decisão judicial ponte fantasma

Decisão judicial da ponte fantasma expõe risco de afastamento do prefeito em Parauapebas

Política Regional
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Publicado em 01/12/2025 às 15:19 | Atualizado 01/12/2025 às 15:19 por felipetommyreal


Justiça determina suspensão imediata de pagamentos, exige localização da obra e cobra documentos sob pena de responsabilização.

A decisão judicial ponte fantasma marca um dos momentos mais graves da gestão municipal de Parauapebas. O Judiciário suspendeu pagamentos milionários, determinou a exibição de documentos e exigiu a localização exata da obra. A decisão judicial ponte fantasma pode levar ao afastamento imediato do prefeito, caso ele não comprove a existência da ponte.

Obra inexistente e pagamentos milionários

A Justiça analisou documentos oficiais e concluiu que há fortes indícios de fraude no contrato da ponte sobre o Rio das Pulgas. O valor de R$ 1.500.884,35 foi pago mesmo sem qualquer obra existente no local. Registros fotográficos e vídeos mostram apenas um bueiro antigo, sem fundações, canteiro, terraplenagem ou estruturas compatíveis com uma ponte de 35 metros.

O juiz afirma que é impossível executar uma ponte de grande porte em apenas 50 dias, período entre a liquidação e o pagamento. O cronograma oficial previa 12 meses de execução.

Irregularidades graves reforçam suspeita de fraude

A decisão destaca irregularidades que incluem:

  • Pagamentos acima do valor previsto no item contratual.
  • Duplicidade de medições em serviços incompatíveis com obra inexistente.
  • Publicação tardia de aditivos essenciais.
  • Falta de motivação técnica no processo.
  • Ausência de documentos obrigatórios.
  • Atuação suspeita da fiscalização e do gestor do contrato.

Segundo o juiz, há “probabilidade elevada de simulação de serviços”, o que configura possível dano ao erário e fraude contratual.

Leia também clicando no link abaixo.

Justiça exige localização imediata da ponte

Na parte mais dura da decisão, o juiz determina:

“No prazo de 72 horas, seja indicado o local exato da referida ponte, o qual será objeto de inspeção judicial.”

Ou seja: se a prefeitura não indicar e comprovar onde a ponte fantasma está, o prefeito e os gestores podem responder por fraude, improbidade, enriquecimento ilícito e outros crimes.

Risco de afastamento do prefeito aumenta

A Justiça deixa claro que descumprimentos, omissões ou tentativas de ocultação podem resultar em punições severas, incluindo:

  • afastamento imediato do cargo;
  • responsabilização civil e penal;
  • bloqueio de bens;
  • novas decisões liminares;
  • inspeções judiciais e intervenção de órgãos de controle.

O prefeito Aurélio agora deve provar com documentos, fotos, geolocalização e medições onde está a ponte fantasma, sob pena de agravamento da situação.

Decisão alcança outros contratos e expõe rombo milionário

Além da ponte do Rio das Pulgas, outra decisão suspendeu o 3º Termo Aditivo do contrato das obras do Cidade Jardim, onde foram identificadas:

  • serviços fictícios,
  • superfaturamento,
  • materiais inferiores aos previstos,
  • aditivos ilegais após extinção do contrato original.

O prejuízo estimado chega a R$ 20 milhões.

Transparência forçada pela Justiça

O juiz determinou que a prefeitura publique:

  • projetos executivos,
  • boletins de medição,
  • diários de obra,
  • notas fiscais,
  • relatórios fotográficos,
  • ARTs,
  • ordens de serviço,
  • documentos financeiros completos.

A prefeitura deve juntar tudo aos autos e tornar público no Portal da Transparência.

Portal Felipe Tommy segue acompanhando o caso e está aberto para divulgar o posicionamento dos envolvidos.