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Calote nas rescisões de servidores de Parauapebas agrava crise da gestão

Política Regional
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Publicado em 13/07/2026 às 10:18 | Atualizado 13/07/2026 às 10:18 por felipetommyreal


Ex-funcionários demitidos em massa relatam duas rescisões pendentes; crise se soma ao caos na educação especial e à intervenção judicial.

O calote nas rescisões de servidores em Parauapebas expõe mais uma camada da crise administrativa que consome a gestão do prefeito Aurélio Goiano. Denúncias exclusivas chegaram à redação do Portal Felipe Tommy revelando que ex-funcionários municipais demitidos estão sem receber verbas rescisórias. O problema atinge múltiplas categorias do funcionalismo público e afeta trabalhadores que dependem dessas verbas para honrar compromissos básicos.

Uma ex-servidora pública municipal, que pediu anonimato por medo de retaliações, relatou com detalhes a situação que enfrenta. Segundo ela, a classe não recebeu a rescisão referente ao encerramento do contrato de dezembro. Além disso, ela foi demitida em maio, no contexto das demissões em massa, e tampouco recebeu os valores do período trabalhado de janeiro a maio. Portanto, acumula duas rescisões pendentes sem prazo para pagamento.

Denúncia enviada a nossa redação, cujo o sigilo da fonte é garantido por lei.

O relato exclusivo e a amplitude do problema

A ex-servidora destacou que, no governo anterior, as rescisões eram pagas até março do ano seguinte. Contudo, a atual gestão rompeu com esse histórico sem apresentar qualquer justificativa ou prazo para regularização. Por isso, ela acredita que muitos outros trabalhadores de diferentes setores estão na mesma situação.

A reportagem investigou e confirmou o cenário. O problema atinge técnicos, assistentes e outros ex-prestadores de serviço. Consequentemente, esses trabalhadores enfrentam sérias dificuldades financeiras, com contas atrasadas e barreiras para colocar alimento dentro de casa. A dependência das verbas trabalhistas retidas pela prefeitura tornou a situação ainda mais grave.

A linha do tempo da crise que começou em 2025

O calote nas rescisões é o capítulo mais recente de uma crise que se arrasta desde outubro de 2025. Naquela época, a prefeitura exonerou servidores efetivos aposentados pelo Regime Geral de Previdência Social que seguiam na ativa. A gestão justificou a medida com base no Termo de Ajustamento de Conduta nº 03/2025-4PJP, firmado com a 4ª Promotoria de Justiça de Direitos Constitucionais do Ministério Público do Pará.

Apesar da justificativa legal, a falta de planejamento na transição causou um apagão no atendimento especializado. A escola Jonas Pereira de Melo, referência no apoio a estudantes cegos, surdos-mudos e autistas, foi duramente atingida. Igualmente, as famílias dos alunos foram as primeiras a sentir o impacto do desabastecimento de profissionais especializados.

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Protestos de mães e liminar judicial em junho de 2026

Em junho de 2026, mães de alunos com Transtorno do Espectro Autista realizaram um protesto na Defensoria Pública de Parauapebas. Com cartazes e palavras de ordem, denunciaram a insegurança e o retrocesso pedagógico sofrido pelos filhos após as demissões dos auxiliares escolares. A mobilização chamou atenção de todo o estado.

A tensão atingiu o ápice quando centenas de trabalhadores da educação cruzaram os braços em greve geral convocada pelo Sintepp, com apoio da ONG Via Autismo. Diante do caos provocado por mais de 800 demissões abruptas, o juiz Lauro Fontes Junior interveio. Ele determinou o retorno imediato de todos os assistentes pedagógicos aos seus postos. Desse modo, a Justiça precisou corrigir o que a gestão municipal causou.

A voz do Legislativo e o silêncio do Executivo

A vereadora Maquivalda Barros celebrou a liminar ao lado das mães de alunos atípicos, garantindo a permanência de 1.080 assistentes e criticando duramente o prefeito pela desorganização. Sobretudo, o vereador Anderson Moratório alertou que o município precisaria provar a autossuficiência do quadro técnico em audiência subsequente. O número real de funcionários em atividade era flagrantemente insuficiente para atender a demanda.

Atualmente, o calote nas rescisões de servidores em Parauapebas representa um novo ato de crueldade social em uma gestão que acumula crises. Por fim, o Portal Felipe Tommy deixa o espaço aberto para que a Prefeitura se manifeste e apresente prazo definitivo para o pagamento dos trabalhadores afetados. Esta matéria poderá ser atualizada assim que o posicionamento oficial do governo municipal for enviado.

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