade do nosso lado e não vamos desistir.”
Sarah Moore, uma das advogadas envolvidas nos casos, comentou: “Levou um ano para a AstraZeneca admitir oficialmente que sua vacina pode causar graves coágulos sanguíneos, apesar de essa ligação ser reconhecida pela comunidade médica desde o final de 2021. Infelizmente, parece que a AstraZeneca, o governo e seus advogados preferem jogar jogos estratégicos e aumentar os custos legais em vez de enfrentar seriamente como sua vacina afetou a vida de nossos clientes.
Com informações do Jornal Razão.