Publicado em 17/08/2026 às 02:32 | Atualizado 17/08/2026 às 02:32 por felipetommyreal
Oito nomes com trajetória local disputam vaga de deputado estadual; primeiro turno acontece em 4 de outubro
A campanha eleitoral em Parauapebas começou oficialmente em 16 de agosto de 2026. A partir de agora, candidatos e partidos podem pedir voto de forma explícita. O primeiro turno está marcado para 4 de outubro. Assim, a disputa entra na fase decisiva.
A Justiça Eleitoral definiu regras claras para este período. Elas valem para a rua, o rádio, a televisão e as redes sociais. Além disso, o descumprimento gera multa e pode levar à cassação do registro. Por isso, eleitor e candidato precisam conhecer o calendário.
O que a propaganda eleitoral já permite
Candidatos e apoiadores já podem pedir voto diretamente ao eleitor. A abordagem nas ruas está liberada desde o início da campanha. Da mesma forma, comitês e militância podem distribuir material impresso.
Na internet, a regra também mudou. Agora, perfis de campanha publicam conteúdo, fazem transmissões ao vivo e impulsionam postagens pagas. Caminhadas, carreatas, passeatas e panfletagem seguem autorizadas. Já os comícios acontecem no intervalo entre 8h e meia-noite. Por outro lado, alto-falantes e amplificadores de som funcionam apenas das 8h às 22h.
As proibições que valem até outubro
O horário gratuito de rádio e televisão ainda não entrou no ar. Ele começa em etapa posterior do calendário eleitoral. Enquanto isso, a Justiça Eleitoral proíbe enquetes e sondagens informais sem registro.
A inteligência artificial ganhou capítulo próprio nestas eleições. O uso é permitido na produção de material de campanha, desde que haja sinalização clara ao eleitor. Contudo, a norma veda deepfakes e manipulação fraudulenta. A lei também proíbe brindes, como camisetas, bonés e chaveiros. Da mesma forma, veta a instalação de propaganda em painéis do tipo outdoor.
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Oito candidatos de Parauapebas disputam vaga na ALEPA
No sudeste do Pará, ao menos oito nomes com trajetória em Parauapebas registraram candidatura a deputado estadual. Eles disputam cadeira na Assembleia Legislativa do Estado do Pará, a ALEPA. Esta reportagem reúne os oito candidatos de atuação pública mais conhecida no município. O grupo se divide entre cinco partidos. O PL leva três nomes e o PSD, dois. REPUBLICANOS, PODEMOS e AVANTE têm um candidato cada.
Júnior do Macre leva a trajetória do atacado para a disputa
Júnior do Macre concorre pelo REPUBLICANOS, com o número 10010. O nome de registro é Júnior José Boeri. Ele é um dos donos do Grupo Macre, que reúne o Atacadão Macre e a operação supermercadista construída pela família na região. Assim, chega à campanha com anos de atuação no varejo e no atacado alimentício do sul do Pará.
O Atacadão Macre se firmou como uma das referências do setor no sudeste paraense. O negócio cresceu junto com Parauapebas, acompanhando a expansão econômica do município. Por isso, a trajetória empresarial virou o principal cartão de visita da candidatura. Trata-se de um empresário que aprendeu a operar em escala numa cidade que também cresceu depressa.
O candidato reside em Parauapebas e mantém domicílio eleitoral no município. Segundo ele, a decisão de disputar o primeiro cargo público nasceu de um objetivo direto: retribuir à cidade aquilo que ela lhe deu. Dessa forma, apresenta pautas ligadas à geração de emprego, à desburocratização e à atração de investimento para a região. O patrimônio declarado ao Tribunal Superior Eleitoral é de R$ 11.550.129,18.
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Os ex-gestores municipais na disputa
Rafael Ribeiro (PSD), número 55900. Registrado como Rafael Ribeiro Oliveira, declarou R$ 440.000,00 em bens. Advogado e servidor público efetivo, foi vereador e presidiu a Câmara Municipal de Parauapebas. Em 2024, concorreu a prefeito e obteve 44.862 votos. Agora, apresenta plataforma voltada à juventude e à qualificação profissional.
Dr. Gilmar Moraes (PSD), número 55789. Gilmar Nascimento de Moraes é advogado e professor. Ele também se formou em Matemática e em Gestão Pública, com especialização em direito público e administrativo. Em Parauapebas, dirigiu o Departamento de Arrecadação Municipal, o DAM, e chefiou o Gabinete da Prefeitura. Além disso, assumiu de forma interina a Secretaria Municipal de Educação, a Semed, em 2015. A atuação dele também alcança Eldorado do Carajás e Curionópolis.
Hipólito (PL), número 22100. O registro traz Hipólito do Nascimento Gomes, conhecido como Hipólito da H2. Ele declarou patrimônio de R$ 615.606,17. Engenheiro civil, contador e empresário, comandou a Secretaria Municipal de Segurança Institucional e Defesa do Cidadão, a SEMSI. À frente da pasta, liderou a criação da Guarda Municipal. Atualmente, atua como liderança de centro-direita e conservadora na região.
Da assistência social à advocacia
Nil Armstrong (PL), número 22300. O nome de registro é Neil Armstrong da Silva Soares, com patrimônio declarado de R$ 950.000,00. Administrador, construiu trajetória na área de proteção social. Ele exerceu cinco mandatos como conselheiro tutelar e coordenou o órgão. Posteriormente, assumiu a Secretaria Municipal de Assistência Social de Parauapebas.
Dr. Dener (PODEMOS), número 20777. Dener Oliveira é advogado, com atuação predominante no Pará. Ele mantém escritório em Parauapebas e concentra grande parte do histórico processual na comarca do município. Além da atuação jurídica, posiciona-se publicamente sobre a administração pública local. Dessa forma, apresenta a candidatura com foco de representação no sudeste paraense.
As lideranças comunitárias na disputa
Marcos Sena (PL), número 22789. Antônio Marcos Muniz Sena declarou R$ 108.500,00 de patrimônio. Técnico em informática e eletricidade, é liderança conservadora local. Ele já participou de pleitos anteriores para a Câmara Municipal, na condição de suplente. Além disso, atua na coordenação de movimentos comunitários de oposição.
Cilmara Bonfim (AVANTE), número 70700. Cilmara Teixeira Bonfim Leal declarou R$ 50.000,00 em bens. Agente administrativa, atua em políticas de inclusão social e equidade. Sobretudo, defende os direitos das pessoas com deficiência. Ela registra candidaturas anteriores para a Câmara Municipal e para a ALEPA.
Como o eleitor pode fiscalizar a campanha
A fiscalização da campanha eleitoral em Parauapebas não depende só dos órgãos oficiais. O cidadão pode registrar irregularidades na internet e nas ruas. Para isso, a Justiça Eleitoral mantém o aplicativo Pardal e a versão web em pardal.tse.jus.br. O TSE regulamentou o uso da ferramenta para as eleições de 2026.
A denúncia exige nome e CPF de quem envia. Também é preciso anexar provas, como fotos, vídeos ou áudios. Dessa forma, o registro chega à Justiça Eleitoral e ao Ministério Público. Já os dados completos de cada candidatura, incluindo bens declarados e prestação de contas, ficam no sistema Divulgação de Candidaturas e Contas Eleitorais, do TSE. A lista integral das candidaturas registradas no Pará também está disponível ali.
A campanha segue até a véspera da votação. Até lá, o Portal Felipe Tommy acompanha a agenda dos oito candidatos e a movimentação partidária na região de Carajás. As orientações completas sobre a legislação do pleito estão no portal do TSE.
